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O fato de ser homossexual ou heterossexual não é uma questão de opção sexual. Obviamente que ninguém decide entre uma coisa ou outra, mas cada indivíduo poderá escolher se irá exercer ou não a sua sexualidade, seja ela qual for, afinal, todos nós temos sempre o nosso livre-arbítrio para todas as escolhas da vida. 
 
O erro está na discriminação com os nossos semelhantes, sejam eles homossexuais, obessos, gagos, negros, pobres ou portadores de deficiência física ou metal, etc. Acredito também que as leis que têm sido criadas para combater o racismo, por exemplo, são respeitadas, infelizmente,  por medo da justiça e não por respeito ao semelhante, por isso, as pessoas passam a não discriminá-los.
 
O kit gay nas escolas, na minha opinião está mal elaborado, deveria ser editado com outro contexto para os adolescentes a partir do ensino médio. Nas escolas, as crianças de 14 anos também devem começar a ter as suas consciências trabalhadas pelos educadores. Todos os jovens devem aprender a respeitar as diferenças humanas. Creio também que esse respeito deveria ser ensinado não só nas escolas, bem como nos lares e nas casas religiosas. No momento, as crianças e  os adolescentes são instruídos quanto aos preconceitos da nossa sociedade. É importante essa política pública nas escolas com os adolescente para evitar a homofobia e demais preconceitos e/ou práticas de discriminações. Todos têm que aprender a lidar com o diferente.
 
Talvez o  kit gay precisará ser mais elaborado, deverá trazer uma abordagem diferente para os alunos maiores de 14 anos, pois na minha opinião, o kit como está sendo mostrado não vai ensinar os jovens a respeitar os seus amigos homossexuais. Contudo, me perdoem os amigos que são contras a campanha do kit, alegando que este irá influenciar a opção sexual dos nossos filhos. Isso é ignorância. Com essa opinião, muitos querem continuar excluindo e descriminando o homossexual. Isso é realmente o que eu penso.
 
Nas obras do Codificador, ele faz algum comentário,  não condena nem aprova a homossexualidade, além de dizer que tudo na nossa vida neste atual planeta é o resultado de provas e expiaçãoes. Mas, nos ensinamentos do nosso Mestre Jesus, encontraremos um ensinamento que acabaria com todas está polêmica: ¨ Amai-vos uns aos outros¨ ¨não façais ao seu semelhantre aquilo que não gostaríamos que nos fizessem¨ afinal, todos somos filhos do mesmo Pai e Deus ama a todos a seus filhos sem descriminações. Esse é o ensinamento do Espiritismo, que acompanha e apoia o mesmo ensinamento de Jesus Cristo.
 
Muita Paz a Todos!
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Foi tanto o sacrificio de Jesus

Ao se afastar da Eterna Claridade

Para trazer o bálsamo de luz

Com que ungiu a infeliz humanidade

 

Cheio de amor e cheio de piedade,

Imagino-o a levar nos ombros nus,

Sob o riso e apupos da cidade

Rumo ao calvário a infamante cruz…

 

Deste inocente irão tirar a vida !

E imagino-o dessa cruz erguida,

Vendo aos seus pés, em pranto, Mãe Maria…

 

E julgo ouvi-lo sussurrar, tristonho:

¨Se a mim causaram este mal medonho ,

O que farão no Evangelho, um dia?… ¨

                                                                                                Auta de Souza ( Espírito)

Guarda contigo a fé por luz sublime,

Constantemente acesa trilha afora,

que nada te detenha ou desanime,

no esforço de servir que te aprimora.

 

O sofrimento é benção que redime,

valoroso cinzel ferindo embora,

É fardo que sustentas, se te oprime,

É generoso apoio que te escora.

 

Recorda o Mestre amado e continua

plantando amor na gleba triste e nua,

Dos corações crivados de amargura…

 

E encontrarás ao termo dos teus passos

O Cristo que, ao sorrir, te estende os braços,

Do seu Reino de excelsos resplendores!

