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Amai os vossos inimigos; fazei o bem àqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem e vos caluniam; – porque se não amais senão aqueles que vos amam, que recompensa com isso tereis? Os publicanos não o fazem também? – E se vós não saudardes senão vossos irmãos, que fazeis nisso mais que os outros? Os pagãos não o fazem também? – Sede, pois, vós outros, perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito. ( Marcos 5:44, 46-48).

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Perfeição absoluta realmente não poderemos alcançar pois só o Criador é perfeito e jamais poderemos ser igual a Deus. Mas a proposta das palavras de Jesus Cristo,  é nos esforçarmos para entendermos o modelo de perfeição.  Chegarmos perto  da perfeição do Pai, é entender a essência dessa  virtude. Jesus na sua sabedoria,  nos apresentou um modelo de perfeição para que pudéssemos nos esforçar  a chegar o mais perto possível.

A humanidade pode encontrar a perfeição relativa, entendendo e praticando os ensinamentos do nosso Mestre Jesus amando o nosso próximo e não fazendo a ninguém aquilo que não gostaríamos que nos fizessem. Para nosso melhor entendimento  Jesus nos ensinou que a essência da perfeição é a caridade, pois ela abrange todas as outras virtudes.

O amor ao próximo sendo levado até o amor aos nossos inimigos, não podendo se aliar com nenhum  defeito à caridade  é o maior indicio de superioridade moral  onde resulta nos aproximarmos da perfeição.

Muita Paz

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O Espírito Manoel Philomeno de Miranda relata no capítulo 21 do livro Tramas do Destino, como são os planejamentos espirituais de um Centro Espírita, inclusive relatando os compromissos assumidos pela equipe espiritual que trabalharia diretamente com os encarnados, junto àquele que seria o seu patrono, no caso o Espírito Francisco Xavier, que foi abnegado trabalhador do Cristianismo no século XVI. 1

Iremos enfocar aqui alguns desses planejamentos do plano extrafísico, e como são efetuados na prática pelos Benfeitores Espirituais, fazendo uma reflexão em torno da participação dos encarnados, enquanto tarefeiros da seara espírita.

Alicerces espirituais

O Centro Espírita é muito mais do que a casa física que lhe serve de sede. Transcende às paredes, aos muros que o circundam e ao teto que o cobre. Em verdade, o Centro Espírita é um complexo espiritual em que se labora nos dois planos da vida, a física e a extrafísica, e com as duas humanidades, a dos encarnados e a dos Espíritos desencarnados.

Em razão disso, as providências e cuidados da Espiritualidade Maior são imensos quanto ao planejamento e a organização de uma instituição espírita.

Por isto é essencial que nos esforcemos para viver as diretrizes espíritas, a fim de que honremos o Espiritismo não somente “com os lábios”, mas essencialmente com o coração, com o melhor de nós mesmos.

Os recursos magnéticos de defesa

Vejamos como Manoel Philomeno de Miranda explica quais as providências adotadas com relação à fundação do Centro Espírita.

“(…) antes mesmo que se definissem os planos da edificação material da Casa, foram tomadas medidas no que dizia respeito aos contingentes magnéticos no local e outras providências especiais.

Todavia, nos respectivos departamentos reservados à câmara de passes, recinto mediúnico e sala de exposições doutrinárias, foram providenciadas aparelhagens complexas e com finalidades específicas, para cada mister apropriadas, no plano espiritual.” 2

Esses recursos magnéticos que constituem as defesas espirituais de um Centro Espírita fiel aos princípios da Codificação Kardequiana, conforme as circunstâncias o exigem, podem ser intensificados tal como é relatado no notável livro da querida médium Yvonne Pereira, Memórias de um Suicida, quando é mencionada a instituição na qual seriam realizadas algumas sessões mediúnicas especiais para atendimento de um grupo de suicidas.

A sala de exposição doutrinária

Toda Casa Espírita tem o seu espaço destinado à realização de reuniões públicas, de portas abertas, onde os expositores abordam estudos e palestras doutrinárias, especialmente das obras que constituem a Codificação Kardequiana.

Este recinto recebe da Espiritualidade o cuidado compatível com a importância das tarefas ali desenvolvidas. Espíritos especializados magnetizam o ambiente e o preservam e renovam constantemente, propiciando uma psicosfera salutar, consoante informa Manoel Philomeno de Miranda.

