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(O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo V – BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS)

  Quando Jesus falou sobre o sofrimento não fez apologia a este. A finalidade era   um chamamento a nos lembrar sobre a lei  de ação e reação, pois não viemos a este planeta para sofrer mas para passar por provas e expiações  para continuarmos  a nossa evolução.

     Nem sempre resgatamos nossos débitos na  existência atual, podem ser débitos que devemos de vidas anteriores, e que concordamos em expiar na  atual.  Se  não expiarmos  hoje, expiaremos  amanhã, essa é a lei.  O sofrimento que nos parece  imerecido tem a sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento deveria dizer:

 Senhor ! Seja feita a tua vontade!

EU PRECISO DE TI SENHOR

 Quando  estamos   em sofrimento, nossa primeira atitude é pedir a Deus para abona-lo, isto acontece porque esquecemos que  eles fazem parte da nossa programação, e que Deus nosso Pai,  não nos dá uma prova maior daquela que podemos suportar . Muitas vezes o que julgamos ser sofrimento é algo que um dia agradeceremos.

            Sofrimento: dor física; angústia, aflição, amargura; infortúnio, perda de entes queridos.

 A Terra, é um planeta de expiações e provas, no qual renascem Espíritos  comprometidos perante a Lei de Deus. Por isso a Terra ainda não é um lugar onde se possa viver sem incômodos, sem lutas e sofrimentos.

 Os sofrimento são conseqüências de violações, abusos, que praticamos nas várias reencarnações e do desrespeito com  as Leis Divinas. porém,   é o remédio para as imperfeições do Espírito, para as enfermidades da alma. Sem isso não é possível a cura.

Diante do sofrimento desesperamos, revoltamo-nos, ficamos abatidos. Por quê? Porque a ignorância faz-nos ter aversão a padecimentos, Para entendermos  é preciso que elevemos a nossa visão,  para adquirirmos a fé raciocinada. E aceitarmos que  não é o sofrimento físico, a perda de entes queridos, as provações, a miséria, mas tudo aquilo que adiar,  o nosso adiantamento Espiritual.

Qual deveria ser a nossa  atitude diante  dos sofrimentos?   – A  “Conformação ¨   aceitando os sofrimentos  com resignação, sem revolta, sem recriminação, “aceitando-o” como remédio amargo,  mas imprescindível que deve restituir a saúde do corpo e a paz do Espírito.

Muita Paz

Vamos encontrar no Evangelho de Marcos,  uma passagem em que Jesus : Chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: – ¨Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua crua e siga-me¨ Em Mateus, capitulo 10, versículo 38,  está escrito : ¨E quem não toma a sua cruz e não segue após mim, não é digno de mim ¨.

Jesus afirma nestas passagens, que o homem deve carregar sua cruz  e, que após sua  posse  deve seguí-lo. A cruz naquela época era o instrumento de punição, era uma forma de condenar à morte os infratores da época. Porém,  todos nós temos a nossa própria cruz, ela representa as nossas faltas e fraquezas, obtidas em tempos remotos. Ela representa  também as esperanças de uma libertação, após resgatarmos as nossas falhas.

 

¨

¨ Tome sua cruz e siga-me ¨

Devemos então carregarmos a nossa cruz com coragem, resignação e alegria. E com ela seguir os ensinamentos do Mestre Jesus. Reencarnamos muitas vezes, sempre com a finalidade de corrigirmos os erros do passado e evoluir. E à medida que nos fortalecemos,  ela vai ficando mais leve, carregarmos a nossa cruz  com a certeza que ¨Deus não nos dá um fardo maior,  daquele que possamos suportar¨.

Quando o Mestre disse: – ¨Tome sua cruz e siga-me ¨ ele está ensinando o desapego a si próprio em favor da humanidade. Ninguém alcança nenhum objetivo sem força, sem conquista. Tomar a sua cruz significa resignação diante das dificuldades, que são necessários a nossa evolução espiritual. Temos o direito aos prazeres do mundo, desde que não façamos dívidas para o futuro, não prejudicar a nós mesmo nem ao próximo, é o camino para diminuirmos o peso da nossa cruz.