                        

                                                                                 Auta de Souza

A crença na Reencarnação faz parte de outras religiões há milhares de anos. A Reencarnação, portanto, não é obra do Espiritismo. A doutrina reencarnacionista advém de longas datas, de grandes vultos do passado, de civilizações antigas e diversas, etc. Não obstante, a Doutrina Espírita, abraçou a ideia da Reencarnação, estudando-a, sistematizando-a e difundindo-a por todo o mundo. Não é a toa que o processo reencarnatório é um dos princípios, senão o principal de todos, que fundamenta a estrutura doutrinária do Espiritismo.   

E na Bíblia? A idéia de reencarnação pode ser encontrada na Bíblia?  

No Novo Testamento, Jesus Cristo, em três vezes admitiu o retorno do Espírito a um novo carpo material. No evangelho de Mateus (16:13), há referência expressa sobre a Reencarnação. Vejam: quando Jesus chegou às portas da Caesarea Philippi, perguntou aos seus discípulos: quem os homens dizem que eu sou? Eles responderam: uns dizem que tu és João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas. A referida resposta denuncia que os Judeus acreditavam na imortalidade da alma e na sua reencarnação. Também célebres figuras da Roma antiga eram notoriamente adeptos da reencarnação. Cícero, Virgílio, Ovídio e o próprio Julio Cesar defendiam os princípios da imortalidade da alma e do seu regresso à matéria. Os Celtas, que habitavam um território que se estendia do País de Gales à França, também incorporaram à sua cultura a teoria reencarnacionista. O próprio Kardec reconhecia ter sido, em uma de suas encarnações, um sacerdote druida, motivo que fez com que adotasse o pseudônimo Allan Kardec. Sim, incontáveis relatos de reencarnação estão consignados na Bíblia Sagrada e também são expressivos e valiosos os depoimentos de grandes santos e doutores da igreja.

A primeira dessas passagens que Jesus admitiu o renascimento do Espírito foi quando João Batista enviou dois discípulos para falarem com o Mestre. Ele queria ter a certeza que Jesus era realmente o Messias esperado pelos Judeus.  Ele confirmou que era realmente o Messias prometido, respondendo: E se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça! Com essas palavras, Jesus admitiu, portanto, que João Batista era o próprio Elias reencarnado com o objetivo de preparar seu caminho espiritual junto ao povo Judeu. Quando o Mestre confirma que João Batista era Elias que estava por vir, ele estava admitindo a volta do espírito a um novo corpo, portanto, estava firmando mais uma vez a existência do processo reencarnatório.

A segunda vez foi no Monte Tabor, após sua transfiguração. Estando presente Pedro, João e Tiago. Conforme o relato de Marcos, ele conversou com os espíritos de Elias e de Moisés. Os discípulos ao descerem o Tabor, pediram explicação sobre o que havia ocorrido e diante do questionamento, o Mestre respondeu: Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram como está escrito dele. Então eles entenderam que João Batista teria sido Elias e que foi degolado a mando de Herodes e por isso, já havia voltado para Espiritualidade. O que aconteceu na verdade com João Batista foi o cumprimento da lei a cada um segundo suas próprias obras em virtude da dívida assumida por Elias perante as leis de Deus, ao ter mandado degolar os adoradores de Babel.

A terceira passagem do Evangelho na qual Jesus se refere com outras palavras a reencarnação foi o diálogo com Nicodemus, ao ser questionado pelo doutor da lei sobre o que seria necessário para o reino dos céus. Quando Jesus disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. Diante desta resposta Nicodemus perguntou: Como pode nascer um homem já estando velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe para nascer pela segunda vez? E Jesus respondeu-lhe: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. Com essa resposta outra vez Jesus confirma a lei da reencarnação.

