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Desarmamento

Outra vez o governo brasileiro, se propõe a desarmar   a  população .   Infelizmente  em 2005  a população optou pela comercialização das armas, talvez apavorada com a violência que assola o nosso país.  Talvez  um protesto à falta de segurança reinante entre nós. Muitos estranharam como  um país Cristão, e que a cada dia surgem novas religiões o resultado tenha sido o de continuar a venda de armas de fogo.

 

Será que faltou amor ao próximo, como afirmam alguns? – Não.  Talvez o medo,  associado a nossa pouca evolução espiritual. Sabemos que essa evolução  é lenta e gradual. Conhecemos os ensinamentos do Mestre Jesus, mas ainda não conseguimos pô-los em prática.

Na questão 62 em ¨O Consolador ¨ Emmanuel diz (…) No grau dos vossos conhecimentos atuais, entendeis que somente os assassinos que matam por perversidade estão contra a lei divina. Quando avançardes mais no caminho,   aperfeiçoando o aparelho social, não tolerareis o carrasco… ¨

E na questão 746 Kardec pergunta aos espíritos?

O homicídio é um crime aos olhos de Deus?

– Sim, um grande crime. porque aquele  que tira a vida  do seu semelhante, corta uma vida de expiação ou missão, e aí está o mal. O Evangelho de Jesus, está repleto de passagens contra a violência.

O governo  está iniciando  outra campanha a favor do desarmamento no Brasil,  e se houver uma  proibição, comemoremos esse ato,   como uma vitória  inicial , numa atitude inovadora e digna dos habitantes da nossa ¨Pátria do Evangelho¨

Muita paz  

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Jesus, quando esteve encarnado, deixou-nos muitas máximas evangélicas, as quais foram anotadas e publicadas pelos apóstlos,aproximadamente 70 anos depois da sua morte física. A sua missão foi a de nos trazer a Boa-Nova, um novo marco espiritual para a humanidade, um edfício sólido em que as ventanias das trevas não iriam conseguir demoli-lo.Ensinou-nos através de parábolas, pois ainda não estávamos preparados para absorver todo o conteúdo doutrinário. Na época, disse que não podia nos ensinar tudo, mas que a seu tempo enviaria o Consolador Prometido, o Espírito de Verdade, que  se incubiria de nos lembrar do que tinha  dito e nos revelaria novos conhecimentos. Sendo assim, convém  para o nosso próprio aprimoramento espiritual, buscarmos não só o sentido teórico como também a sua aplicação prática em nossa vivência . Penetremos, pois, no âmago desses preceitos não como sábio, mas como uma criança, sem defesas e isenta de qualquer preconceito.

A crença na Reencarnação faz parte de outras religiões há milhares de anos. A Reencarnação, portanto, não é obra do Espiritismo. A doutrina reencarnacionista advém de longas datas, de grandes vultos do passado, de civilizações antigas e diversas, etc. Não obstante, a Doutrina Espírita, abraçou a ideia da Reencarnação, estudando-a, sistematizando-a e difundindo-a por todo o mundo. Não é a toa que o processo reencarnatório é um dos princípios, senão o principal de todos, que fundamenta a estrutura doutrinária do Espiritismo.   

E na Bíblia? A idéia de reencarnação pode ser encontrada na Bíblia?  

No Novo Testamento, Jesus Cristo, em três vezes admitiu o retorno do Espírito a um novo carpo material. No evangelho de Mateus (16:13), há referência expressa sobre a Reencarnação. Vejam: quando Jesus chegou às portas da Caesarea Philippi, perguntou aos seus discípulos: quem os homens dizem que eu sou? Eles responderam: uns dizem que tu és João Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias ou um dos profetas. A referida resposta denuncia que os Judeus acreditavam na imortalidade da alma e na sua reencarnação. Também célebres figuras da Roma antiga eram notoriamente adeptos da reencarnação. Cícero, Virgílio, Ovídio e o próprio Julio Cesar defendiam os princípios da imortalidade da alma e do seu regresso à matéria. Os Celtas, que habitavam um território que se estendia do País de Gales à França, também incorporaram à sua cultura a teoria reencarnacionista. O próprio Kardec reconhecia ter sido, em uma de suas encarnações, um sacerdote druida, motivo que fez com que adotasse o pseudônimo Allan Kardec. Sim, incontáveis relatos de reencarnação estão consignados na Bíblia Sagrada e também são expressivos e valiosos os depoimentos de grandes santos e doutores da igreja.