Nos disseram que precisamos aproveitar a vida, pois a vida é uma só. É  verdade a vida é uma só, a vida espiritual, pois a vida não acaba a cada morte do corpo material. Vamos aproveitar agora, nesta atual reencarnação, para diminuir o peso da nossa cruz, caminhando em busca da perfeição, praticando os ensinamentos do nosso Mestre Jesus. E não esquecendo do maior ensinamento dado pelo nosso irmão Maior.

¨Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo ¨

Muita paz

Eis aí uma virtude que o meu espírito carece. Creio que precisarei de outras mais encarnações para aprender ser uma pessoa serena…

Mãe, fez bem ter comentado sobre a serenidade; o tema serenidade é muito importante e às vezes vem carregado de obscuridades. Muitas pessoas acham que a paz espiritual, isto é, a serenidade, significa a ausência de problemas ou de obstáculos. O que não tem nada a ver, afinal, os problemas e os obstáculos são nossas oportunidades de aprendizado e de iluminação interior e devem ser reconhecidas. Nesse sentido, o teólogo norte-americano e protestante Reinhold Niebuhr escreveu a oração da serenidade. Em sua parte básica, mais conhecida popularmente a oração diz assim: “Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras”. Nessa oração podemos destacar quatro virtudes ou comportamentos básicos essenciais para a aquisição do equilíbrio e da harmonia com o mundo em que vivemos: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria. Diante de sua realidade, o homem pode buscar duas situações: satisfazer suas necessidades considerando como valor as coisas do mundo material, ou colocando seu ponto de vista nos valores do espírito. Podemos então escolher entre buscar a paz do mundo ou construir a paz do Espírito, ou a paz que o Cristo nos deixou.

Beijos!

(A.C.L.B)

Certa ocasião alguém pediu a dois pintores que retratassem em suas telas algo que pudesse representar a serenidade. Algo que expressasse a serenidade do ser. O primeiro artista pintou em sua tela uma belíssima paisagem: um dia maravilhoso, o verde da vegetação enfeitado pelo colorido das flores, pássaros voando e um rio correndo suavemente.

O segundo artista retratou em sua tela uma forte tempestade, raios brilhando no céu, trovões, ventania e muita chuva. E sobre uma árvore um ninho de pássaros onde calmamente os filhotes eram aquecidos, sem mostrarem alteração nenhuma com o que estava acontecendo na natureza.

Entendemos que o segundo artista quis nos mostrar que a serenidade do ser não é um fator externo. A serenidade está dentro de cada um, não importante o que está externos ao nosso ser.

A serenidade faz parte do nosso processo evolutivo. Somos criaturas em aprendizado e buscamos uma vida harmoniosa, embora vivamos muitas vezes na inquietação e a ela nos acomodamos. Para muitas pessoas, o equilíbrio do ser é algo inatingível. Entretanto, não é bem assim como comumente se entende, afinal, o homem sereno também é um ser em evolução e possivelmente passará por provas e expiações como todos nós. Passar por provas e expiações enquanto encarnados faz parte de todos nós, espíritos em evolução. Ora, se fôssemos perfeitos não estaríamos aqui compartilhando o mesmo mundo com os demais. Estaríamos em mundos mais adiantados.

Caminhemos sem medo, enfrentemos as nossas quedas com coragem, com fé, aceitando que Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Busquemos o equilíbrio e a serenidade nos ensinamentos do nosso Mestre Jesus. Somos espíritos libertos, com direito de exercer o nosso livre-arbítrio, com todas as delícias e tormentos, pois tudo que acontece na nossa vida é um aprendizado e nos ajuda a evoluir.

Para encontrarmos o equilíbrio e a serenidade, é preciso compreender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos do Mestre Jesus.  Certa ocasião, disse Gandhi: “se todos os livros do mundo fossem destruídos e só restassem os escritos do ‘Sermão da Montanha’, a humanidade teria à sua disposição um conjunto de ensinamentos que levaria a felicidade e a libertação”.

Para os cristãos, todo este arcabouço de ensinamentos deixados pelo nosso Irmão Maior Jesus Cristo é a mais consoladora herança deixada para a Humanidade. Tal herança deve ser implantada em nossas vidas e em nossos espíritos. Posteriormente, Allan Kardec e a Espiritualidade Superior, orientados pelo Espírito da Verdade, nos recomendaram: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos” (vide a obra Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI).

Muita paz a todos!

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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