Enfim, ao dirigirmos os nossos olhos para o passado, a teoria da reencarnação é tão antiga como a história do próprio homem. Os povos antigos sempre se mostraram sensíveis à crença na reencarnação, aceitando-a e atribuindo-lhe um grande destaque religioso. O budismo e várias seitas hindus, por exemplo, sempre acataram a reencarnação da alma. O mesmo se pode dizer dos primeiros cristãos, dos antigos egípcios e dos antigos gregos, que tinham na reencarnação um dos pontos básicos de suas crenças. Como se vê, portanto, o Espiritismo não criou, não inventou a Reencarnação. Aceitando-a como herança de eminentes filosofias e de respeitáveis doutrinas, de Jesus e de seus discípulos, e confirmada, há seu tempo, pelos Espíritos Superiores, o Espiritismo promoveu o seu estudo, a sua difusão, a sua exegese. Há mais de um século, o Espiritismo apresenta-a por único meio de crermos num Pai Justo e Bom, que dá a cada um “segundo as suas obras” e como elemento explicativo da promessa de Jesus de que “nenhuma de suas ovelhas se perderia”. Com a Reencarnação, temos Justiça equânime, refletindo a ilimitada Justiça Divina; a reencarnação nos mostra um Deus que perdoa sem tirar ao culpado a glória da remissão de seus próprios erros. Um Deus que perdoa, concedendo ao culpado tantas oportunidades quantas ele necessite para repara todos os males que praticou em vidas passadas.

 

Muita paz a todos!

A paciência é uma virtude, que diz respeito à capacidade de tolerar contrariedades, dissabores, dores, infelicidades, etc. com resignação. Ou seja, um sujeito resignado é aquele paciente às contrariedades da vida; é aquele sujeito, que com calma e tranquilidade, consegue atravessar todas das dificuldades da vida material ou, se não consegue todas, boa parte dos obstáculos são vencidos com sabedoria e paz. Ainda mais, a paciência é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados.

Não obstante, a paciência é uma virtude que só é conquistada com o transcorrer das eternas encarnações submetidas aos espíritos. A paciência, a paz, a tranquilidade, a serenidade, a quietude são valores espirituais que, definitivamente, só iremos conseguir através das provas e expiações experimentadas no decorrer da nossa evolução. Não é a toa que devemos, em primeira instância, agradecer a Deus pelas dificuldades que são colocadas para nós, afinal, tais dificuldades nada mais são do que aprendizados. Nada mais são do que “passaportes” para as bem-aventuranças, para as virtudes. No Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo IX, item 7, encontramos a seguinte passagem:

A dor é uma benção que Deus envia aos seus eleitos. Não vos aflijais, portanto, quando sofrerdes, mas, pelo contrário, bendizei a Deus todo poderoso, que vos marcou com a dor neste mundo, para a glória no céu.

Sede paciente, pois a paciência é também caridade, e deveis praticar a lei de caridade, ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que consiste em dar esmolas aos pobres é a mais fácil de todas. Mas há uma bem mais penosa, e conseqüentemente bem mais meritória, que é a de perdoar os que Deus colocou em nosso caminho para serem os instrumentos de nossos sofrimentos e submeterem à prova a nossa paciência.

A vida é difícil, bem o sei, constituindo-se de mil bagatelas que são como alfinetadas e acabam por nos ferir. Mas é necessário olhar para os deveres que nos são impostos, e para as consolações e compensações que obtemos, pois então veremos que as bênçãos são mais numerosas que as dores. O fardo parece mais leve quando olhamos para o alto, do que quando curvamos a fronte para a terra.

Coragem, amigos: o Cristo é o vosso modelo. Sofreu mais que qualquer um de vós, e nada tinham de que se acusar, enquanto tendes a expiar o vosso passado e de fortalecer-vos para o futuro. Sede, pois, paciente, sede cristãos: esta palavra resume tudo.

A paciência, portanto, é o amparo destinado aos nossos obstáculos! A paciência significa persistir sem cansaço e lutar para alcançar o triunfo definitivo pelo caminho do amor; diante das dificuldades, face aos infortúnios da nossa vida, perante as dolorosas passagens de nossa existência planetária, que precisamos resgatar, a paciência surge para nos acalmar, para nos consolar e nos esclarecer. O importante é não nos arrojarmos no desespero, afinal, todas situações que produza circunstâncias boas ou más, são transitórias pelo caminho da nossa existência. Tenhamos Paciência, seja qual for a dor que estejamos enfrentando! Confiemos em Deus e em sua Justiça! Tudo Passa!

