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Muitos indagam por que os Espíritas afirmam que o  Espiritismo é  a terceira revelação?  Jesus prometeu um consolador que viria revelar novas verdades e ficaria eternamente conosco. Na época em que Jesus esteve entre nós, as leis de Deus eram as leis de Moisés, e na verdade algumas  religiões ainda continuam com os ensinamentos de Moisés.

Moisés mostrou um Deus severo, vingador que deveria ser temido e quem não cumprisse suas leis iria para o inferno. Era proibido a comunicação entre vivos e mortos,  Jesus veio nos dizer que não precisamos temer a Deus e sim amá-lo pois, o Pai é amoroso, bom e justo, que não condena os seus filhos ao fogo do eterno, quando este não cumpre as suas leis. Deus  nos dá tantas oportunidades quantas necessárias através das reencarnações para que possamos chegar a plenitude.

Publio

Embora no Novo Testamento haja várias passagens que falam claramente da reencarnação outras religiões cristãs negam-se a crer. Sem esquecermos que a té 553 D,C a igreja católica aceitava a reencarnação. Mudando de opinião no segundo concílio de Constantinopla, quando decidiram afirmar que a reencarnação não existia. Jesus explicou sobre a reencarnação no seu diálogo com Nicodemos e na explicação que deu que João Batista seria o profeta Elias morto há muito tempo.

Não encontramos no novo testamento nada que condene a comunicação entre encarnados e desencarnados , nem afirmando que a reencarnação não existe.

Então o Espiritismo é a terceira revelação  pois veio explicar com naturalidade os ensinamentos de  Jesus que estão contidos no Novo Testamento. Jesus nosso Mestre que não veio destruir a lei, mas veio adaptá-la ao homem daquela época. E que prometeu um novo Consolador para que pudesse levantar o véu  que cobria alguns mistérios.

Somos Espíritas, somos Cristãos, seguimos os ensinamentos do Evangelho de Jesus o nosso Consolador. O Espiritismo veio no tempo certo cumprir a promessa de Cristo.

Muita Paz

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Não foi a Doutrina Espírita quem criou a reencarnação ela existe desde a criação do mundo. As civilizações mais antigas aceitavam a reencarnação como um fato normal. Pitágoras que viveu na terra mais de  500 ac de Cristo, estudou na Grécia em outras nações, como no Egito omde permaneceu 22 anos  e 12 anos na Babilônia.

Foi um dos primeiros a declarar:   ¨ A alma, ora presa nessa criatura, ora naquela, segue assim um ciclo, necessariamente determinado ¨ Sócrates acreditava na imortalidade da alma e na reencarnação. Platão ensinava que: O homem é uma alma encarnada. Anters da reencarnação estava ligada aos tipos primordiais. Quando encarna vem do belo e passa a vida atormentado. sem saber  que isso é a vontade de voltar ao mundo de origem.

evolução e reencarnação

Alexandrino Origenes  que fez parte do Cristianismo primitivo  185 dc a 254 dc, aceitava a reencarnação e dizia: Portanto todos que descem á terra de acordo com os seus merecimentos  ou com a posição que ocupara recebe ordens  para nascer neste mundo em nações diferentes, com religiões diferentes, com profissões diferentes. No ano 400, o papa Anástacio condenou Origenes  por suas idéias. No século VI  no concílio de Constantinopla excomungou todos que compartilhavam dessas idéias.

No Novo Testamento vamos encontrar várias passagens de Jesus que com naturalidade fala da  reencarnação: O diálogo com Nicodemos, a transfiguração no Monte Tabor e a sua explicação que João Batista teria sido Elias, além de muitas outras passagens. A codificaçlção Espírita realizada por Allan Kardec, veio apenas explicar o que Jesus Cristo anunciou sobre o terceira revelação.