São instaladas defesas magnéticas que impedem a entrada de entidades desencarnadas hostis e malfeitoras, assim, só entram aqueles que obtêm permissão.

Tais cuidados são imprescindíveis em razão da natureza do trabalho que os Centros realizam. Sendo um local para onde convergem pessoas portadoras de mediunidade em fase inicial ou em desequilíbrio ou, ainda, obsidiados de todos os matizes, é fácil concluir que se não houvesse tais cautelas do Plano Espiritual, principalmente, graves problemas poderiam surgir decorrentes do ambiente espiritual e da presença de sensitivos não equilibrados.

Imaginemos, por um instante, a ambiência desta sala, relativamente aos encarnados presentes. A grande maioria dos que comparecem ao Centro o faz impelida pelos problemas e sofrimentos que os aguilhoam. Quando chegam estão aflitos, cansados, desesperados e, não raro, com idéias de suicídio ou outros tipos de pensamentos extremamente negativos. Recorrem ao Espiritismo na condição de náufragos de tormentas morais que se agarrassem a uma tábua salvadora. Trazem o pensamento enrodilhado no drama em que vivem e que é como um clichê estampado na própria aura. Vibrando em enarmonia a quase totalidade dessas criaturas estão imantadas a desafetos do passado ou a entidades outras, igualmente em desequilíbrio, que por sua vez, as envolvem em fluidos perniciosos. Várias são portadoras de monodeísmo, isto é, trazem o pensamento fixo em determinada idéia negativa, como por exemplo, no suicídio, no remorso de ato cometido etc.

Diversas estão magoadas, sofridas, ulceradas interiormente e com as forças deperecidas. Outras estão perdidas em si mesmas, sem saber qual o sentido da vida e que rumo tomar. Muitas esperam milagres que as libertem de imediato de seus problemas e umas poucas chegam por curiosidade ou desejosas de conhecer melhor o que é o Espiritismo. Mas todas essas pessoas têm um denominador comum: a esperança.

Esse conjunto de vibrações desarmônicas e a malta de desencarnados que gravitam ao seu redor – todos interessados em obstar tudo aquilo que pode significar libertação para suas vítimas, no caso a palavra esclarecedora da Doutrina – por certo afetariam os médiuns presentes ainda não equilibrados, não fossem os cuidados e vigilância dos Benfeitores Espirituais.

Há ainda outro ponto a considerar: é que sendo um local de tratamento das almas enfermas, que somos quase todos nós, é imprescindível que os recursos do “laboratório do mundo invisível” sejam mobilizados e acionados para o atendimento espiritual.

Os Espíritos especializados fazem, portanto, a triagem dos desencarnados que irão entrar, sempre visando os que estão em condições de ser beneficiados, mas outros são momentaneamente afastados de suas vítimas enquanto estas permanecem no Centro. Em decorrência, grande é o número de entidades que ficam postadas do lado de fora da Casa, como que aguardando permissão para entrar ou interessados em achar alguma brecha nas defesas magnéticas com o intuito de causarem perturbações. Mesmo estes não ficam sem a ajuda do Alto, pois aparelhagem especial transmite a palavra dos expositores amplificando-lhes a voz.

trecho de um artigo escrito por Sueli Caldas, a respeito das aparelhagens que são introduzidas na casa espírita, no salão das palestras, nas salas de passe e nas salas mediúnicas.

Baseado nas obras de Chico Xavier, Ivone do A.Pereira, Divaldo Pereira Franco e outros.

Muita Paz

  Cuidado com os aduladores. São pessoas mentirosas que aproveitam-se da vaidade alheia para tirar vantagens. É um comportamento como se diz numa expressão popular ¨Pessoas de duas caras ¨ que enganam para lucrar. Porém,  quem os escuta e neles acreditam, são vaidosos e  logo se pervertem. Quantos se deixam  levar por essa  mentirosa adulação!

Corvo e a raposa

Escutam com satisfação quem elogia  as suas fraquezas, enquanto repelem o amigo sincero que lhes diz a verdade e lhes dá bons conselhos,  recebem  o falso amigo e afastam o verdadeiro. Sentem-se felizes quando o aplaudem , aprovam mesmo as coisas absurdas que fazem ou dizem.

