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Deus nosso Pai, criou todos os seus filhos iguais,  simples e ignorantes, porém nos deu o nosso livre arbítrio.Quando escolhemos seguir um caminho, sempre é o melhor que o nosso entendimento permite, quando tomamamos um caminho que mais tarde percebemos que foi inadequado não tenhamos dúvidas que foi importante pois servirá para o nosso crescimento.

Tudo que hoje sabemos conquistamos através dos nossos erros e acertos a cada passo em nossa existência é um avanço  para o nosso crescimento espiritual. Deus sabe que ainda somos imperfeitos e que cometeremos muitos erros. Deus permite que antes de reencarnarmos participemos da nossa programação,  e nem sempre escolhemos o melhor caminho .

Mas a cada reencarnação sempre aprendemos muito, pois quando escolhemos temos o objetivo de acertar e só percebemos que erramos quando vivenciamos a escolha feita, na sucessão do tempo e com o nosso grau de evolução va fazemos as  escolhas corretas.

Cada um percorre a estrada  da  existência  fazendo as escolhas, de acordo  com  o nosso grau de evolução. Confiar em Deus, na sua infinita sabedoria,  procurando acertar perguntando a nós mesmo: Será que este é o meu  caminho correto? Seguir a nossa intuição e sempre caminhar para a frente.

Muita Paz 

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Segundo a Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, Deus criou todos os Espíritos simples e  ignorantes, os Espíritos recém criados  não tem sentimentos, nem livre arbítrio têm apenas instinto. Pois os sentimentos surgem  a partir do conhecimento  e a experiência do ser.

Escada de Jacó - Evolução Espiritual

 

Começa o desenvolvimento do Espírito com as suas necessidades básicas, seus  desejos, com as  buscas pela sua sobrevivência,  que aos poucos vão se manifestando.  Novos pensamentos vão  nascendo, com isso também  os sentimentos de ódio, o amor, vingança.

Na realidade os sentimentos dos seres humanos são expressados diferente uns dos outros,  por exemplo:  O sentimento de amor expressado por uma pessoa, não é igual ao sentimento do outro. O mesmo ser pode exteriorzar um sentimento elevado, como manifestação de ódio e orgulho.

Há seres que amam, mais a demontração desse amor os torna agressivos, magoados, depressivos, o tempo do espírito pode ser medido  pela maneira que demonstra os seus sentimentos. A medida que o espírito evolui, estando encarnado ou desencarnado seus sentimentos são também renovados, aprendendo  a amar e  a perdoar. Ninguém consegue modificar seus sentimentos sem entendimento.

É mais fácil ao espírito encarnado tentar modificar os seus sentimentos, pois o corpo físico é como um pára-raios de força espírituais, que drena de forma eficiente as energias deletérias que aprisionam o espírito. Os excessos são evitados através do esforço do ser, buscando o equilibrio.

Quando o ser vive alimentado pela vaidade,pelo  egoísmo, e outras imperfeições.  não consegue entender o valor do amor, da família, etc.. não consegue se relacionar de forma equilibrada. O relacionamento  é a base do progresso e através dele descortinamos as nossas virtudes e os nossos fracassos.

Somos a soma dos nossos sentimentos e portanto somos produto  dos relacionamentos humanos. O esforço de aprimoramento de um espírito para tornar-se equilibrado, passa pela compreensão de saber amar os que estão a nossa volta.

Muita Paz 

Euripides Barsanulfo

O mundo está repleto de religiões, onde seus seguidores afirmam  que a sua fé,  é aquela  que leva  ao Pai. Que foi deixada e ensinada por Deus. No Cristianismo temos também vários seguimentos afirmando que sua religião foi fundada  por Jesus Cristo. Quando sabemos que na realidade  o Mestre não deixou  nenhuma religião além do amor a Deus e ao próximo.

O que Jesus veio ensinar foi o amor a Deus nosso Pai, baseado no princípio fundamental  que é o amor. Jesus nos ensinou a perdoar, a não julgar, a respeitar o nosso próximo, dando o direito a cada um de usar o seu livre arbítrio. Jesus nunca  condenou ou induziu ninguém a   perseguir  alguma religião.