Todos nós conhecemos casos de crianças que afirmam ser pais ou avós de seus pais atuais, citando fatos que não teriam condições de comentar. No livro  ¨ Reencarnação no Brasil ¨ de Hernani Guimarães Andrade, vamos encontar fatos verídicos que provam a reencarnação.

Muita Paz

Ora, havia um homem entre os fariseus, chamado Nicodemos, senador dos judeus, – que foi à noite encontrar Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos que viestes da parte de Deus para nos instruir como um doutor, porque ninguém poderia fazer os milagres que fazeis se Deus não estivesse com ele.

Jesus lhe respondeu : Em verdade, em verdade vos digo: Ninguém pode ver o reino de Deus  se não nascer de novo. Nicodemos lhe disse: Como pode nascer um homem que já está velho? Pode ele reentrar no ventre de sua mãe, para nascer uma segunda vez?

Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo;  Se um homem não renascer  da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. – O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. – Não vos espanteis do que eu vos disse, que é preciso que nasçais de novo. –  O Espírito sopra onde quer, e ouvis sua voz, mas não sabeis de onde ele vem, nem onde ele vai, ocorre o mesmo com todo homem que é nascido  do Espírito.

Nicodemos  lhe respondeu: Como isso pode se dar ? – Jesus lhe  disse: Que! sois em Israel , e ignoras essas coisas?  Em verdade, vos digo que não dizemos senão o que sabemos, e que não testemunhamos senão o que vimos, e entretanto vós não recebeis nosso testemunho . – Mas se não me credes  quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis quando vos falar das coisas do céu? ( São João, 3; 1- 12)

O pensamento de que João Batista era Elias e que os profetas poderiam reviver sobre a terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente  nas relatadas acima ( nº 1,2 e 3 ). Se essa crença tivesse sido um erro, Jesus não teria deixado de a combater, como combateu tantas outras, longe disso, ele a sancionou com toda sua autoridade, e a colocou como principio e como uma condição necessária quando disse:

Ninguém pode ver o reino dos céus se não nascer de novo, e insiste, ajuntando; Não vos espanteis do que eu vos disse, que é PRECISO que nasçais de novo. Estas palavras  ¨Se um homem não renasce da água e do Espírito¨,  foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo, mas o texto primitivo  trazia simplesmente: Não renasce da água e do Espírito, ao passo que, em certas traduções, a do Espírito se substituiu : do Santo Espírito , o que não responde mais ao mesmo pensamento.

Esse ponto capital ressalta dos primeiros comentários  feitos  sobre o Evangelho , assim como será    um dia constatado  sem equivoco possível.

Muita Paz

ESE – Boa Nova Editora

O Espiritismo veio à terra para organizar as idéias dos espíritos encarnados, em relação aos fenômenos já existentes e conhecidos,  desde a mais remota antiguidade,  dando-lhes condições de entender sua natureza e para fortalecer a vida futura. É uma doutrina de luz, pois através dela compreendemos o ser espiritual que somos. Ainda descobriremos novas verdades,  mas no momento precisamos assimilar as que foram trazidas pelo Espírito de Verdade, através do Codificador. Pois  a espiritualidade nos diz que ainda não temos condições de obtermos novos conhecimentos.

Através de Allan Kardec a espiritualidade tornou mais clara a continuidade progressiva da nossa vida terrena, Mostrou-nos a naturalidade nas comunicações com os que deixaram a vida física e continuam a sua caminhada no mundo espiritual, com isso confirmando a imortalidade da alma.

Espiritismo

O conhecimento da Doutrina Espírita  encoraja o espírito desencarnado,  a realizar sua programação reencarnatória, aceitando as suas provas. O espírito desencarnado compreendendo  a reencanação  como oportunidade sublime  de conviver com os espíritos  de ontem, agora de outra forma em situações diferentes. Voltam a terra um pouco mais evoluidos.