A vaidade não deixa o adulado perceber que está sendo enganado, aceita e acredita que  o são. Muitas vezes tardiamente percebem mas,  então o mal já está feito e fica mais difícil consertar a situação.

 Por que a pessoa adulada não percebe, pois os elogios despertam nelas a fascinação.  O orgulho que os cega. acreditam realmente que são maravilhosos e queridos, julgam-se superior aos demais. Assim, sem dificuldade  aceitam as adulações. Os  aduladores com toda certeza lhes  falta o bom senso, não conseguem ser respeitados e elogiam o erro do outro para tornar-se simpático.

 Acreditem!  Os maus Espíritos estão ao lado dos dois. Eles gostam   de fazer armadilhas para depois se divertirem.  Eles sabem habilmente disso tirar partido da situação , do adulador e do adulado.

 Querem livrar-se dos aduladores?  Da influência dos maus Espíritos? Busca o equilibrio e eles não o atingirão;  Mas, se  permitirem serão  arrastados  pela fascinação, eles subirão nela,  para vos forçar a descida; Falarão  contigo com voz melosa, elogiarão tuas qualidades e  a exemplo do conto  do ¨ Corvo e a Raposa ¨, deixarás cair o queijo.

Muita Paz

A divergência de opinião em relação ao Espiritismo origina-se  dos diferentes aspectos  sob os quais é considerado. É compreensível que o homem ainda elabore  teorias contrárias,  que realmente não acreditem nas comunicações entre encarnados e desencarnados. Nós Espíritas entendemos que os espíritos por  pertencerem a várias ordens de evolução podem atrapalhar a crença na comunicação.

Existem Espíritos  bons e maus, assim como nós que estamos encarnados. Muitas pessoas esperam que os desencarnados saibam de tudo e que a sua função é ajudar materialmente os encarnados, isto é, se forem bons. Se forem maus vão nos perturbar nos fazendo sofrer e os bons espíritos tem a obrigação de afastá-los para nos proteger.

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Essas idéias seriam diferentes  se conhecessem a Doutrina Espírita, deixariam de sonhar que a espiritualidade está a nossa disposição, sempre tomando conta de nós e salvando-nos, sem que seja preciso nenhum esforço para a nossa mudança interior, não esqueçamos que os espíritos são as mesmas pessoas que viveram aqui na terra, e muitos nós, os conhecemos antes de morrerem, nossos familiares e amigos.

A escala Espírita nos mostra que há espíritos mentirosos, hipócritas, levianos mas há também espíritos sérios, benevolentes e que dependendo dos nossos pensamentos e  nossas ações, indicam a natureza atual da nossa faixa vibratória pois,   atraímos  para perto de nós, aqueles que nos são simpáticos, sendo bons ou maus.   Existem espíritos que realmente não sabem nada e se divertem nos fazendo de tolos, pois são incapazes de nos fornecer qualquer ensinamento da lei de Deus.

Muita Paz

Allan Kardec  afirmou que convém fazer uma seleção antes de lermos uma obra, não basta ser um livro ditado por um Espírito que essa obra é confiável. Em  ¨ Obras Póstumas ¨vamos encontrar orientações do Codificador que dizem: –  Nem todos os espíritos possui a sabedoria. Espíritos são pessoas que viveram aqui na terra e não é por desencarnaram que  ficaram sábios.

Se hoje somos ignorantes ao desencarnamos não adquirimos sabedoria tão rápido, continuamos com as nossas limitações. É preciso analisar se a leitura que estamos fazendo está de acordo com as  obras  da codificação. Quem conhece as obras básicas, leu livros psicografados po Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvone do Amaral Pereira e outros autores consagrados dentro do Movimento Espírita, tem condições de analisar as obras que chegam as nossas mãos.

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Existem Espíritos pseudo-sábios, que realmente acreditam naquilo que estão passando para médiuns inexperientes e são publicados  passando informações equivocadas  como expressão da verdade. Para o  nosso bem e para o bem da Doutrina Espírita devemos selecionar o lemos e o que indicamos para quem ainda não conhece a Doutrina Espírita.

