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A alma agradecida  abençoa a natureza,

A natureza mostra a sabedoria de Deus

Preservando  as fontes que fertiliza o solo,

Terra adubada pão garantido.

 

A vida vegetal protege a vida humana,

Quem queima os campos,

Nega  que o respeito à natureza é um dever,

A irrigação e a adubagem garante um solo fértil.

 

O desprezo pelo solo é o esquecimento do Pai.

Pois toda cura medicinal e toda água vem  do solo.

Barganhar com os recursos da natureza

É se preparar para prestar contas!

Ao nosso Criador.

Muita Paz

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¨A lei natural é a lei de Deus; eterna e imutável como ele mesmo¨. Certos teólogos católicos e protestantes acusam o espiritismo  de doutrin panteista. O mesmo fizeram com Espinosa,  para quem  Deus, a substância  única é a própria  Natureza, mas não no seu aspecto material, e sim  nas suas leis. Espinosa respondeu:  ¨Afirmo-o com  Paulo, e talvez com todos os filósofos em Deus; ouso mesmo acrescentar  que esse foi o pensamento de todos os antigos hebreus¨ (Carta  LXXIII, explicando a proporção  XV da ¨´etica¨. Tudo o que  existe, existe em Deus, e nada pode existir nem  ser concebido sem Deus¨) embora exista divergência entre a concepção  espinosiana e a espírita de Deus, ambas concordam  ao negar o antropomorfismo católico e protestante, ao re afirmar o princípio paulino acima citado e ao estabelecer identidade de origem e natureza divina para todas as leis do universo.

Por outro lado, assim como  Espinosa não confundia a natureza material (natura naturata)  com Deus. mas apenas a natureza inteligente ( natura naturans), assim  também o Espiritismo não faz  semelhante confusão, estabelecendo ainda que as leis  de Deus são uma coisa e Deus  mesmo a outra. Veja-se  o capítulo  primeiro  do Livro primeiro, sobre Deus. Não  há possibilidade de confusão  entre o Espiritismo e o Panteísmo, a menos que se admita como panteísta a doutrina da imanência  de Deus, por força mesmo de sua transcedência ; e, nesse caso, católicos e protestantes também  seriam panteistas. As revoluções atuais  no campo da Teologia, particularmente o movimento da Teologia Tadical, mostram  mais uma vez o acerto  da concepção espírita em Deus.  

¨O Livro dos Espíritos¨

Muita Paz

As questões referentes aos animais intrigam muitos espíritas. Entre tais questões, podemos destacar a seguinte: por que os nossos animais de estimação (cão, gato, etc.) sofrem? Nós sabemos que, fisiologicamente, eles possuem nervos e tudo mais, mas qual seria o objetivo da “dor” para os animais irracionais?

Por serem tidos como animais irracionais, isto é, por não raciocinarem como os seres humanos raciocinam, por tal razão, os animais não são dotados de livre-arbítrio (vide questão 595, LE), são amorais, não têm consciência, não sabem distinguir entre o certo e o errado e nem são dotados de outras faculdades ligadas à razão. Não obstante, segundo a Doutrina Espírita, o instinto, que é inerente a todos os animais irracionais, é uma forma de inteligência; nas questões 71, 73, 74 e 75. a) de O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte referência:

71. A inteligência é um atributo do princípio vital?

— Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção: l.°) os seres inanimados, formados somente de matéria sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2.°) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3.°) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar

73. O instinto é independente da inteligência?

— Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa o outro?

—Não, porque eles freqüentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?

— Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.

75. a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?

— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.

Os animais podem não ter uma inteligência racional, como nos afirma a Espiritualidade Superior, mas tal fato não exclui a possibilidade deles terem almas, como se pode verificar nas seguintes respostas dadas a Allan Kardec:

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

       — Sim, e que sobrevive ao corpo.

597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

       — É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

As almas dos animais são inferiores às dos homens, ensina-nos os Espíritos Superiores, os animais não têm autonomia para escolherem, não são animais que pensam e que agem por sua livre vontade, não tem consciências, etc. Portanto, não se pode afirmar que os sofrimentos, as dores que os animais irracionais vivenciam servem para que eles repararem algo. Para os animais não existe expiação, não existem provas reencarnatórias, etc.  

Todavia, para nós que somos espíritos errantes, as dores e os sofrimentos são aprendizados que nos ajudam a progredir por meio de provas e expiações. Nós sabemos que os animais também progridem (vide questões 601 e 602, LE), mas não evoluem por força da vontade, já que são desprovidos de livre-arbítrio. De acordo com O Livro dos Espíritos, os animais progridem por força da natureza, pelo curso da mesma. Mas, será que as dores e os sofrimentos que os animais sentem, não são fatores que implicam no progresso deles? Será que os animais não estão aprendendo a lidar com as suas emoções, preparando-se um dia para entrar no reino hominal? Na verdade, o único animal que conhecemos um pouco mais e que compreendemos um pouco das suas faculdades é o ser humano. Entretanto, eis mais um questionamento: será que o comportamento humano pode servir de parâmetro para conhecermos mais os outros animais? São questões para se pensarem com cuidado e atenção.

Por fim, convido-os a estudarem as perguntas 592 a 609 de O Livro dos Espíritos, para conversamos ainda mais sobre este assunto ainda tão complexo e obscuro para nós.

Muita paz a todos!

ilzamaria@hotmail.com

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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