O conhecimento da reencarnação ajuda ao espírito encarnado entender as suas provas, as suas dores, e as suas decepções, e caminhar  através da fé impulsionado  sobre o hálito divino com confiança e serenidade. O conhecimento é a chave do progresso, através dele sentimos a necessidade  de colocá-lo  para o outro, não só através de palavras, mas das atitudes.

O conhecimento é o eterno repetir da verdade.  Porém a verdade é uma só.  Nós ainda seres ignorantes queremos que a verdade seja conforme é conveniente a cada um de nós. Um dia ela será alcançada por todos nós. Através dela descobriremos a nossa essência e caminharemos rumo a plenitude e ao nosso Pai.

Muita Paz

Para os materialistas, a herança genética e facilitações do meio ambiente são responsáveis pelas crianças superdotadas, mas, então, como explicar a genialidade presente em filhos de analfabetos ou em crianças que nem frequentam a escola e aprendem a ler sem ajuda de ninguém?

Como é conviver com uma criança superdotada? Como educá-la?

¨Menina aprendeu a ler sem ajuda

Mozart e beethove, que se apresentaram como instrumentistas de qualidade quando tinham  apenas 5 e 6 anos respectivamente. Franz Schubert que começou a compor aos 10 anos, Thomas Edison, aos 10 anos surpreendeu a todos com invenções e experimentos, Louis Pasteur, aos 8 anos descobriu uma fórmula de manipular ácidos, Nicolau copérnico aos 5 anos conhecia e nomeava várias estrelas, Shirley Temple, aos 5 anos surpreendeu o mundo cantando dançando e atuando em filmes, Carl Friedrich Gauss, um dos maiores matemáticos, aos 10 anos elaborou a teoria dos números primos,Willian Shakespeare aos 12 anos era dramaturgo. Gerard Hansen bacterologista aos 12 anos, Andrew Almazán aos 12 anos cursa a faculdade de medicina, Johannes Wolfgang Von Goethe, escrevia em 6 idiomas aos 15 anos, William  James Sidis com 1 ano e meio começou a escrever, aos 3 lia Platão, aos 10 falava 10 idiomas, e muitas outras crianças que não ficaram tão famosas, mas que aprenderam a ler escrever, e que quase todos nós conhecemos pelo menos uma. São todos filhos de pessoas inteligentes, todos vivem em um meio que facilita o desabrochar essas  aptidões?

No estudo do Espiritismo encontramos a explicação, desaparece o espanto a incompreensão  quando aparecem crianças com capacidades superiores aos da sua idade e, na maior parte das vezes de todas as idades.

Os espírtos não têm o mesmo tempo de existência , porque a criação é contínua, convivemos com espíritos muitos antigos e experientes e outros mais novos e em fase de aprendizado. Esse encontro  entre espíritos serve para estimular o progresso do mundo e para nos ajudar a crescer.

Normalmente ao nascermos o véu do esquecimento cobre as nossas lembranças, com isso temos oportunidades de aprender fatos novos, mas lá dentro de cada um de nós, está armazenado o que aprendemos em outras vidas.

Porém por uma razão especial a espiritualidade superior com a permisão de Deus, permite que muitos destes espíritos despertem os antigos conhecimentos e mostram o que foram e o que sabiam da sua existência anterior.¨

¨Um professor que trabalha com crianças super dotadas

Cada um traz ao nascer os frutos da sua evolução, a intuição do que aprendeu, as aptidões adquiridas nos diversos domínios do pensamento, isso explica também as vocações que trazemos para nossa vida atual. Explica  Léon Denis no livro ¨O Problema do Ser do Destino e da Dor ¨.

Muita Paz

Sou algo mais do que isto,
Do que cérebro e coração
Não sou apenas matéria,
Que cumpre sua função.

Sou centelha, sou etéreo,
Sou Espírito imortal,
Sou alguém travando luta,
No meio do bem e do mal.

Sou viajante do tempo,
Nesta grande nave Terra,
Já tive tempos de paz,
Já tive tempos de guerra.