Não é possível evitar que alguns livros sejam  publicados e comercializados pelas editoras, principalmente quando encontramos comentários de Espíritos reconhecidos. Por isso ouvimos tantas afirmativas absurdas a respeito do Espiritismo e iludidos muitos dizem eu li no livro tal. Insistimos precisamos  estudar as obras básicas, pois só assim poderemos reconhecer uma obra instrutiva. Há espíritos esclarecidos como há ignorantes e comerciantes do Espiritismo.

Lembremos de Allan Kardec quando disse:   ¨ Espíritas Amai-vos – Espíritas Instruí-vos ¨

Muita Paz

É lógico que na nossa atual evolução mão temos condições de compreender as leis de Deus, no entanto temos certeza da sua existência, da sua justiça e do seu amor por todas as criaturas.

Muitos de nós gostaríamos de lembrarmos de nossas vidas passadas, quem fomos, o que fizemos, até para e entender o nosso sofrimento e as nossas dificuldades. Sabemos que estamos em um planeta de provas e expiações e se estamos aqui com toda certeza estamos resgatando delitos passados.

Finados - 2

Mas será que se lembrassemos do passado não seria mais fácil de aceitar os nossos sofrimentos e perdoar aqueles que nos fizeram mal?

Quando cometemos um delito na nossa atual reencarnação, normalmente sofremos as consequencias e  se o erro for grave, podemos até ser punidos pela justiça. Claro que podemos até nos arrepender independente de acontecer uma  punição. Mas quantas criaturas ficam revoltadas diante da punição que sofreram, independente do erro que cometeram.

Deus na sua sabedoria lança o véu do esquecimento a cada nova reencarnação, pois não suportaríamos a convivência com quem nos fez mal. Como seria conviver com alguém que precisamos perdoar? ou que precisamos ser perdoados?

Precisamos renascer ao lado de muitos dos nossos desafetos do passado, pois com a conviência pode nascer o amor e acontecer o reconciliamento com os nossos adversários. Com certeza ficará mais fácil. Ainda com o véu do esquecimento quantas vezes  não conseguimos amar a pessoas que vieram para que pudessemos nos reconciliar. E precisamos repetir a reencarnação para uma  nova oportunidade.

De uma certa forma temos algumas intuições de como vivemos no passado, pela nossa condição de vida, pelas pessoas que vivem ao nosso lado, pelas nossas tendências e gostos, temos uma vaga percepeção dos nossos defeitos e dos nossos desafetos.  Nada acontece por acaso!

Confiemos nas leis de Deus, Ele é Perfeito, Justo e Amoroso.  Sabe realmente o que é melhor para cada um de nós alcançarmos a evolução espiritual. E nos dá tantas oportunidades quanto precisarmos para chegarmos á plenitude.

Muita Paz

Segundo Santo Agostinho, que foi um filosofo patrístico e que mais tarde foi um dos Espíritos que participou da Codificação Espírita, ao estudar a questão sobre o bem e o mal chegou a conclusão que o mal não existe de fato, mas que representa a ausência do bem.

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Com o espiritismo essa idéia de Santo Agostinho foi cada vez mais solidificada. Na questão 630 de ¨ O Livro dos Espíritos ¨ Kardec pergunta aos espíritos codificadores:   ¨ Como se pode distinguir o bem do mal ? ¨ Resposta: – O bem é tudo que é conforme a lei de Deus; o mal, tudo que lhe é contrário.

Fazer o bem é proceder com a lei de Deus, o mal quando eu escolho outros caminhos diferentes das leis Divinas. Deus nos deu o direito de usar o nosso livre arbítrio para o  bem ou para o mal dependendo do nosso progresso moral.

Dependendo da nossa evolução espiritual, ao usarmos o nosso livre arbítrio atraiamos espíritos que estão dispostos a nos ajudar seja em pensamentos ou atos, para o bem ou o mal.

Como poderemos saber que estamos praticando o bem ou o mal? Vamos encontrar esta resposta na pergunts 632 de  ¨ O Livro dos Espírititos ¨  – Jesus disse: vede o que queríeis que vos fizessem ou nãos vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis. ¨

Muita Paz

 

A Coordenação do ESDE do Centro Espírita Nosso Lar já disponibilizou as datas de início das aulas do Curso Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) para este ano de 2013:
Dia 14/02/2013, quinta-feira, das 20h às 22h
Dia 16/02/2013, sábado, das 14h às 16h
Como todo início de semestre, novas turmas de Iniciação serão formadas!
Inscrições no Centro Espírita Nosso Lar (Secretária)
Endereço: Rua Santa Catarina, nº 429 – Londrina-PR

(informações retiradas do Portal da FEB)

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Introdução

O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita é uma proposta de estudo com metodologia e dinâmica adequadas para facilitar o conhecimento do ensino que os Espíritos trouxeram para a Humanidade e que o codificador, Allan Kardec, nomeou Espiritismo.