 

Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência. (Chico Xavier)

 

Muita paz a todos!

As parábolas são pequenas histórias, são alegorias que parecem dizer coisas diferentes daquilo que está escrito. Jesus Cristo ensinava por meio de parábolas quando esteve entre nós. Ele aproveitava os fenômenos da natureza, os costumes rurais, os hábitos do povo, etc. para que pudesse ser mais bem compreendido por aqueles que estavam ali, em busca dos seus ensinamentos.

Não obstante, para compreendermos as parábolas é preciso buscar o verdadeiro espírito das mesmas. Ou seja, é preciso tecer, para melhor entender, uma exegese* até encontrar o sentido espiritual dos ensinos contidos em cada parábola.

A Parábola do Semeador é uma das mais belas parábolas ensinada e explicada por Jesus. Naquele dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se a beira do mar e em torno dele reuniram-se várias pessoas. Ele entrou num barco, sentou-se e começou a falar:

O semeador saiu para semear suas sementes. E quando semeava, uma parte caiu à beira do caminho, vieram as aves e as comeram. A segunda parte caiu nas pedras, onde não havia terra suficiente, logo as sementes nasceram. Mas, veio o sol e as queimaram, matando-as, pois não tinha umidade suficiente. A terceira parte das sementes caiu entre os espinhos, com elas cresceram, mas os espinhos as sufocaram e elas morreram. A quarta e última parte caiu em boa terra e tendo crescido, deu frutos. Umas cem por um, outras a sessenta e outras a trinta.’

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.

Então um dos seus discípulos perguntou a Jesus:

– Mestre o que significa o ensino desta parábola?

E Jesus respondeu:

– A vós é dado o direito de conhecer certos mistérios de Deus. Mas a outros ainda não é chegada a hora. Eles ouvem, mas não entendem, mas vós tendes condições. Ele fez uma comparação de quatro tipos de solo de acordo com a evolução espiritual de cada um.

A semente é a palavra de Deus; para os que estão na beira da estrada, para os que estão sob as pedras, para os que estão entre os espinhos e para os que estão sobre a boa terra.

E o semeador desta parábola é Jesus Cristo, as sementes são os ensinamentos de Deus que foram distribuídos pelo mundo. As terras que recebem as sementes representam o estado moral e intelectual de cada um de nós.

O caminho da beira da estrada é um solo compacto, as sementes ficam fáceis de serem comidas pelas aves; assim são os corações endurecidos dos que não se deixam tocar pelas palavras do Senhor. São pessoas que não confiam em ninguém, que valorizam excessivamente os bens materiais, etc. Algumas dessas pessoas nem acreditam em Deus, acreditando que precisam viver com excessos, pois a vida é uma só. Jesus compara as aves aos espíritos maus, que aproveitam a incredulidade e o egoísmo dessas pessoas.

As sementes que caíram nas pedras, as quais morreram por falta de umidade e profundidade do solo são comparadas as pessoas que ouvem as palavras de Deus e ficam encantadas, mudam suas vidas radicalmente e tudo que fazem é voltado para Deus, acreditando que não terão mais problemas. Mas a vida não é assim A escolha e a dedicação em servir a Deus não nos livra das nossas dívidas. Ela nos dá forças para suportarmos as nossas provas e expiações.

Quando surgem os problemas, tais indivíduos ficam decepcionados, sentem-se injustiçados por Deus e abandonam a sua fé. Como diz a parábola, a semente nasceu, mas não tinha raízes profundas para crescer, veio o sol da descrença e queimou a fé.

As sementes que caíram no espinho representam as pessoas que escutam as palavras do Senhor, entendem e até as aceitam, mas têm muitos afazeres, não tem tempo para se dedicar a sua crença, adiam sempre e sempre.