Guerras Santas

A história está cheia de guerras santas onde muitos massacravam seus irmãos para impor a sua maneira de pensar. Exterminando  a quem não amasse  Jesus Cristo e a Deus da maneira que achavam ser a correta.  Através da violência muitos povos foram exterminados por não aceitarem  amar  a Deus da maneira exigida pelos perseguidores. Só que eles não  entenderam os ensinamentos do Pai,  ensinados por Jesus Cristo. E um dos principais é  o amor de Deus por todos os seus filhos, independente do credo escolhido. 

 E que Deus  jamais permitiria que uns matassem aos outros,  apenas por demonstrarem  o  seu amor   com cultos diferentes. Hoje ainda existem alguns povos com religiões diferentes que brigam pela sua crença. Porém o  progresso amenizou as discórdias  pela  prática das religiões.  Embora existam  restrições e preconceitos a muitas crenças existentes.  

O Espiritismo chegou através do ensino dos Espíritos, tendo como codificador Allan Kardec.  E como complemento da pergunta 781 de ¨O Livro dos Espíritos ¨ a espiritualidade nos respondeu que:  ¨O progresso sendo uma condição da natureza humana, não está ao alcance de ninguém a ele se opor. É uma força viva que as más leis podem retardar, mas não sufocar.

Quando essas leis se lhe tornam incompátiveis, ele as afasta com todos aqueles que tentam mantê-las, e assim o será até que o homem tenha colocado suas leis em conformidade com a justiça divina, que quer o bem para todos, e não leis feitas para o forte em  prejuízo do fraco ¨

    ¨Toda vez que o homem quis trazer o céu para a terra, fez reinar o inferno¨ ( Karl Raimund popper )

Muita Paz

É a liberdade que Deus deu a todos os espíritos, de exercerem  as suas vontades e ações. O homem tem liberdade de pensar e a agir. Sem livre arbítrio o homem seria igual a uma máquina.

 

Kardec considerou o seguinte em seu dicionário: ¨Liberdade moral do homem faculdade que ele tem de se guiar segundo a sua vontade na realização dos seus atos ¨ O homem não exerce o seu livre arbítrio, somente,  quando  é  criança ou  quando suas faculdades mentais estão alteradas. Fora essa situação o homem é sempre responsável pelos seus atos.

Ele tem esta liberdade, mesmo quando está desencarnado, pois ele pode  participar da sua programação, antes de voltar a reencarnar. Na maioria das vezes a reencarnação,  não o priva do seu direito de agir, ele se submete as provas e expiações, mas fica livre para praticar o bem ou o mal,  conforme a sua consciência.

Muita Paz

Um lavrador morava com seus dois filhos. Certo dia seus filhos lhe pediram permissão para conhecerem a cidade grande e encontrarem a felicidade.

O pai ficou triste, mas permitiu que seus filhos fossem conhecer o mundo e os orientou da seguinte maneira:

Meus filhos, há dois caminhos para chegarem a cidade: um vai pelas montanhas e o outro atravessa o vale. O caminho da montanha é aspero, cheio de acidentes porém é mais perto. Enquando que o caminho que atravessa o vale é largo, plano, mas muito longo.

O filho mais velho seguiu pela manontanha e o mais jovem seguiu palo caminho do vale.

O caminho das montanhas era muito perigoso, tinha abismos, etc. Ele machucou-se, mas conseguiu transpor os obstáculos. Chegou à cidade e logo encontrou trabalho e bem estar. O caminho do vale, havia sombra, água fresca, taberna, vinho e muita diversão. E o jovem caminhava devagar.

Muitos anos se passaram e o caminho parecia não ter fim.  Já bem mais velho, com seus cabelos brancos, mãos trêmulas e cansado, ele conseguiu chegar à cidade.

O caminho da montanha representa  a vida material!  Nele precisamos vencer o egoísmo, a prepotência, a vaidade, o orgulho e muitos outros defeitos que possuímos.  E se conseguirmos transpôr todos os obstáculos, alcançaremos  o caminho da luz.

O caminho do vale representa a longa estrada dos instintos grosseiros e das nossas imperfeições, nos levando a adiar a nossa evolução.

