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 ¨Se penso, logo existo¨ A frase é uma conclusão do filósofo e matemático francês Descartes alcançada após duvidar da sua própria existência, mas comprovada ao perceber que podia pensar.  Ao pôr em dúvida todo o seu conhecimento,  concluiu que apenas poderia ter certeza  que pensava,  e se pensava necessariamente existia.

Toda criatura tem a liberdade pensamento e de ação, de escolher e decidir seus atos.  Sejam  eles bons ou maus. As ações são inerentes ao ser humano. O homem  tem a liberdade de expressar suas idéias e sentimentos pelo pensamento, palavras e ações. Somos livres pensadores. Deus sendo justo não criaria seres inteligentes voltados para o nada.

O instinto de imortalidade é inato ao ser humano, ele  sabe que existe algo além da matéria. Todo ser humano foi criado simples e ignorante, e a partir da necessidade de sobrevivência, percebe que pode pensar e agir, começando a fazer uso do seu livre arbítrio.

 

Segundo a Doutrina Espírita,  os espíritos questionados por Kardec esclareceram  essa questão  da seguinte maneira: É pelo pensamento que o homem tem uma liberdade sem limite, pois o pensamento não encontra barreiras. Pode ser impedido em  suas ações,  jamais no seu pensamento.

E ninguém conhece o pensamento do homem além de  Deus. Para direcionar seus pensamentos o homem tem a sua vontade  livre,  para exercer suas ações.  Sem essa liberdade o homem seria um ser  sem escolha. Concluimos que é inerente ao ser humano a liberdade de pensar, a liberdade de consciência e o livre arbítrio, para escolher uma ação boa ou má.

¨O plantio é opcional mas, a colheita é obrigatória¨

Porém a Doutrina Espírita nos ensina que toda ação tem uma reação. E que o plantio é sempre livre, mas a colheita é obrigatória.

Muita Paz

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É a liberdade que Deus deu a todos os espíritos, de exercerem  as suas vontades e ações. O homem tem liberdade de pensar e a agir. Sem livre arbítrio o homem seria igual a uma máquina.

 

Kardec considerou o seguinte em seu dicionário: ¨Liberdade moral do homem faculdade que ele tem de se guiar segundo a sua vontade na realização dos seus atos ¨ O homem não exerce o seu livre arbítrio, somente,  quando  é  criança ou  quando suas faculdades mentais estão alteradas. Fora essa situação o homem é sempre responsável pelos seus atos.

Ele tem esta liberdade, mesmo quando está desencarnado, pois ele pode  participar da sua programação, antes de voltar a reencarnar. Na maioria das vezes a reencarnação,  não o priva do seu direito de agir, ele se submete as provas e expiações, mas fica livre para praticar o bem ou o mal,  conforme a sua consciência.

Muita Paz

“Não julgueis para não serdes julgados, pois com o julgamento com que julgais  sereis julgados, e com a medida com medis sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como  poderás  dizer ao teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” Mateus, Cap. VII Vv. 1 a 5.

Temos a tendência a julgar ou a condenar as outras pessoas, que aos nossos olhos consideramos como sendo as piores pessoas que já conhecemos, seja por preconceitos ou por não aceitá-las como elas verdadeiramente são. Mas, aos olhos do Pai, somos todos iguais perante a sua Lei; todos nós fomos criados simples, ignorantes e dotados de livre-arbítrio; em razão do mau uso deste, durante a nossa existência, cometemos erros e, ao longo da nossa jornada, vamos adquirindo erros e vícios. Portanto, não foi por acaso que Jesus profetizou que jogasse a primeira pedra aquele que nunca errou, aquele que fosse desprovido de vícios, imperfeições morais, “pecados”.  

O que Jesus queria ensinar a Humanidade é que não se deve julgar o outro; não julgar para não seres julgados, eis o ensinamento. E nós? Será que praticamos os ensinamentos de Jesus, isto é, as Leis Divinas? Ou a trave que está presente nos nossos olhos não nos deixa enxergar?

Às vezes criticamos os outros irmãos, interferimos nas escolhas alheias e ferimos os demais. A censura da conduta alheia pode ser expressa de duas maneiras: reprimir realmente o mal ou criticar o nosso irmão pelos atos que foram escolhidos por ele, com o direito que ele tem de usar o seu livre-arbítrio. Temos que ter bom senso para distinguir as condutas realmente más, as quais podem ser evitadas mediante ajuda de terceiros, pois ajudar ao próximo com benevolência é um dever de todos nós. Entretanto, temos que nos vigiar sempre para não ferir a liberdade dos outros, lembrando que o exercício do livre-arbítrio cabe a cada um individualmente, não nos cabendo julgar ninguém pelas suas escolhas, ações, etc.

Temos que lembrar que a única autoridade legitima aos olhos de Deus é a que se apóia no bom exemplo e somente Ele é quem pode julgar as suas criaturas.

Muita paz a todos!

Referência:

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap. X: Bem – Aventurados os Misericordiosos.

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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