A primeira dessas passagens que Jesus admitiu o renascimento do Espírito foi quando João Batista enviou dois discípulos para falarem com o Mestre. Ele queria ter a certeza que Jesus era realmente o Messias esperado pelos Judeus.  Ele confirmou que era realmente o Messias prometido, respondendo: E se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça! Com essas palavras, Jesus admitiu, portanto, que João Batista era o próprio Elias reencarnado com o objetivo de preparar seu caminho espiritual junto ao povo Judeu. Quando o Mestre confirma que João Batista era Elias que estava por vir, ele estava admitindo a volta do espírito a um novo corpo, portanto, estava firmando mais uma vez a existência do processo reencarnatório.

A segunda vez foi no Monte Tabor, após sua transfiguração. Estando presente Pedro, João e Tiago. Conforme o relato de Marcos, ele conversou com os espíritos de Elias e de Moisés. Os discípulos ao descerem o Tabor, pediram explicação sobre o que havia ocorrido e diante do questionamento, o Mestre respondeu: Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram dele quanto quiseram como está escrito dele. Então eles entenderam que João Batista teria sido Elias e que foi degolado a mando de Herodes e por isso, já havia voltado para Espiritualidade. O que aconteceu na verdade com João Batista foi o cumprimento da lei a cada um segundo suas próprias obras em virtude da dívida assumida por Elias perante as leis de Deus, ao ter mandado degolar os adoradores de Babel.

A terceira passagem do Evangelho na qual Jesus se refere com outras palavras a reencarnação foi o diálogo com Nicodemus, ao ser questionado pelo doutor da lei sobre o que seria necessário para o reino dos céus. Quando Jesus disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. Diante desta resposta Nicodemus perguntou: Como pode nascer um homem já estando velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe para nascer pela segunda vez? E Jesus respondeu-lhe: Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. Com essa resposta outra vez Jesus confirma a lei da reencarnação.

Enfim, ao dirigirmos os nossos olhos para o passado, a teoria da reencarnação é tão antiga como a história do próprio homem. Os povos antigos sempre se mostraram sensíveis à crença na reencarnação, aceitando-a e atribuindo-lhe um grande destaque religioso. O budismo e várias seitas hindus, por exemplo, sempre acataram a reencarnação da alma. O mesmo se pode dizer dos primeiros cristãos, dos antigos egípcios e dos antigos gregos, que tinham na reencarnação um dos pontos básicos de suas crenças. Como se vê, portanto, o Espiritismo não criou, não inventou a Reencarnação. Aceitando-a como herança de eminentes filosofias e de respeitáveis doutrinas, de Jesus e de seus discípulos, e confirmada, há seu tempo, pelos Espíritos Superiores, o Espiritismo promoveu o seu estudo, a sua difusão, a sua exegese. Há mais de um século, o Espiritismo apresenta-a por único meio de crermos num Pai Justo e Bom, que dá a cada um “segundo as suas obras” e como elemento explicativo da promessa de Jesus de que “nenhuma de suas ovelhas se perderia”. Com a Reencarnação, temos Justiça equânime, refletindo a ilimitada Justiça Divina; a reencarnação nos mostra um Deus que perdoa sem tirar ao culpado a glória da remissão de seus próprios erros. Um Deus que perdoa, concedendo ao culpado tantas oportunidades quantas ele necessite para repara todos os males que praticou em vidas passadas.

 

Muita paz a todos!

As parábolas são pequenas histórias, são alegorias que parecem dizer coisas diferentes daquilo que está escrito. Jesus Cristo ensinava por meio de parábolas quando esteve entre nós. Ele aproveitava os fenômenos da natureza, os costumes rurais, os hábitos do povo, etc. para que pudesse ser mais bem compreendido por aqueles que estavam ali, em busca dos seus ensinamentos.

Não obstante, para compreendermos as parábolas é preciso buscar o verdadeiro espírito das mesmas. Ou seja, é preciso tecer, para melhor entender, uma exegese* até encontrar o sentido espiritual dos ensinos contidos em cada parábola.