A última parte das sementes que caiu em terra boa, finalmente, diz respeito às pessoas que entendem que a vida material não é tudo, buscam o caminho do Senhor, buscam respostas e consolos para suas aflições, buscam amar ao próximo, a prática da caridade é um hábito em suas vidas. São pessoas que visam mudar os seus vícios para melhor seguir as leis de Deus; Meus irmãos! Deixemos brotar essas sementes dentro dos nossos corações, para que elas possam nascer, florescer e se fortificarem cada vez mais. Vamos “adubar” os nossos corações para que possamos receber os ensinamentos de Deus, sem perder a fé, a esperança, etc., afinal, não podemos deixar que os nossos defeitos sufoquem as “sementes”, isto é, a fé, a palavra de Deus.

Muita paz a todos!

*Exegese é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário. A exegese, assim como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos. Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado. A palavra exegese deriva do grego exegeomai, exegesis; ex tem o sentido de ex-trair, ex-ternar, ex-teriorizar, ex-por; quer dizer, no caso, conduzir, guiar.

Por isso, o termo exegese significa, como interpretação, revelar o sentido de algo ligado ao mundo do humano, mas a prática se orientou no sentido de reservar a palavra para a interpretação dos textos bíblicos. Exegese, portanto, é a denominação que se confere à interpretação das Sagradas Escrituras desde o século II da Era Cristã. Orígenes, cristão egípcio que escreveu nada menos que 600 obras, defendia a interpretação alegórica dos textos sagrados, afirmando que estes traziam, nas entrelinhas de uma clareza aparente, um sentido mais profundo. O termo exegese restou ligado à interpretação alegórica, ensejando abusos de interpretação, a ponto de alguns autores afirmarem, ironicamente, que a Bíblia seria um livro onde cada qual procura o que deseja e sempre encontra o que procura.

Ser exegeta é aplicar o texto no contexto cultural da época do texto lido e extrair os princípios morais e culturais para o tempo presente. (by wikipedia).

O caminho do Evangelho

No rumo da Divina Luz,

Começa na Manjedoura

E vai ao topo da Cruz.

Não te doam neste mundo

As lágrimas de aflição,

Que o pranto lava os Caminhos

Traçados no coração.

Perdoa a mão criminosa

Que te fere e faz chorar

Pois alguém vela por ti

Nas Luzes do Eterno Lar.

Há muitas sendas na Terra,

No roteiro da ilusão,

Mas a estrada com Jesus

É santa renovação.

Agradece à Providência

O tempo vestido em flor

E louva o Senhor da vida

Nos dias de tua dor.

Nem todo o dia no mundo

Será de júbilo e mel,

Mas se buscas Jesus Cristo

Segue sempre e sê fiel.

Lembra-te irmão, no caminho,

Que o discípulo de escol

É aquele que, meio as sombras,

Revela o Divino Sol.

Se queres subir ao Alto

Toma zelo em não cair,

Constrói nas lutas de agora

As belezas do porvir.

Se  desejas a vitória

No combate contra o mal,

Vive, amigo, desde hoje,

A vida espiritual.

Aos grandes homens do mundo

Podemos  admirar,

Mas somente a Jesus Cristo

Devemos acompanhar.

Casimiro Cunha in Coletânea do Além, psicografado por Chico Xavier

Não resta dúvida sobre qual é a opinião do Espiritismo a respeito do aborto provocado. O Espiritismo, ressalvando o respeito pelo exercício do livre-arbítrio de cada um, não concorda com a prática do aborto provocado e nos explica sobre as ruins consequências espirituais que este ato pode provocar. Todavia, a única situação em que a Doutrina Espírita admite o aborto é quando a vida da gestante corre perigo de morte; Allan Kardec, na pergunta 359 de O Livro dos Espíritos, indaga a Espiritualidade Superior: “se o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?; responderam os Espíritos: “preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”.