No grande palco da vida,
Fui mendigo e doutor,
Apanhei no pelourinho,
E matei quando senhor.

Lavei as mãos com Pilatos,
E gritei por Barrabás,
Virei as costas ao Mestre,
Sem voltar-me para trás.

Hoje sou o resultado,
Das vivências do passado,
Trago agora a certeza:
Sou um ser reencarnado

Muita Paz

José Maria Brito Lopes

A paternidade e a maternidade são decisões tomadas na hora da programação dos espíritos, e sempre são em decorrência de vinculos do passado. A escolha dos pais, como a dos filhos,  são nececessárias  para a formação desses núcleos familiares, que envolve  também os parentes próximos.  Nossas dívidas, muitas vezes aconteceram dentro desse núcleo familiar,  que agora se forma. Pais, irmãos, avós, tios, primos etc…

Retornamos para acertar as nossas dívidas com esse grupo. Nossos filhos são espíritos que mantivemos bons ou maus relacionamentos.  É  importante entendermos que podemos estar vinculados a esses espíritos por afeto ou desafeto. 

Quando nessa união passada houve amor,  a convivência é pacifíca e carinhosa com entendimento  famíliar. Mas se houve ódio, muitas vezes a convivência é difícil, com o pai ou com a mãe.  E a finalidade dessa reaproximação, é a reconciliação.  Através dos ensiamentos da Doutrina Espírita,   esses espíritos, poderão entender essas dificuldades, e trabalharem por esse entendimento.   Pois se estão juntos, vieram  para aprenderem a conviver com amor,  perdoando as mágoas do passado.

Aquele bebê que o pai e mãe receberam com tanto amor,  e envolvem  em seus braços carinhosamente, muitas vezes foi vítima de um dos dois, e agora foi recebido para acontecer essa reconciliação. Mas esse lindo bebê pode também no passado ter sido o algoz de sua mãe ou do seu pai, ou até mesmo de ambos, e esses pais na hora da programação aceitaram receber esse espírito como filho,  e criá-lo com amor, para que haja o cumprimento das leis divinas.

A reencarnação é a oportunida divina e  sublime para o entendimento ,  entre esses espíritos adversários do passado.  Nessa nova existência, pode ainda o desentendimento continuar entre pais e filhos, assistimos esses tristes fatos todos os dias.

Mas existirão outras oportunidades,  para que o amor vença entre esses espíritos. O Plano espiritual programa e os espíritos reencarnantes aceitam, mas se falharem , recorrerão a novas experiências até que possam pelo amor, saldar todas as suas dívidas.

Muita Paz

A crença na Reencarnação faz parte de outras religiões há milhares de anos. A Reencarnação, portanto, não é obra do Espiritismo. A doutrina reencarnacionista advém de longas datas, de grandes vultos do passado, de civilizações antigas e diversas, etc. Não obstante, a Doutrina Espírita, abraçou a ideia da Reencarnação, estudando-a, sistematizando-a e difundindo-a por todo o mundo. Não é a toa que o processo reencarnatório é um dos princípios, senão o principal de todos, que fundamenta a estrutura doutrinária do Espiritismo.   

E na Bíblia? A idéia de reencarnação pode ser encontrada na Bíblia?  

No Novo Testamento, Jesus Cristo, em três vezes admitiu o retorno do Espírito a um novo carpo material. No evangelho de Mateus (16:13), há referência expressa sobre a Reencarnação. Vejam: quando Jesus chegou às portas da Caesarea Philippi, perguntou aos seus discípulos: quem os homens dizem que eu sou? Eles responderam: uns dizem que tu és João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas. A referida resposta denuncia que os Judeus acreditavam na imortalidade da alma e na sua reencarnação. Também célebres figuras da Roma antiga eram notoriamente adeptos da reencarnação. Cícero, Virgílio, Ovídio e o próprio Julio Cesar defendiam os princípios da imortalidade da alma e do seu regresso à matéria. Os Celtas, que habitavam um território que se estendia do País de Gales à França, também incorporaram à sua cultura a teoria reencarnacionista. O próprio Kardec reconhecia ter sido, em uma de suas encarnações, um sacerdote druida, motivo que fez com que adotasse o pseudônimo Allan Kardec. Sim, incontáveis relatos de reencarnação estão consignados na Bíblia Sagrada e também são expressivos e valiosos os depoimentos de grandes santos e doutores da igreja.