Olhemos para dentro de nós, como juízes inflexíveis, e lavemos dos nossos espíritos o orgulho, a vaidade, os impulsos odiosos. Perdoemos aos nossos inimigos e voltemo-nos  para os nossos semelhantes cheios de amor e de boa vontade.

Façamos um esforço supremo para dominar as nossas más tendências e que possamos entender e praticar os ensinamentos do nosso Mestre Jesus.

Boa semana e muita paz a todos!

Não resta dúvida sobre qual é a opinião do Espiritismo a respeito do aborto provocado. O Espiritismo, ressalvando o respeito pelo exercício do livre-arbítrio de cada um, não concorda com a prática do aborto provocado e nos explica sobre as ruins consequências espirituais que este ato pode provocar. Todavia, a única situação em que a Doutrina Espírita admite o aborto é quando a vida da gestante corre perigo de morte; Allan Kardec, na pergunta 359 de O Livro dos Espíritos, indaga a Espiritualidade Superior: “se o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?; responderam os Espíritos: “preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”.

Antes de continuarmos com esta reflexão, vamos esclarecer alguns pontos sobre o aborto. Pode parecer trivial, mas julgamos necessário:

  1. O que é o aborto? Aquele que nasceu antes do tempo próprio. Parto prematuro ou expulsão do feto antes dos nove meses de gestação O aborto é usualmente definido como a interrupção da gravidez antes de o feto atingir a viabilidade, ou seja, antes de se tornar capaz de vida extra-uterina independente. O aborto distingue-se da morte fetal, do feticídio, do parto prematuro, do infanticídio e do caso dos natimortos;
  2. Como podemos classificar os abortos? Natural ou artificial, espontâneo e involuntário (pode, mesmo assim, haver culpa) ou provocado voluntariamente, dolosamente e penalizado pelo Estado. Podemos falar, também, do aborto clandestino;
  3. Quais são as causas do aborto? As causas são muitas e variadas, sendo difícil avaliar a importância de cada uma delas. Além daquelas referentes à própria mulher (medo à gravidez e ao parto e os poucos recursos financeiros para sustentar o novo rebento), há as de origem familiar (pressão dos familiares, principalmente do marido) e as de ordem social (campanhas contra a fecundidade e famílias numerosas), entre outras causas.

Segundo o Espiritismo, o aborto é um crime, pois transgride as Leis de Deus. Na pergunta 358 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. O aborto refere-se à paralisação da vida. No aborto, o feto não tem escolha: a vida lhe é tirada. Há uma infração à lei de Deus. Fala-se em crime. As consequências podem vir em futuras encarnações: quantos casais querem ter filhos e a mulher não consegue engravidar? A impossibilidade de gerar um filho na atual vida poderia ser uma consequência de abortos praticados em outrora encarnação?

O Espiritismo nos esclarece que ao ser realizado um aborto, estamos impedindo  um espírito voltar à vida material e seguir a sua evolução espiritual. Quando uma gravidez é interrompida, estamos impedindo alguém de cumprir a sua trajetório na carne. Para a Doutrina Espírita, abortar é permitir que um espírito deixe de cumprir a sua programação. Não importa se a vida do feto começa na primeira ou décima semana, para a Doutrina Espírita, a vida começa na concepção e esse corpo que esta sendo gerado tem um espírito que o guarda. Interromper a gestação no primeiros ou nos últimos dias é para o Espírita algo inaceitável, afinal, ao corpo que está sendo gerado há um espírito que está o aguardando, esperançoso de conseguir reencarnar novamente. Para a Doutrina, é racional ter pelos fetos o mesmo respeito que se tem pelo corpo de uma criança que está vivendo entre nós. Em tudo isso, vemos a vontade Deus e a sua obra.

Por enquanto, para as nossas leis, o aborto é um crime. Muitos estão tentando descriminalizar o aborto. Entretanto, o aborto poderá deixar de ser crime para os homens, mas jamais deixará de ser uma conduta reprovável moralmente aos olhos de Deus, pois, transgride a lei de Deus. Não é a toa que as religiões são contra o aborto, pois sabem que as leis de Deus são imutáveis. Para o Espiritismo, ninguém vai ser condenado ao inferno porque um dia provocou ou induziu alguém a praticar um aborto. Não obstante, todas as nossas escolhas e ações geram consequências de acordo com a natureza das mesmas. Somos responsáveis pelos nossos atos, pelos nossos erros, etc. Para a nossa Doutrina, tudo o que cometemos de ruim, devemos reparar. Assim nos impele a Lei de Causa e Efeito, lei esta tão abraçada pela compreensão espírita.