A Parábola do Semeador é uma das mais belas parábolas ensinada e explicada por Jesus. Naquele dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se a beira do mar e em torno dele reuniram-se várias pessoas. Ele entrou num barco, sentou-se e começou a falar:

O semeador saiu para semear suas sementes. E quando semeava, uma parte caiu à beira do caminho, vieram as aves e as comeram. A segunda parte caiu nas pedras, onde não havia terra suficiente, logo as sementes nasceram. Mas, veio o sol e as queimaram, matando-as, pois não tinha umidade suficiente. A terceira parte das sementes caiu entre os espinhos, com elas cresceram, mas os espinhos as sufocaram e elas morreram. A quarta e última parte caiu em boa terra e tendo crescido, deu frutos. Umas cem por um, outras a sessenta e outras a trinta.’

“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.

Então um dos seus discípulos perguntou a Jesus:

– Mestre o que significa o ensino desta parábola?

E Jesus respondeu:

– A vós é dado o direito de conhecer certos mistérios de Deus. Mas a outros ainda não é chegada a hora. Eles ouvem, mas não entendem, mas vós tendes condições. Ele fez uma comparação de quatro tipos de solo de acordo com a evolução espiritual de cada um.

A semente é a palavra de Deus; para os que estão na beira da estrada, para os que estão sob as pedras, para os que estão entre os espinhos e para os que estão sobre a boa terra.

E o semeador desta parábola é Jesus Cristo, as sementes são os ensinamentos de Deus que foram distribuídos pelo mundo. As terras que recebem as sementes representam o estado moral e intelectual de cada um de nós.

O caminho da beira da estrada é um solo compacto, as sementes ficam fáceis de serem comidas pelas aves; assim são os corações endurecidos dos que não se deixam tocar pelas palavras do Senhor. São pessoas que não confiam em ninguém, que valorizam excessivamente os bens materiais, etc. Algumas dessas pessoas nem acreditam em Deus, acreditando que precisam viver com excessos, pois a vida é uma só. Jesus compara as aves aos espíritos maus, que aproveitam a incredulidade e o egoísmo dessas pessoas.

As sementes que caíram nas pedras, as quais morreram por falta de umidade e profundidade do solo são comparadas as pessoas que ouvem as palavras de Deus e ficam encantadas, mudam suas vidas radicalmente e tudo que fazem é voltado para Deus, acreditando que não terão mais problemas. Mas a vida não é assim A escolha e a dedicação em servir a Deus não nos livra das nossas dívidas. Ela nos dá forças para suportarmos as nossas provas e expiações.

Quando surgem os problemas, tais indivíduos ficam decepcionados, sentem-se injustiçados por Deus e abandonam a sua fé. Como diz a parábola, a semente nasceu, mas não tinha raízes profundas para crescer, veio o sol da descrença e queimou a fé.

As sementes que caíram no espinho representam as pessoas que escutam as palavras do Senhor, entendem e até as aceitam, mas têm muitos afazeres, não tem tempo para se dedicar a sua crença, adiam sempre e sempre.

A última parte das sementes que caiu em terra boa, finalmente, diz respeito às pessoas que entendem que a vida material não é tudo, buscam o caminho do Senhor, buscam respostas e consolos para suas aflições, buscam amar ao próximo, a prática da caridade é um hábito em suas vidas. São pessoas que visam mudar os seus vícios para melhor seguir as leis de Deus; Meus irmãos! Deixemos brotar essas sementes dentro dos nossos corações, para que elas possam nascer, florescer e se fortificarem cada vez mais. Vamos “adubar” os nossos corações para que possamos receber os ensinamentos de Deus, sem perder a fé, a esperança, etc., afinal, não podemos deixar que os nossos defeitos sufoquem as “sementes”, isto é, a fé, a palavra de Deus.

Muita paz a todos!

*Exegese é a interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário. A exegese, assim como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas. A tarefa da exegese dos textos sagrados da Bíblia tem uma prioridade e anterioridade em relação a outros textos. Isto é, os textos sagrados são os primeiros dos quais se ocuparam os exegetas na tarefa de interpretar e dar seu significado. A palavra exegese deriva do grego exegeomai, exegesis; ex tem o sentido de ex-trair, ex-ternar, ex-teriorizar, ex-por; quer dizer, no caso, conduzir, guiar.

