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Certa vez, um homem plantou uma roseira e passou a regá-la constantemente. Assim que ela soltou seu primeito botão, que em breve desabrocharia, o homem notou espinhos sobre o talo e pensou, consigo mesmo:  ¨Como pode uma flor tão bela vir de uma planta rodeada de espinhos? ¨

Entrestecido com o fato, ele se recusou a continuar  regando a roseira e, e antes mesmo de estar pronta para desabrochar, a rosa morreu. Isso acontece com muitos de nós com relação à nossa semeadura. Plantamos um sonho e, quando surgem as primeiras dificuldades, abandonamos a lavoura.

Fazemos planos de felicidade, desejamos colher flores perfumadas e, quando percebemos os desafios que se apresentam,logo desistimos e o nosso sonho não se realiza. Os espinhos são exatamente os desafios que se apresentam para que possamos superá-los.

Se encontramos pedras no caminho é para que aprendamos a retirá-las e, dessa forma, nossos músculos se tornem mais fortes.  Não há como chegar ao topo da montanha sem passar pelos obstáculos normais da caminhada. E o mérito está justamente na superação desses obstáculos.

O que geralmente ocorre é que não prestamos muita atenção na forma de realizar os nossos objetivos e, por isso, desistimos com facilidade e até justificamos o fracasso lançando a culpa em alguém ou em alguma coisa.

O importante é que tenhamos sempre em mente que se desejamos colher flores, temos que preparar o solo, selecionar as sementes, plantá-las, regá-las sistematicamente e, só depois colher.

Muita paz

Reflexão Espírita

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As virgens prudentes

  Nos tempos em que Jesus viveu aqui na terra, os casamentos eram realizados à noite. Havia primeira uma cerimônia religiosa na casa da noiva, depois a festa do casamento, era na residência do noivo. Os convidados saiam da casa da noiva  formando uma procissão. Todos caregavam  lamparinas de  azeite ou tochas acesas, porque as ruas eram muito escuras. As pessoas que não puderam, por algum motivo,   assistir o ato religioso ficavam no caminho, com suas tochas acesas, esperando o cortejo chegar para acompanharem.

E era um costume, dez virgens acompanharem o noivo até a festa. Elas ficaram esperando o cortejo para acompanharem o noivo.  Aconteceu que  dessa vez a cerimônia religiosa,  demorou muito. Cinco dessas virgens, eram prudentes e  levaram um pouco de azeite, para não correr o risco de suas lamparinas apagarem. Porém as outras cinco, que eram desajuizadas, não levaram reserva, e seu azeite estava no fim, sem a lamparina acesa,  não poderiam fazer parte do cortejo.

 

O casamento dessa vez demorou muito,  e as moças ficaram cansadas e terminaram adormecendo, sentadas na estrada enquanto esperavam, mas de repente alguém gritou ¨Eis o Noivo! Venham todos¨ As dez moças apressadas levantaram rapidamente,  para cumprir o ritual. Só então as que não levaram nenhuma reserva perceberam que suas lamparinas estavam quase apagadas. E pediram as outras um pouco de azeite,  as prudentes responderam: Que infelizmente não podriam  dividir, pois o azeite que trouxeram era pouco.

E disseram:  Ide procurar em outro lugar, e elas sairam tentando conseguir um pouco de azeite e não conseguiram. Quando voltaram ao local a procissão já havia passado, e o costume era que quando a festa era iniciada,   a porta era fechada, e ninguém mais podia entrar.

Ainda assim foram para o local da festa, e começaram a bater na porta pedindo para entrar. O noivo da janela disse: – Agora não é mais possível. E elas não puderam entrar, porque não foram precavidas. O ensinamento de Jesus nessa parábola é claro, pois ele terminou  com as seguintes palavras: ¨Vigiai, porque não sabemos o dia nem a hora¨

Essa parábola nos ensina que devemos estar sempre vigilantes para o cumprimento do nosso dever. sempre prontos para a hora desconhecida em que ele nos chamar, para o retorno à vida espiritual. Devemos trazer nossas almas como lâmpadas  sempre acesas,  alimentadas com o azeite da palavra divina,  e esse azeite não pode ser emprestado, cada um de nós, devemos ter o nosso próprio azeite, cada um precisa aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração, não podemos chegar a Jesus  pelo merecimento dos outros, é a ¨Lei do esforço próprio¨

Muita Paz 

Havia, numa cidade da Palestina, juiz que não respeitava nem Deus nem os homens. Ele zombava de tudo  que se referia  a Deus. Declarava-se ateu e não respeitava a crença alheia. Era também injusto com seus julgamentos. Não procedia corretamente no tribunal nem no seu lar. O juiz não atendia a ninguém. No seu trabalho agia sempre com indelicadeza e má vontade. A resposta desse juiz para todos quase sempre era ¨não¨.