A primeira dessas passagens que Jesus admitiu o renascimento do Espírito foi quando João Batista enviou dois discípulos para falarem com o Mestre. Ele queria ter a certeza que Jesus era realmente o Messias esperado pelos Judeus.  Ele confirmou que era realmente o Messias prometido, respondendo: E se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça! Com essas palavras, Jesus admitiu, portanto, que João Batista era o próprio Elias reencarnado com o objetivo de preparar seu caminho espiritual junto ao povo Judeu. Quando o Mestre confirma que João Batista era Elias que estava por vir, ele estava admitindo a volta do espírito a um novo corpo, portanto, estava firmando mais uma vez a existência do processo reencarnatório.

A segunda vez foi no Monte Tabor, após sua transfiguração. Estando presente Pedro, João e Tiago. Conforme o relato de Marcos, ele conversou com os espíritos de Elias e de Moisés. Os discípulos ao descerem o Tabor, pediram explicação sobre o que havia ocorrido e diante do questionamento, o Mestre respondeu: Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram como está escrito dele. Então eles entenderam que João Batista teria sido Elias e que foi degolado a mando de Herodes e por isso, já havia voltado para Espiritualidade. O que aconteceu na verdade com João Batista foi o cumprimento da lei a cada um segundo suas próprias obras em virtude da dívida assumida por Elias perante as leis de Deus, ao ter mandado degolar os adoradores de Babel.

A terceira passagem do Evangelho na qual Jesus se refere com outras palavras a reencarnação foi o diálogo com Nicodemus, ao ser questionado pelo doutor da lei sobre o que seria necessário para o reino dos céus. Quando Jesus disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. Diante desta resposta Nicodemus perguntou: Como pode nascer um homem já estando velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe para nascer pela segunda vez? E Jesus respondeu-lhe: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. Com essa resposta outra vez Jesus confirma a lei da reencarnação.

Enfim, ao dirigirmos os nossos olhos para o passado, a teoria da reencarnação é tão antiga como a história do próprio homem. Os povos antigos sempre se mostraram sensíveis à crença na reencarnação, aceitando-a e atribuindo-lhe um grande destaque religioso. O budismo e várias seitas hindus, por exemplo, sempre acataram a reencarnação da alma. O mesmo se pode dizer dos primeiros cristãos, dos antigos egípcios e dos antigos gregos, que tinham na reencarnação um dos pontos básicos de suas crenças. Como se vê, portanto, o Espiritismo não criou, não inventou a Reencarnação. Aceitando-a como herança de eminentes filosofias e de respeitáveis doutrinas, de Jesus e de seus discípulos, e confirmada, há seu tempo, pelos Espíritos Superiores, o Espiritismo promoveu o seu estudo, a sua difusão, a sua exegese. Há mais de um século, o Espiritismo apresenta-a por único meio de crermos num Pai Justo e Bom, que dá a cada um “segundo as suas obras” e como elemento explicativo da promessa de Jesus de que “nenhuma de suas ovelhas se perderia”. Com a Reencarnação, temos Justiça equânime, refletindo a ilimitada Justiça Divina; a reencarnação nos mostra um Deus que perdoa sem tirar ao culpado a glória da remissão de seus próprios erros. Um Deus que perdoa, concedendo ao culpado tantas oportunidades quantas ele necessite para repara todos os males que praticou em vidas passadas.