Por isso, o termo exegese significa, como interpretação, revelar o sentido de algo ligado ao mundo do humano, mas a prática se orientou no sentido de reservar a palavra para a interpretação dos textos bíblicos. Exegese, portanto, é a denominação que se confere à interpretação das Sagradas Escrituras desde o século II da Era Cristã. Orígenes, cristão egípcio que escreveu nada menos que 600 obras, defendia a interpretação alegórica dos textos sagrados, afirmando que estes traziam, nas entrelinhas de uma clareza aparente, um sentido mais profundo. O termo exegese restou ligado à interpretação alegórica, ensejando abusos de interpretação, a ponto de alguns autores afirmarem, ironicamente, que a Bíblia seria um livro onde cada qual procura o que deseja e sempre encontra o que procura.

Ser exegeta é aplicar o texto no contexto cultural da época do texto lido e extrair os princípios morais e culturais para o tempo presente. (by wikipedia).

O caminho do Evangelho

No rumo da Divina Luz,

Começa na Manjedoura

E vai ao topo da Cruz.

Não te doam neste mundo

As lágrimas de aflição,

Que o pranto lava os Caminhos

Traçados no coração.

Perdoa a mão criminosa

Que te fere e faz chorar

Pois alguém vela por ti

Nas Luzes do Eterno Lar.

Há muitas sendas na Terra,

No roteiro da ilusão,

Mas a estrada com Jesus

É santa renovação.

Agradece à Providência

O tempo vestido em flor

E louva o Senhor da vida

Nos dias de tua dor.

Nem todo o dia no mundo

Será de júbilo e mel,

Mas se buscas Jesus Cristo

Segue sempre e sê fiel.

Lembra-te irmão, no caminho,

Que o discípulo de escol

É aquele que, meio as sombras,

Revela o Divino Sol.

Se queres subir ao Alto

Toma zelo em não cair,

Constrói nas lutas de agora

As belezas do porvir.

Se  desejas a vitória

No combate contra o mal,

Vive, amigo, desde hoje,

A vida espiritual.

Aos grandes homens do mundo

Podemos  admirar,

Mas somente a Jesus Cristo

Devemos acompanhar.

Casimiro Cunha in Coletânea do Além, psicografado por Chico Xavier

Eis aí uma virtude que o meu espírito carece. Creio que precisarei de outras mais encarnações para aprender ser uma pessoa serena…

Mãe, fez bem ter comentado sobre a serenidade; o tema serenidade é muito importante e às vezes vem carregado de obscuridades. Muitas pessoas acham que a paz espiritual, isto é, a serenidade, significa a ausência de problemas ou de obstáculos. O que não tem nada a ver, afinal, os problemas e os obstáculos são nossas oportunidades de aprendizado e de iluminação interior e devem ser reconhecidas. Nesse sentido, o teólogo norte-americano e protestante Reinhold Niebuhr escreveu a oração da serenidade. Em sua parte básica, mais conhecida popularmente a oração diz assim: “Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras”. Nessa oração podemos destacar quatro virtudes ou comportamentos básicos essenciais para a aquisição do equilíbrio e da harmonia com o mundo em que vivemos: serenidade, aceitação, coragem e sabedoria. Diante de sua realidade, o homem pode buscar duas situações: satisfazer suas necessidades considerando como valor as coisas do mundo material, ou colocando seu ponto de vista nos valores do espírito. Podemos então escolher entre buscar a paz do mundo ou construir a paz do Espírito, ou a paz que o Cristo nos deixou.

Beijos!

(A.C.L.B)

Certa ocasião alguém pediu a dois pintores que retratassem em suas telas algo que pudesse representar a serenidade. Algo que expressasse a serenidade do ser. O primeiro artista pintou em sua tela uma belíssima paisagem: um dia maravilhoso, o verde da vegetação enfeitado pelo colorido das flores, pássaros voando e um rio correndo suavemente.

O segundo artista retratou em sua tela uma forte tempestade, raios brilhando no céu, trovões, ventania e muita chuva. E sobre uma árvore um ninho de pássaros onde calmamente os filhotes eram aquecidos, sem mostrarem alteração nenhuma com o que estava acontecendo na natureza.

Entendemos que o segundo artista quis nos mostrar que a serenidade do ser não é um fator externo. A serenidade está dentro de cada um, não importante o que está externos ao nosso ser.