Vivia também nessa cidade uma pobre viúva muito doente e tinha dois filhos  menores, que haviam nascidos defeituosos. Seu marido morto em um acidente, lhe havia deixado uma pequena casa e uma propriedade numa aldeia próxima. Infelizmente o sócio do seu marido era um homem desonesto . E agora vendo a mulher doente, tendo que cuidar dos filhos enfermos, não poderia dirigir a propriedade, o sócio tomou conta das terras, dizendo a todos que comprara aquela propriedade da viúva.

A mulher pediu  ao antigo amigo do seu marido  que não lhe tirasse  aquele pedaço de terra, pois era a única fonte de sobrevivencia para ela e seus filhos. Mas o homem não atendeu ao seu pedido. A viúva resolveu então apelar para o juiz. Mas todos lhe diziam que seria inútil, porque ele não atendia a pessoas pobres. Ela não desanimou e foi a casa do magistrado. Um servo lhe informou que ele não estava em casa, não era verdade, pois ela o vira  á sombra de uma videira.

Humilhada voltou para casa. Mas não desistiu no dia seguinte ela voltou à casa do juiz, que outra vez mandou dizer que não estava em casa. Voltou muitas vezes e nunca conseguiu ser recebida, até que um dia conseguiu encontrá-lo no tribunal, não perdeu a oprtunidade e foi logo lhe dizendo:

– Senhor juiz, faze-me justiça , pois o sócio do meu falecido marido, se apossou  de minha propriedade, e que é o unico sustendo  de meus filhos. Defende-me do meu adversário.. O juiz pego de surpresa prometeu que ia resolver a questão, mas nada fez. E ela o procurou muitas vezes, sempre rogando que lhe fizesse justiça.

O magistrado estava aborrecido com aquelas constantes visitas da viúva, em casa ou no tribunal todos os dias ela o procurava e fazia o mesmo pedido. Por fim ele pensou: Não temo a Deus nem a nenhum homem, mas essa viúva não me dá sossego, eu não me incomodo com seus problemas. Mas para livrar-me dessa mulher, vou atender o que me pede. Mandou um oficial buscar o homem desonesto. Verificou conforme a viúva pediu, e devolveu a propriedade à mulher que ficou feliz pois a justiça tinha sido feita.

Jesus contou essa parábola, ensinando que é importante ¨orar sempre, sem nunca desanimar ¨. Tudo que suplicarmos a Deus, se for justo seremos atendidos. Uma alma digna só pede a Deus o que é justo.

Existe uma lei do mérito funcionando aqui na terra e na eternidade. Se merecermos receberemos sempre. Procuremos para nosso bem, merecer, aceitando sempre  a vontade de Deus hoje e sempre.

Muita Paz 

 

Um homem possuia uma grande Vinha. Um dia,  saiu de casa bem cedo para procurar novos trabalhadores para seu vinhedo. Chegando à praça da cidade, perto da sua casa, encontrou alguns homens sem emprego. Combinou com eles o salário daquele tempo, que era um denário por dia. Os operários satisfeitos, aceitaram imediatamente o convite e, por ordem do proprietário, seguiram para o trabalho na vinha.

 

As nove horas da manhã, o vinhateiro voltou à praça, onde havia sempre, pessoas que procuravam serviço. Encontrou mais alguns homens desempregados e disse-lhes : – Ide também trabalhar na minha vinha. Eu vos pagarei o que for justo. E os trabalhadores seguiram para o campo e começaram sua tarefa. Ao meio dia, e depois às três horas da tarde, o vinhateiro voltou à mesma  praça e fez o mesmo, contratando novos trabalhadores.