 

Muita paz a todos!

Não resta dúvida sobre qual é a opinião do Espiritismo a respeito do aborto provocado. O Espiritismo, ressalvando o respeito pelo exercício do livre-arbítrio de cada um, não concorda com a prática do aborto provocado e nos explica sobre as ruins consequências espirituais que este ato pode provocar. Todavia, a única situação em que a Doutrina Espírita admite o aborto é quando a vida da gestante corre perigo de morte; Allan Kardec, na pergunta 359 de O Livro dos Espíritos, indaga a Espiritualidade Superior: “se o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?; responderam os Espíritos: “preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”.

Antes de continuarmos com esta reflexão, vamos esclarecer alguns pontos sobre o aborto. Pode parecer trivial, mas julgamos necessário:

  1. O que é o aborto? Aquele que nasceu antes do tempo próprio. Parto prematuro ou expulsão do feto antes dos nove meses de gestação O aborto é usualmente definido como a interrupção da gravidez antes de o feto atingir a viabilidade, ou seja, antes de se tornar capaz de vida extra-uterina independente. O aborto distingue-se da morte fetal, do feticídio, do parto prematuro, do infanticídio e do caso dos natimortos;
  2. Como podemos classificar os abortos? Natural ou artificial, espontâneo e involuntário (pode, mesmo assim, haver culpa) ou provocado voluntariamente, dolosamente e penalizado pelo Estado. Podemos falar, também, do aborto clandestino;
  3. Quais são as causas do aborto? As causas são muitas e variadas, sendo difícil avaliar a importância de cada uma delas. Além daquelas referentes à própria mulher (medo à gravidez e ao parto e os poucos recursos financeiros para sustentar o novo rebento), há as de origem familiar (pressão dos familiares, principalmente do marido) e as de ordem social (campanhas contra a fecundidade e famílias numerosas), entre outras causas.

Segundo o Espiritismo, o aborto é um crime, pois transgride as Leis de Deus. Na pergunta 358 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. O aborto refere-se à paralisação da vida. No aborto, o feto não tem escolha: a vida lhe é tirada. Há uma infração à lei de Deus. Fala-se em crime. As consequências podem vir em futuras encarnações: quantos casais querem ter filhos e a mulher não consegue engravidar? A impossibilidade de gerar um filho na atual vida poderia ser uma consequência de abortos praticados em outrora encarnação?

O Espiritismo nos esclarece que ao ser realizado um aborto, estamos impedindo  um espírito voltar à vida material e seguir a sua evolução espiritual. Quando uma gravidez é interrompida, estamos impedindo alguém de cumprir a sua trajetório na carne. Para a Doutrina Espírita, abortar é permitir que um espírito deixe de cumprir a sua programação. Não importa se a vida do feto começa na primeira ou décima semana, para a Doutrina Espírita, a vida começa na concepção e esse corpo que esta sendo gerado tem um espírito que o guarda. Interromper a gestação no primeiros ou nos últimos dias é para o Espírita algo inaceitável, afinal, ao corpo que está sendo gerado há um espírito que está o aguardando, esperançoso de conseguir reencarnar novamente. Para a Doutrina, é racional ter pelos fetos o mesmo respeito que se tem pelo corpo de uma criança que está vivendo entre nós. Em tudo isso, vemos a vontade Deus e a sua obra.

Por enquanto, para as nossas leis, o aborto é um crime. Muitos estão tentando descriminalizar o aborto. Entretanto, o aborto poderá deixar de ser crime para os homens, mas jamais deixará de ser uma conduta reprovável moralmente aos olhos de Deus, pois, transgride a lei de Deus. Não é a toa que as religiões são contra o aborto, pois sabem que as leis de Deus são imutáveis. Para o Espiritismo, ninguém vai ser condenado ao inferno porque um dia provocou ou induziu alguém a praticar um aborto. Não obstante, todas as nossas escolhas e ações geram consequências de acordo com a natureza das mesmas. Somos responsáveis pelos nossos atos, pelos nossos erros, etc. Para a nossa Doutrina, tudo o que cometemos de ruim, devemos reparar. Assim nos impele a Lei de Causa e Efeito, lei esta tão abraçada pela compreensão espírita.