A serenidade faz parte do nosso processo evolutivo. Somos criaturas em aprendizado e buscamos uma vida harmoniosa, embora vivamos muitas vezes na inquietação e a ela nos acomodamos. Para muitas pessoas, o equilíbrio do ser é algo inatingível. Entretanto, não é bem assim como comumente se entende, afinal, o homem sereno também é um ser em evolução e possivelmente passará por provas e expiações como todos nós. Passar por provas e expiações enquanto encarnados faz parte de todos nós, espíritos em evolução. Ora, se fôssemos perfeitos não estaríamos aqui compartilhando o mesmo mundo com os demais. Estaríamos em mundos mais adiantados.

Caminhemos sem medo, enfrentemos as nossas quedas com coragem, com fé, aceitando que Deus sabe o que é melhor para cada um de nós. Busquemos o equilíbrio e a serenidade nos ensinamentos do nosso Mestre Jesus. Somos espíritos libertos, com direito de exercer o nosso livre-arbítrio, com todas as delícias e tormentos, pois tudo que acontece na nossa vida é um aprendizado e nos ajuda a evoluir.

Para encontrarmos o equilíbrio e a serenidade, é preciso compreender e vivenciar cada vez mais os ensinamentos do Mestre Jesus.  Certa ocasião, disse Gandhi: “se todos os livros do mundo fossem destruídos e só restassem os escritos do ‘Sermão da Montanha’, a humanidade teria à sua disposição um conjunto de ensinamentos que levaria a felicidade e a libertação”.

Para os cristãos, todo este arcabouço de ensinamentos deixados pelo nosso Irmão Maior Jesus Cristo é a mais consoladora herança deixada para a Humanidade. Tal herança deve ser implantada em nossas vidas e em nossos espíritos. Posteriormente, Allan Kardec e a Espiritualidade Superior, orientados pelo Espírito da Verdade, nos recomendaram: “Espíritas, amai-vos e instruí-vos” (vide a obra Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI).

Muita paz a todos!

Havia um homem que se vestia de púrpura e de linho e que se tratava magnificamente todos os dias. Havia também um pobre chamado Lázaro, estendido à sua porta, todo coberto de úlceras, que quisera saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ninguém lhas dava e os cães vinham lamber-lhe a ferida. Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico morreu também e teve o inferno por sepulcro.

E quando estava nos tormentos, levantou os olhos para o alto e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio; e gritando disse estas palavras: ‘Pai Abraão, tende piedade de mim, e enviai-me Lázaro, a fim de que ele molhe a ponta de seu dedo na água para me refrescar a língua, porque sofro tormentos externos nesta chama’. Mas Abraão lhe respondeu: ‘Meu filho, lembrai-vos que haveis recebido vossos bens em vossa vida e Lázaro não teve senão males; por isso, ele está agora na consolação, e vós nos tormentos. Além disso, há para sempre um grande abismo entre nós e vós; de sorte que aqueles que querem passar daqui para vós não o podem, como ninguém também pode passar para aqui do lugar em que estais’ (Lucas, Cap. XVI, Vv. 19 a 26).

O rico lhe disse: ‘Eu vos suplico, pois, pai Abraão, enviá-lo à casa de meu pai, onde tenho cinco irmãos, a fim de que lhes ateste estas coisas, de modo que eles não venham também para este lugar de tormentos’. Abraão lhe replicou: ‘Eles têm Moisés e os profetas que os escutem’. ‘Não – disse ele – pai Abraão, mas se alguns dos mortos procurá-los, eles farão penitência’. Abraão lhe respondeu: Se eles não escutam Moisés e os profetas, não crerão mais do que neles, quando mesmo algum dos mortos ressuscitasse’ (Lucas, Cap. XVI, Vv.27 a 31).

Nas mais variadas encarnações que o espírito vivencia, poderá experimentar duas condições dicotômicas: rica ou pobre, de acordo com a sua vontade, merecimento e programação. Não obstante, a maneira como o espírito encarnado irá vivenciar uma condição ou outra, será definida pelo seu caráter e pelo exercício de seu livre-arbítrio.

Cada vez mais, assistirmos inúmeras lutas incessantes pelo poder, pelo enriquecimento financeiro, pela fama, etc. Paralelo a esta realidade, infelizmente, esquecemos que o que levamos conosco para a dimensão espiritual depois do nosso desencarne são apenas os reflexos das nossas boas ou más ações e atitudes que praticamos enquanto estávamos encarnados.