As cinco horas da tarde, pela última vez nesse dia, esteve no mesmo local, onde encontrou igualmente alguns homens sem serviço. – Perguntou-lhes então:  – Por que estais aqui, o dia inteiro, desocupados? E os homens responderam:

_ Senhor, aqui estamos porque ninguém contratou nossos serviços até agora.

Responeu o vinhateiro:

– Ide também vós trabalhar na minha vinha. Ao anoitecer o senhor da vinha chamou o administrador e disse-lhe que fizesse o pagamento do salário aos trabalhadores. Os operários recebiam por cada dia trabahado , era chamado jornal e eles eram  chamados também de jornaleiros. Começa a pagar pelos últimos, ordenou o vinhateiro.

Foram chamados os que começaram cinco horas e só trabalharam uma hora e receberam um denário. E assim os outros que começaram as três horas da tarde e ao meio dia. Todos receberam um denário.  Por fim chegaram os que começaram bem cedo, pensaram que iriam receber mais, pois viram que os trabalhadores da última hora receberam um denário. O administrador pagou, igualmente aos primeiros, um denário.

Então eles começaram a reclamar contra o senhor da vinha, alegando, que os últimos,  trabalharam menos e eles aguentaram o peso do dia e o calor sufocante,  mereciam mais. O proprietário disse ao que mais reclamava:

– Meu amigo não te faço injustiça não combinaste comigo o jornal  de um denário? Recebe pois o que te pertence. Eu quero dar aos últimos tanto quanto dei a ti, Não achas que tenho o direito  de fazer o que me agrada, daquilo que me perence?

Porque sentes ciúme e inveja? Não tenho por acaso o direito de ser bondoso?

Jesus termina a parábola dizendo: ¨Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. ¨

De inicio parece que os operários queixosos tinham razão de reclamar, pois eles trabalharam mais tempo, e os últimos apenas uma hora de serviço. Esse é o raciocinio humano, só ver o lado exterior das coisas. Mas eles não tinham o direito de reclamar pois receberam o combinado. E os homens continuaram na praça esperando para trabalhar, não estavam ociosos, apenas não foram chamados, e ali esperavam.

Mas não houve nenhuma injustiça por parte do vinhateiro,  Além disso  ele viu o serviço, feito pelos trabalhadores da última hora, foi feito com mais qualidade. A nossa recompensa no reino de Deus não será dada a quem trabalhou mais.  Deus nos julgará pela qualidade do serviço que praticarmos aqui na terra, pela sinceridade dos nossos atos. Exemplo: Não será mais importante quem der uma  grande quantia para a caridade , E sim pela dedicação, pelo amor que dedicarmos ao próximo. 

Muita Paz

Certa vez um homem rico, precisou viajar por muito tempo. Chamou então seus servidores de confiança e lhes entregou seus bens, a fim de que negociassem com as quantias que lhes eram entregues.

Ao primeiro servo deu cinco talentos, que corresponde a nossa moeda mais ou menos cem mil reais. A o segundo entregou dois talentos e ao terceiro , um talento.

 

O primeiro foi imediatamente negociar  com os seus talentos e, vários negócios fez, conseguiu ganhar outros cinco talentos. O segundo fez o mesmo e conseguiu também dobrar os talentos. O terceiro servidor, porém, em lugar de multiplicar realizando negócios, como os outros dois, saiu da casa do Senhor e foi para sua residência. E, no fundo do quintal, enterrou a moeda de ouro que o grande proprietário lhe havia passado às mãos.

Decorrido algum tempo, o senhor voltou. e chegando em casa, chamou aqueles servidores para ajustar com eles. Compareceu o primeiro à presença do seu amo. E falou: – Senhor entregaste-me cinco talentos. Negociei e consegui  dobrar. Aqui estão os dez talentos. Disse-lhe o senhor: – Muito bem, servo bom e fiel, de agora em diante te confiarei negócios  maiores. Estarás ao meu lado  e gozarás da minha confiança e terás felicidade.