Antes de continuarmos com esta reflexão, vamos esclarecer alguns pontos sobre o aborto. Pode parecer trivial, mas julgamos necessário:

  1. O que é o aborto? Aquele que nasceu antes do tempo próprio. Parto prematuro ou expulsão do feto antes dos nove meses de gestação O aborto é usualmente definido como a interrupção da gravidez antes de o feto atingir a viabilidade, ou seja, antes de se tornar capaz de vida extra-uterina independente. O aborto distingue-se da morte fetal, do feticídio, do parto prematuro, do infanticídio e do caso dos natimortos;
  2. Como podemos classificar os abortos? Natural ou artificial, espontâneo e involuntário (pode, mesmo assim, haver culpa) ou provocado voluntariamente, dolosamente e penalizado pelo Estado. Podemos falar, também, do aborto clandestino;
  3. Quais são as causas do aborto? As causas são muitas e variadas, sendo difícil avaliar a importância de cada uma delas. Além daquelas referentes à própria mulher (medo à gravidez e ao parto e os poucos recursos financeiros para sustentar o novo rebento), há as de origem familiar (pressão dos familiares, principalmente do marido) e as de ordem social (campanhas contra a fecundidade e famílias numerosas), entre outras causas.

Segundo o Espiritismo, o aborto é um crime, pois transgride as Leis de Deus. Na pergunta 358 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. O aborto refere-se à paralisação da vida. No aborto, o feto não tem escolha: a vida lhe é tirada. Há uma infração à lei de Deus. Fala-se em crime. As consequências podem vir em futuras encarnações: quantos casais querem ter filhos e a mulher não consegue engravidar? A impossibilidade de gerar um filho na atual vida poderia ser uma consequência de abortos praticados em outrora encarnação?

O Espiritismo nos esclarece que ao ser realizado um aborto, estamos impedindo  um espírito voltar à vida material e seguir a sua evolução espiritual. Quando uma gravidez é interrompida, estamos impedindo alguém de cumprir a sua trajetório na carne. Para a Doutrina Espírita, abortar é permitir que um espírito deixe de cumprir a sua programação. Não importa se a vida do feto começa na primeira ou décima semana, para a Doutrina Espírita, a vida começa na concepção e esse corpo que esta sendo gerado tem um espírito que o guarda. Interromper a gestação no primeiros ou nos últimos dias é para o Espírita algo inaceitável, afinal, ao corpo que está sendo gerado há um espírito que está o aguardando, esperançoso de conseguir reencarnar novamente. Para a Doutrina, é racional ter pelos fetos o mesmo respeito que se tem pelo corpo de uma criança que está vivendo entre nós. Em tudo isso, vemos a vontade Deus e a sua obra.

Por enquanto, para as nossas leis, o aborto é um crime. Muitos estão tentando descriminalizar o aborto. Entretanto, o aborto poderá deixar de ser crime para os homens, mas jamais deixará de ser uma conduta reprovável moralmente aos olhos de Deus, pois, transgride a lei de Deus. Não é a toa que as religiões são contra o aborto, pois sabem que as leis de Deus são imutáveis. Para o Espiritismo, ninguém vai ser condenado ao inferno porque um dia provocou ou induziu alguém a praticar um aborto. Não obstante, todas as nossas escolhas e ações geram consequências de acordo com a natureza das mesmas. Somos responsáveis pelos nossos atos, pelos nossos erros, etc. Para a nossa Doutrina, tudo o que cometemos de ruim, devemos reparar. Assim nos impele a Lei de Causa e Efeito, lei esta tão abraçada pela compreensão espírita.

A partir do momento que tomamos consciência de um erro, o importante é não repetir o erro. Deus, com certeza, nos dará oportunidade de resgatarmos esse erro, através das reencarnações, da compreensão que precisamos resgatar o que fizemos, seja o aborto, seja outro erro que praticarmos. Jesus dizia para aqueles que ele curava: “Vais e Não peques mais”.

Deus é Pai justo e amoroso e como Pai nos dará oportunidades de repararmos os nossos erros, sem nos condenar ao fogo eterno.