As atividades programadas oferecem o conteúdo espírita com leveza, incentivam a participação e valorizam a manifestação dos frequentadores, que buscam ampliar seus conhecimentos, e que são, naturalmente, convidados a dar sua contribuição para o enriquecimento da aprendizagem, apoiada nas experiências de vida que cada um compartilha com os demais espontaneamente.

A ciência que estuda o origem, destino, bem como as relações dos Espíritos com os encarnados, e a filosofia, com suas consequências morais apoiadas no Evangelho de Jesus, podem ser apreendidas em reuniões agradáveis, dinâmicas e participativas, favorecendo o clima fraterno que leva à reflexão sobre a importância da melhoria interior, do aperfeiçoamento das relações, da busca do bem e do amor que se traduz na caridade de todos os instantes.

Isso é um pouco do que é o ESDE. Veja mais neste site. Envolva-se, pois o ESDE só tem sentido com a sua participação.

Conceito

Considerando-se que as palestras são reuniões públicas e as atividades mediúnicas são reuniões privativas, o ESDE pode ser considerado uma reunião semi-privada, pois não possibilita a participação descompromissada das primeiras, nem conta com o rigor das segundas. O ESDE pressupõe a formação de turmas para a realização de estudo metódico, contínuo e sério do Espiritismo, com programação fundamentada nos livros espíritas, especialmente os de Allan Kardec.

Objetivo

O ESDE, em sua metodologia, transcende o simples estudo intelectual dos temas propostos pelo Espiritismo. Propõe o envolvimento dos monitores com seus colegas de estudo em interação e intercambio de conhecimentos e experiências de forma que, uma pessoa, em certos momentos das atividades, ao entrar na sala, não saberá identificar quem é o responsável pelo processo de ensino-aprendizagem, tal como referencia Irmão Jacob no livro Voltei ao falar dos grupos de estudo que visitou na colonia onde estava abrigado. O ESDE, portanto, tem por objetivo proporcionar o entendimento de que o conhecimento intelectual precisa, pela conscientização do estudante, ser aplicado nas atividades do dia-a-dia, proporcionando a melhoria das relações, pelo compromisso pessoal de aperfeiçoamento interior.

Importância

A necessidade de sistematização do estudo do Espiritismo foi antevista por Allan Kardec, conforme registra o Projeto 1868, inserido em Obras Póstumas:

“Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios […] Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência sobre o futuro do Espiritismo e sobre suas consequências”.

Alguns pensamentos, coletados de diversos autores, podem auxiliar na constatação da importância do estudo:

“Conhecimento… É fruto de longa paciência, de ardorosa boa vontade e de profunda meditação.” (DEJEAN, Georges. A Nova Luz).

“O conhecimento espírita é orientação para a vida essencial e profunda do ser. Claro que a evolução é lei para todas as criaturas, mas o Espiritismo intervém no plano da consciência, ditando normas de comportamento suscetíveis de traçar caminhos retos à ascensão da alma, sem necessidade de aventuras nos labirintos da ilusão que correspondem a curvas aflitivas de sofrimento.” (XAVIER, Francisco Cândido. Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz)

“O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.” (XAVIER, Francisco Cândido. Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz)

“Ao Espírito cumpre progredir em ciência e em moral.” (KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questão 192)

Nas questões 780 e 780.a de O Livro dos Espíritos, os autores informam que o progresso moral decorre do progresso intelectual, pois faz “compreensíveis o bem e o mal. O homem, desde então, pode escolher. O desenvolvimento do livre-arbítrio acompanha o da inteligência e aumenta a responsabilidade dos atos”.