Chegou o segundo servidor e disse também que havia dobrados os dois talentos. E recebeu do senhor os elogios e a promessa de uma vida melhor. Chegou por fim o terceiro servidor, que havia recebido apenas um talento. E disse ao seu senhor: – Eu te conhecia e sempre soube que és um homem duro e severo, que gostas de colher onde não semeaste e recolhes o trabalho dos outros. Por isso tive MEDO de ti e da tua justiça. E, por medo escondi o seu talento  na terra e hoje desenterrei  tua moeda. Aqui está o que te pertence.

O proprietário, porém, lhe respondeu:

Servo mau e preguiçoso, por que me ofendes assim? Por que imaginas que eu gosto de colher onde não semeei e me agrada explorar o trabalho alheio? Se assim julgavas, por que não puseste, pelo menos , o dinheiro no banco, para render juros, já que  não querias multiplicá-lo com teu trabalho?

E chamando outros servidores de sua casa, continuou: – Tirai-lhe o talento e dai-o ao que tem dez talentos. A todo aquele que tem ainda, mais se dá e ele terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Lançai o servidor inútil fora do meu palácio, onde há lágrimas, fome e revolta, sem as alegrias que provém do trabalho honesto e fiel.

Esse reino representa o universo, cada alma, por mais pobre e pequenina que seja, tem uma determinada tarefa ou missão. Deus dá a cada um de nós  uma tarefa, maior ou menor, segundo a capacidade de cada alma. Mas Deus quer que multipliquemos  os nossos talentos  e não os enterremos como fez o servo que foi classificado de mau.

Nossos talentos são as possibilidades que todos nós temos de fazer algum bem no mundo. Os nossos talentos são o nosso conhecimento, o nosso amor ao próximo. Com esses talentos devemos  praticar a caridade. Essa caridade pode ser moral ou material, o importante é usarmos o nosso talento para ajudarmos aos nossos semelhantes.

Muita Paz 

Rico Insensato

Havia um homem muito rico, que possuia muitas terras, centenas de escravos, muitos campos de centeio, cevada. E os pastos verdes onde os rebanhos se multiplicavam. E a cada dia o homem enriquecia, realizava sempre grandes negócios.

Esse rico fazendeiro tinha um celeiro muito grande para guardar suas colheitas. Mas, os celeiros embora enormes, já eram insuficientes para armazenar seus produtos…  Um dia pensou: Preciso aumentar os meus celeiros, e mandou  contruir outros celeiros ainda maiores, ficou muito feliz quando viu sua obra realizada. Agora tinha onde guardar a produção dos seus campos.

 

E disse aos seus amigos: Agora poderei viver tranquilo muitos anos, posso viver sossegado e pensar somente na exportação dos produtos.  E a noite ao invés de rezar e agradecer a Deus o seu sucesso financeiro, não elevou um só pensamento ao Criador. E nessa mesma noite após a inauguração dos celeiros e dos seus pensamentos orgulhosos.

Deus disse: ¨Insensato, esta noite tua alma será chamada ; e o que tanto juntaste para quem será? ¨

E o homem morreu sem um gemido, sem uma prece. Seus planos de tranquilidade para o futuro foram inúteis. Ele não sabia que o futuro pertence a Deus. Inutil foi juntar tanta riqueza, sem nunca haver pensado em Deus nem nas necessidades do próximo. Morreu sem fé e sem humildade no coração. Suas riquezas de nada valeram no mundo espiritual, pois ele nunca as utilizou  para ajudar a ninguém. Valores na eternidade ele não tinha.

Disse Jesus: ¨Assim é aquele que, para si, junta tesouros e não é rico para com Deus¨

Ele era um homem avarento ´só pensava em dinheiro, não ajudava  nem aos seus escravos, a morte o colheu de repente e seu espírito penetrou no mundo espiritual sem luz, porque não se preparou espiritualmente , não havia bondade no seu coração nem fé em Deus.

Deus não condena a riqueza, o rico tem direito de usufruir o que ganhou com seu trabalho. Deus condena a falta de caridade, a falta de ajuda ao próximio, que pode ser dada através do auxilio material, do auxilio intelectual, ajudar o seu semelhante a ganhar o seu próprio sustento. Deus condena a forma que o rico usa sua fortuna. sem lembrar de ajudar de alguma forma o seu semelhante.