Muita paz a todos!

Eis aí uma virtude que o meu espírito carece. Creio que precisarei de outras mais encarnações para aprender ser uma pessoa serena…

Mãe, fez bem ter comentado sobre a serenidade; o tema serenidade é muito importante e às vezes vem carregado de obscuridades. Muitas pessoas acham que a paz espiritual, isto é, a serenidade, significa a ausência de problemas ou de obstáculos. O que não tem nada a ver, afinal, os problemas e os obstáculos são nossas oportunidades de aprendizado e de iluminação interior e devem ser reconhecidas. Nesse sentido, o teólogo norte-americano e protestante Reinhold Niebuhr escreveu a oração da serenidade. Em sua parte básica, mais conhecida popularmente a oração diz assim: “Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras”. Nessa oração podemos destacar quatro virtudes ou comportamentos básicos essenciais para a aquisição do equilíbrio e da harmonia com o mundo em que vivemos: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria. Diante de sua realidade, o homem pode buscar duas situações: satisfazer suas necessidades considerando como valor as coisas do mundo material, ou colocando seu ponto de vista nos valores do espírito. Podemos então escolher entre buscar a paz do mundo ou construir a paz do Espírito, ou a paz que o Cristo nos deixou.

Beijos!

(A.C.L.B)

Certa ocasião alguém pediu a dois pintores que retratassem em suas telas algo que pudesse representar a serenidade. Algo que expressasse a serenidade do ser. O primeiro artista pintou em sua tela uma belíssima paisagem: um dia maravilhoso, o verde da vegetação enfeitado pelo colorido das flores, pássaros voando e um rio correndo suavemente.

O segundo artista retratou em sua tela uma forte tempestade, raios brilhando no céu, trovões, ventania e muita chuva. E sobre uma árvore um ninho de pássaros onde calmamente os filhotes eram aquecidos, sem mostrarem alteração nenhuma com o que estava acontecendo na natureza.

Entendemos que o segundo artista quis nos mostrar que a serenidade do ser não é um fator externo. A serenidade está dentro de cada um, não importante o que está externos ao nosso ser.

A serenidade faz parte do nosso processo evolutivo. Somos criaturas em aprendizado e buscamos uma vida harmoniosa, embora vivamos muitas vezes na inquietação e a ela nos acomodamos. Para muitas pessoas, o equilíbrio do ser é algo inatingível. Entretanto, não é bem assim como comumente se entende, afinal, o homem sereno também é um ser em evolução e possivelmente passará por provas e expiações como todos nós. Passar por provas e expiações enquanto encarnados faz parte de todos nós, espíritos em evolução. Ora, se fôssemos perfeitos não estaríamos aqui compartilhando o mesmo mundo com os demais. Estaríamos em mundos mais adiantados.

Caminhemos sem medo, enfrentemos as nossas quedas com coragem, com fé, aceitando que Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Busquemos o equilíbrio e a serenidade nos ensinamentos do nosso Mestre Jesus. Somos espíritos libertos, com direito de exercer o nosso livre-arbítrio, com todas as delícias e tormentos, pois tudo que acontece na nossa vida é um aprendizado e nos ajuda a evoluir.

Para encontrarmos o equilíbrio e a serenidade, é preciso compreender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos do Mestre Jesus.  Certa ocasião, disse Gandhi: “se todos os livros do mundo fossem destruídos e só restassem os escritos do ‘Sermão da Montanha’, a humanidade teria à sua disposição um conjunto de ensinamentos que levaria a felicidade e a libertação”.

Para os cristãos, todo este arcabouço de ensinamentos deixados pelo nosso Irmão Maior Jesus Cristo é a mais consoladora herança deixada para a Humanidade. Tal herança deve ser implantada em nossas vidas e em nossos espíritos. Posteriormente, Allan Kardec e a Espiritualidade Superior, orientados pelo Espírito da Verdade, nos recomendaram: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos” (vide a obra Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI).

Muita paz a todos!

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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