Nos versículos citados anteriormente, Jesus nos mostra que o rico, enquanto vivenciava na Terra a “prova da riqueza”, não conseguiu nenhum êxito diante aos olhos de Deus, pois não fez nada pelos seus irmãos mais necessitados, como o Lázaro; ao gozar de muitas riquezas, o rico tinha condições o suficiente para ajudar Lázaro, mas não o ajudou mesmo assim. Lázaro, por sua vez, conseguiu atravessar com glória a “prova da pobreza”, aceitando a sua miséria com resignação.

Evidentemente, não podemos afirmar que todo aquele que é rico é automaticamente mau e que todo aquele que é pobre é automaticamente um ser resignado, pois Deus não condena o dinheiro. De acordo com a interpretação da Doutrina Espírita, tanto a riqueza quanto a pobreza são “provas” dificílimas para todas as criaturas que as experimentá-las. Com respeito ao dinheiro, o que é reprovável para Deus é como o dinheiro será usado por aquele que o possuir; o rico será avarento? Ganancioso? Ou o rico conseguirá ajudar ao seu próximo? Não podemos esquecer que o que iremos plantar dependerá da nossa vontade, das nossas escolhas, mas a colheita é obrigatória, isto é, deveremos arcar com todas as consequências das nossas escolhas e das nossas atitudes.  

Meus irmãos, importante é ressaltar também que se estamos agora encarnados devemos aproveitar cada oportunidade que esta atual encarnação nos apresenta; oportunidade de renovação, de mudanças para ser cada vez melhor.

Outra questão importante a ser destacada é que nesta parábola, Jesus nos fala da comunicabilidade com os “mortos”. O homem rico não pediria para que Lázaro fosse falar com os seus irmãos se essa prática não fosse possível, pois a comunicabilidade com os “mortos” não é uma prática só nossa, isto é, a comunicabilidade não é tão somente uma prática dos últimos tempos.

Por último, deve-se deixar claro que Deus, segundo a compreensão espírita, não condenou o rico ao fogo eterno, pois ele na sua imensa bondade dará tantas outras oportunidades (encarnações) quantas forem necessárias para que ele possa alcançar a plenitude.

Muita paz a todos!

 

Referência: 

Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier , Cap. 8.

ilzamaria@hotmail.com

“Não julgueis para não serdes julgados, pois com o julgamento com que julgais  sereis julgados, e com a medida com medis sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como  poderás  dizer ao teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” Mateus, Cap. VII Vv. 1 a 5.

Temos a tendência a julgar ou a condenar as outras pessoas, que aos nossos olhos consideramos como sendo as piores pessoas que já conhecemos, seja por preconceitos ou por não aceitá-las como elas verdadeiramente são. Mas, aos olhos do Pai, somos todos iguais perante a sua Lei; todos nós fomos criados simples, ignorantes e dotados de livre-arbítrio; em razão do mau uso deste, durante a nossa existência, cometemos erros e, ao longo da nossa jornada, vamos adquirindo erros e vícios. Portanto, não foi por acaso que Jesus profetizou que jogasse a primeira pedra aquele que nunca errou, aquele que fosse desprovido de vícios, imperfeições morais, “pecados”.  

O que Jesus queria ensinar a Humanidade é que não se deve julgar o outro; não julgar para não seres julgados, eis o ensinamento. E nós? Será que praticamos os ensinamentos de Jesus, isto é, as Leis Divinas? Ou a trave que está presente nos nossos olhos não nos deixa enxergar?

Às vezes criticamos os outros irmãos, interferimos nas escolhas alheias e ferimos os demais. A censura da conduta alheia pode ser expressa de duas maneiras: reprimir realmente o mal ou criticar o nosso irmão pelos atos que foram escolhidos por ele, com o direito que ele tem de usar o seu livre-arbítrio. Temos que ter bom senso para distinguir as condutas realmente más, as quais podem ser evitadas mediante ajuda de terceiros, pois ajudar ao próximo com benevolência é um dever de todos nós. Entretanto, temos que nos vigiar sempre para não ferir a liberdade dos outros, lembrando que o exercício do livre-arbítrio cabe a cada um individualmente, não nos cabendo julgar ninguém pelas suas escolhas, ações, etc.

Temos que lembrar que a única autoridade legitima aos olhos de Deus é a que se apóia no bom exemplo e somente Ele é quem pode julgar as suas criaturas.

Muita paz a todos!

Referência:

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap. X: Bem – Aventurados os Misericordiosos.

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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