Consequências

Tendo por objetivo o estudo da Doutrina Espírita, o ESDE traz consequências bastante amplas e que alcançam diversas dimensões, entre elas:

1) para o participante:

a) facilita a conscientização quanto à importância e necessidade da reforma íntima;

b) desenvolve a fé raciocinada;

c) proporciona segurança, serenidade, equilíbrio e autoridade moral;

2) para a casa espírita:

a) oferece oportunidade para o cumprimento do seu papel de acolher, consolar e esclarecer;

b) forma trabalhadores conscientes:

c) proporciona qualidade às atividades desenvolvidas por seus colaboradores;

3) para o movimento espírita:

a) garante a unidade de princípios doutrinários espíritas;

b) proporciona propagação da Doutrina Espírita nas bases em que foi codificada.

Princípios Metodológicos

1. O […] “estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita […], só pode ser feita com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado.” KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Introdução VIII.

2. “O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá […]. Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias.” KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Introdução VIII.

Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/topico/geral/estudos/esde/

Há 208 an0s, no dia 03 de outubro de 1869, nascia  na cidade de  Lyon, na França, Hipollyte Leon Denizard Rivail, o Codificador da Doutrina Espírita. Foi um homem que através de análises, de estudos e de observação codificou, deu forma aos pontos básicos do Espiritismo.

A missão de Allan Kardec, aqui na terra com certeza foi a de codificar a Doutrina Espírita.  Suas principais obras e que são a base para o entendimento da doutrina Espírita são:  ¨ O Livro dos Espíritos ¨ 1857 –  ¨ O Livro dos médiuns ¨ – 1861 –  ¨ o Evangelho Segundo o Espiritismo  ¨- 1864 – ¨ o Céu e o Inferno ¨- 1865 – A Gênese – 1868.

 O Livro dos Espíritos fala do principio da doutrina, da imortalidade da alma, da natureza dos espíritos da relação do encarnado com o desencarnado da vida passada, presente e futura. o Livro dos Médiuns sobre o gênero das manifestações, os meios de comunicação com o mundo espiritual . O Evangelho Segundo o Espiritismo explica os ensinamentos de Jesus levando em conta o mundo espiritual os principios de reencarnação, da pluralidade das existências e dos mundos. o Céu e o inferno fala das penalidades e recompensas futuras, sobre anjos e demõnios. A Gênese, fala da origem e desenvolvimento dos mundos, dos espíritos, dos seres humanos, milagres predições etc..

Allan Kardec foi um homem culto, um cientista, um estudioso, que usou o método intuitivo racionalista, cultivando o espírito de observação na descoberta da verdade,  e com a sua prudência e bom senso  observou sempre a concordância de várias comunicações.  Não foi um profeta, não foi o fundador da Doutrina espírita. Ele nada criou apenas explicou o que sempre aconteceu na humanidade.

Allan Kardec desencarnou no dia 31 de março de 1869, em consequência da ruptura de um aneurisma no coração. Em sua homenagem Camille Flamarion, discursa e deixa escrito no túmulo de Kardec a seguinte frase:  ¨Nascer, morrer, renascer, ainda e progredir sem cesar, tal é a lei ¨. 

Muita Paz

A maioria dos espíritas conhece os ensinamentos de Jesus. O Evangelho é lido, relido, e estudado nos centros e nos lares, mas a grande dificuldade está  em sua prática, em aplicá-lo nas nossas atitudes, palavras, pensamentos e ações. Muitos pensam  ¨Eu pratico esses ensinamentos¨. Mas se começarmos a observar nossas reações mais intimas às situações indesejadas, aos conflitos do nosso dia a dia, até mesmo ao conteúdos dos nossos pensamentos, perceberemos que a reforma interior ainda não alcançou as camadas mais profundas do nosso eu interior.

Nas palestras, com poucas exceções, o que foi exposto vai perdendo efeito rapidamente  nas menstes dos ouvintes e, horas mais tarde, já esquecemos. No dia seguinte muitos de nós já esqueceu o tema. Por isso a importância do estudo do Evangelho. E se esse estudo for realizado em grupo a assimilição é maior.

A leitura do tema, a discussão sobre o tema, são fundamentais para a fixação e a lembrança posterior ao que foi estudado. Reunam-se  com seus familiares ou com alguns amigos e comecemos o estudo da Doutrina espírita com o  ¨O Evangelho Segundo o Espiritismo ¨

Muita Paz 

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
Novembro 2017
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