A partir do momento que tomamos consciência de um erro, o importante é não repetir o erro. Deus, com certeza, nos dará oportunidade de resgatarmos esse erro, através das reencarnações, da compreensão que precisamos resgatar o que fizemos, seja o aborto, seja outro erro que praticarmos. Jesus dizia para aqueles que ele curava: “Vais e Não peques mais”.

Deus é Pai justo e amoroso e como Pai nos dará oportunidades de repararmos os nossos erros, sem nos condenar ao fogo eterno.

Muita paz a todos!

Eis aí uma virtude que o meu espírito carece. Creio que precisarei de outras mais encarnações para aprender ser uma pessoa serena…

Mãe, fez bem ter comentado sobre a serenidade; o tema serenidade é muito importante e às vezes vem carregado de obscuridades. Muitas pessoas acham que a paz espiritual, isto é, a serenidade, significa a ausência de problemas ou de obstáculos. O que não tem nada a ver, afinal, os problemas e os obstáculos são nossas oportunidades de aprendizado e de iluminação interior e devem ser reconhecidas. Nesse sentido, o teólogo norte-americano e protestante Reinhold Niebuhr escreveu a oração da serenidade. Em sua parte básica, mais conhecida popularmente a oração diz assim: “Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras”. Nessa oração podemos destacar quatro virtudes ou comportamentos básicos essenciais para a aquisição do equilíbrio e da harmonia com o mundo em que vivemos: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria. Diante de sua realidade, o homem pode buscar duas situações: satisfazer suas necessidades considerando como valor as coisas do mundo material, ou colocando seu ponto de vista nos valores do espírito. Podemos então escolher entre buscar a paz do mundo ou construir a paz do Espírito, ou a paz que o Cristo nos deixou.

Beijos!

(A.C.L.B)

Certa ocasião alguém pediu a dois pintores que retratassem em suas telas algo que pudesse representar a serenidade. Algo que expressasse a serenidade do ser. O primeiro artista pintou em sua tela uma belíssima paisagem: um dia maravilhoso, o verde da vegetação enfeitado pelo colorido das flores, pássaros voando e um rio correndo suavemente.

O segundo artista retratou em sua tela uma forte tempestade, raios brilhando no céu, trovões, ventania e muita chuva. E sobre uma árvore um ninho de pássaros onde calmamente os filhotes eram aquecidos, sem mostrarem alteração nenhuma com o que estava acontecendo na natureza.

Entendemos que o segundo artista quis nos mostrar que a serenidade do ser não é um fator externo. A serenidade está dentro de cada um, não importante o que está externos ao nosso ser.

A serenidade faz parte do nosso processo evolutivo. Somos criaturas em aprendizado e buscamos uma vida harmoniosa, embora vivamos muitas vezes na inquietação e a ela nos acomodamos. Para muitas pessoas, o equilíbrio do ser é algo inatingível. Entretanto, não é bem assim como comumente se entende, afinal, o homem sereno também é um ser em evolução e possivelmente passará por provas e expiações como todos nós. Passar por provas e expiações enquanto encarnados faz parte de todos nós, espíritos em evolução. Ora, se fôssemos perfeitos não estaríamos aqui compartilhando o mesmo mundo com os demais. Estaríamos em mundos mais adiantados.

Caminhemos sem medo, enfrentemos as nossas quedas com coragem, com fé, aceitando que Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Busquemos o equilíbrio e a serenidade nos ensinamentos do nosso Mestre Jesus. Somos espíritos libertos, com direito de exercer o nosso livre-arbítrio, com todas as delícias e tormentos, pois tudo que acontece na nossa vida é um aprendizado e nos ajuda a evoluir.