A partir do momento que tomamos consciência de um erro, o importante é não repetir o erro. Deus, com certeza, nos dará oportunidade de resgatarmos esse erro, através das reencarnações, da compreensão que precisamos resgatar o que fizemos, seja o aborto, seja outro erro que praticarmos. Jesus dizia para aqueles que ele curava: “Vais e Não peques mais”.

Deus é Pai justo e amoroso e como Pai nos dará oportunidades de repararmos os nossos erros, sem nos condenar ao fogo eterno.

Muita paz a todos!

As questões referentes aos animais intrigam muitos espíritas. Entre tais questões, podemos destacar a seguinte: por que os nossos animais de estimação (cão, gato, etc.) sofrem? Nós sabemos que, fisiologicamente, eles possuem nervos e tudo mais, mas qual seria o objetivo da “dor” para os animais irracionais?

Por serem tidos como animais irracionais, isto é, por não raciocinarem como os seres humanos raciocinam, por tal razão, os animais não são dotados de livre-arbítrio (vide questão 595, LE), são amorais, não têm consciência, não sabem distinguir entre o certo e o errado e nem são dotados de outras faculdades ligadas à razão. Não obstante, segundo a Doutrina Espírita, o instinto, que é inerente a todos os animais irracionais, é uma forma de inteligência; nas questões 71, 73, 74 e 75. a) de O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte referência:

71. A inteligência é um atributo do princípio vital?

— Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção: l.°) os seres inanimados, formados somente de matéria sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2.°) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3.°) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar

73. O instinto é independente da inteligência?

— Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa o outro?

—Não, porque eles freqüentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?

— Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.

75. a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?

— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.

Os animais podem não ter uma inteligência racional, como nos afirma a Espiritualidade Superior, mas tal fato não exclui a possibilidade deles terem almas, como se pode verificar nas seguintes respostas dadas a Allan Kardec:

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

       — Sim, e que sobrevive ao corpo.

597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

       — É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

As almas dos animais são inferiores às dos homens, ensina-nos os Espíritos Superiores, os animais não têm autonomia para escolherem, não são animais que pensam e que agem por sua livre vontade, não tem consciências, etc. Portanto, não se pode afirmar que os sofrimentos, as dores que os animais irracionais vivenciam servem para que eles repararem algo. Para os animais não existe expiação, não existem provas reencarnatórias, etc.  

Todavia, para nós que somos espíritos errantes, as dores e os sofrimentos são aprendizados que nos ajudam a progredir por meio de provas e expiações. Nós sabemos que os animais também progridem (vide questões 601 e 602, LE), mas não evoluem por força da vontade, já que são desprovidos de livre-arbítrio. De acordo com O Livro dos Espíritos, os animais progridem por força da natureza, pelo curso da mesma. Mas, será que as dores e os sofrimentos que os animais sentem, não são fatores que implicam no progresso deles? Será que os animais não estão aprendendo a lidar com as suas emoções, preparando-se um dia para entrar no reino hominal? Na verdade, o único animal que conhecemos um pouco mais e que compreendemos um pouco das suas faculdades é o ser humano. Entretanto, eis mais um questionamento: será que o comportamento humano pode servir de parâmetro para conhecermos mais os outros animais? São questões para se pensarem com cuidado e atenção.

Por fim, convido-os a estudarem as perguntas 592 a 609 de O Livro dos Espíritos, para conversamos ainda mais sobre este assunto ainda tão complexo e obscuro para nós.

Muita paz a todos!

ilzamaria@hotmail.com

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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