Para encontrarmos o equilíbrio e a serenidade, é preciso compreender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos do Mestre Jesus.  Certa ocasião, disse Gandhi: “se todos os livros do mundo fossem destruídos e só restassem os escritos do ‘Sermão da Montanha’, a humanidade teria à sua disposição um conjunto de ensinamentos que levaria a felicidade e a libertação”.

Para os cristãos, todo este arcabouço de ensinamentos deixados pelo nosso Irmão Maior Jesus Cristo é a mais consoladora herança deixada para a Humanidade. Tal herança deve ser implantada em nossas vidas e em nossos espíritos. Posteriormente, Allan Kardec e a Espiritualidade Superior, orientados pelo Espírito da Verdade, nos recomendaram: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos” (vide a obra Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI).

Muita paz a todos!

As questões referentes aos animais intrigam muitos espíritas. Entre tais questões, podemos destacar a seguinte: por que os nossos animais de estimação (cão, gato, etc.) sofrem? Nós sabemos que, fisiologicamente, eles possuem nervos e tudo mais, mas qual seria o objetivo da “dor” para os animais irracionais?

Por serem tidos como animais irracionais, isto é, por não raciocinarem como os seres humanos raciocinam, por tal razão, os animais não são dotados de livre-arbítrio (vide questão 595, LE), são amorais, não têm consciência, não sabem distinguir entre o certo e o errado e nem são dotados de outras faculdades ligadas à razão. Não obstante, segundo a Doutrina Espírita, o instinto, que é inerente a todos os animais irracionais, é uma forma de inteligência; nas questões 71, 73, 74 e 75. a) de O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte referência:

71. A inteligência é um atributo do princípio vital?

— Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção: l.°) os seres inanimados, formados somente de matéria sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2.°) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3.°) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar

73. O instinto é independente da inteligência?

— Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa o outro?

—Não, porque eles freqüentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?

— Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.

75. a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?

— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.

Os animais podem não ter uma inteligência racional, como nos afirma a Espiritualidade Superior, mas tal fato não exclui a possibilidade deles terem almas, como se pode verificar nas seguintes respostas dadas a Allan Kardec:

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

       — Sim, e que sobrevive ao corpo.

597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

       — É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

As almas dos animais são inferiores às dos homens, ensina-nos os Espíritos Superiores, os animais não têm autonomia para escolherem, não são animais que pensam e que agem por sua livre vontade, não tem consciências, etc. Portanto, não se pode afirmar que os sofrimentos, as dores que os animais irracionais vivenciam servem para que eles repararem algo. Para os animais não existe expiação, não existem provas reencarnatórias, etc.  

Todavia, para nós que somos espíritos errantes, as dores e os sofrimentos são aprendizados que nos ajudam a progredir por meio de provas e expiações. Nós sabemos que os animais também progridem (vide questões 601 e 602, LE), mas não evoluem por força da vontade, já que são desprovidos de livre-arbítrio. De acordo com O Livro dos Espíritos, os animais progridem por força da natureza, pelo curso da mesma. Mas, será que as dores e os sofrimentos que os animais sentem, não são fatores que implicam no progresso deles? Será que os animais não estão aprendendo a lidar com as suas emoções, preparando-se um dia para entrar no reino hominal? Na verdade, o único animal que conhecemos um pouco mais e que compreendemos um pouco das suas faculdades é o ser humano. Entretanto, eis mais um questionamento: será que o comportamento humano pode servir de parâmetro para conhecermos mais os outros animais? São questões para se pensarem com cuidado e atenção.

Por fim, convido-os a estudarem as perguntas 592 a 609 de O Livro dos Espíritos, para conversamos ainda mais sobre este assunto ainda tão complexo e obscuro para nós.

Muita paz a todos!

ilzamaria@hotmail.com

Havia um homem que se vestia de púrpura e de linho e que se tratava magnificamente todos os dias. Havia também um pobre chamado Lázaro, estendido à sua porta, todo coberto de úlceras, que quisera saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ninguém lhas dava e os cães vinham lamber-lhe a ferida. Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico morreu também e teve o inferno por sepulcro.

E quando estava nos tormentos, levantou os olhos para o alto e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio; e gritando disse estas palavras: ‘Pai Abraão, tende piedade de mim, e enviai-me Lázaro, a fim de que ele molhe a ponta de seu dedo na água para me refrescar a língua, porque sofro tormentos externos nesta chama’. Mas Abraão lhe respondeu: ‘Meu filho, lembrai-vos que haveis recebido vossos bens em vossa vida e Lázaro não teve senão males; por isso, ele está agora na consolação, e vós nos tormentos. Além disso, há para sempre um grande abismo entre nós e vós; de sorte que aqueles que querem passar daqui para vós não o podem, como ninguém também pode passar para aqui do lugar em que estais’ (Lucas, Cap. XVI, Vv. 19 a 26).

O rico lhe disse: ‘Eu vos suplico, pois, pai Abraão, enviá-lo à casa de meu pai, onde tenho cinco irmãos, a fim de que lhes ateste estas coisas, de modo que eles não venham também para este lugar de tormentos’. Abraão lhe replicou: ‘Eles têm Moisés e os profetas que os escutem’. ‘Não – disse ele – pai Abraão, mas se alguns dos mortos procurá-los, eles farão penitência’. Abraão lhe respondeu: Se eles não escutam Moisés e os profetas, não crerão mais do que neles, quando mesmo algum dos mortos ressuscitasse’ (Lucas, Cap. XVI, Vv.27 a 31).

Nas mais variadas encarnações que o espírito vivencia, poderá experimentar duas condições dicotômicas: rica ou pobre, de acordo com a sua vontade, merecimento e programação. Não obstante, a maneira como o espírito encarnado irá vivenciar uma condição ou outra, será definida pelo seu caráter e pelo exercício de seu livre-arbítrio.

Cada vez mais, assistirmos inúmeras lutas incessantes pelo poder, pelo enriquecimento financeiro, pela fama, etc. Paralelo a esta realidade, infelizmente, esquecemos que o que levamos conosco para a dimensão espiritual depois do nosso desencarne são apenas os reflexos das nossas boas ou más ações e atitudes que praticamos enquanto estávamos encarnados.

Nos versículos citados anteriormente, Jesus nos mostra que o rico, enquanto vivenciava na Terra a “prova da riqueza”, não conseguiu nenhum êxito diante aos olhos de Deus, pois não fez nada pelos seus irmãos mais necessitados, como o Lázaro; ao gozar de muitas riquezas, o rico tinha condições o suficiente para ajudar Lázaro, mas não o ajudou mesmo assim. Lázaro, por sua vez, conseguiu atravessar com glória a “prova da pobreza”, aceitando a sua miséria com resignação.

Evidentemente, não podemos afirmar que todo aquele que é rico é automaticamente mau e que todo aquele que é pobre é automaticamente um ser resignado, pois Deus não condena o dinheiro. De acordo com a interpretação da Doutrina Espírita, tanto a riqueza quanto a pobreza são “provas” dificílimas para todas as criaturas que as experimentá-las. Com respeito ao dinheiro, o que é reprovável para Deus é como o dinheiro será usado por aquele que o possuir; o rico será avarento? Ganancioso? Ou o rico conseguirá ajudar ao seu próximo? Não podemos esquecer que o que iremos plantar dependerá da nossa vontade, das nossas escolhas, mas a colheita é obrigatória, isto é, deveremos arcar com todas as consequências das nossas escolhas e das nossas atitudes.  

Meus irmãos, importante é ressaltar também que se estamos agora encarnados devemos aproveitar cada oportunidade que esta atual encarnação nos apresenta; oportunidade de renovação, de mudanças para ser cada vez melhor.

Outra questão importante a ser destacada é que nesta parábola, Jesus nos fala da comunicabilidade com os “mortos”. O homem rico não pediria para que Lázaro fosse falar com os seus irmãos se essa prática não fosse possível, pois a comunicabilidade com os “mortos” não é uma prática só nossa, isto é, a comunicabilidade não é tão somente uma prática dos últimos tempos.

Por último, deve-se deixar claro que Deus, segundo a compreensão espírita, não condenou o rico ao fogo eterno, pois ele na sua imensa bondade dará tantas outras oportunidades (encarnações) quantas forem necessárias para que ele possa alcançar a plenitude.

Muita paz a todos!

 

Referência: 

Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier , Cap. 8.

ilzamaria@hotmail.com

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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