Muita Paz   

Jesus Cristo o Nosso Mestre

 Ninguém acende   uma vela e põe embaixo de um recipiente, porque ali a luz não se propaga. Pelo Contrário, acendemos uma vela e a colocamos sobre uma mesa, ou outro móvel, para que possa iluminar o ambiente. Só que a luz que Jesus se refere, é a luz da verdade e do conhecimento.

Jesus em algumas ocasiões ensinava por parábolas, para que o povo pudesse entender,  ele aproveitava os fenômenos da natureza os costumes rurais, os hábitos do povo. Mas apesar disso nem todos tinham condições de entender  seus ensinamentos. Hoje temos mais facilidade de entender e praticar os ensinos do Mestre.

 

Porém o ensino básico.  Que é a caridade, o amor, e o perdão, como condição básica para a nossa salvação. Esta foi ensinada e exemplificada por Jesus, claramente para todos. O Espiritismo coloca a verdade, e o conhecimento ao alcance de todos, o espírita não coloca a candeia debaixo do alqueire, trabalha para sua divulgação, levando a verdade aos seus semelhantes.

Grandes espíritas trabalharam e ainda trabalham pela Doutrina.   Grandes divulgadores e médiuns, que continuam seus trabalhos estando encarnados ou desencarnados. Desde os primeiros momentos da codificação, os espiritos superiores anunciaram que a finalidade da Doutrina Espírita era o restabelecimento do cristianismo.

Porque a luz é importante tanto para a vida material, como para a vida espiritual. Sem luz não há vida, não há amor, não há evolução. Acender uma vela e colocar embaixo de um recipiente, é comparado a adquirirmos um conhecimento  e ocultá-la dos nossos semelhantes. 

Vamos manter a candeia acessa,  para que essa luz possa iluminar a todos. Jesus veio trazer ao mundo a centelha de luz para que a criatura humana,  se ilumine para os planos divinos. ¨Tome a sua cruz aquele que me quer seguir ¨- Podemos entender essas palavras de Jesus da seguinte maneira: Suporta corajosamente tuas provas, tenha fé, não negue a tua crença. Divulgue a tua doutrina, faça caridade e Perdoe.

¨Ame a Deus e ao teu próximo como a ti mesmo¨

Muita Paz 

Havia um rei que reinava em um grande e rico país.

Ele tinha muitos ministros e cada um exercia uma tarefa naquele país. Um dia o rei chamou os seus servidores que eram os  oficiais de sua corte para fazer contas  com ele. Alguns tinham feito empréstimos e era chegada a hora de pagar suas dívidas ao rei. Primeiramente chegou um importante servidor que devia ao rei uma grande quantia de dez mil talentos.(talento era uma moeda antiga  que valia mais ou menos vinte mil reais). A dívida total   era, pois, de duzentos milhões de reais, que este,  havia retirado do tesouro real para suas despesas extravagantes de homem pródigio.

 

Esse oficial gastara no jogo e no luxo essa quantia fabulosa e agora não tinha possibilidade de pagar sua dívida ao rei. Naquele tempo, as leis dos países orientais ordenavam que fosse vendido, juntamente com sua esposa, seus filhos e seus bens, aquele que não pudesse pagar suas dívidas  ou restituir seus roubos. Foi o que o rei fez. O seu servidor, não tinha como pagar o débito. O rei, então, ordenou que ele, sua esposa e seus filhos fossem vendidos para pagamento da dívida.

Ouvindo o julgamento do rei, o grande servidor ajoelhou-se diante dele e suplicou-lhe, entre lágrimas e lamentações:

– Senhor, tem piedade, tem paciência comigo. Eu trabalharei e  pagarei tudo. O soberano encheu-se de compaixão por aquele infeliz homem, que gastara loucamente seu dinheiro  e agora estava reduzido à miséria. E perdoou-lhe a dívida. O devedor saiu do palácio real com o coração aliviado pelo perdão do seu senhor. Era agora um pobre, estava na miséria, mas, estava em liberdade e sentia-se feliz: tinha sua mulher, seus filhos e sua casa. Trabalharia  muito para viver.

Não muito longe do palácio, encontrou, no entanto, um pobre servidor do rei, a quem, há muito tempo, ele emprestara a pequena quantia de cem denários, que em nossa moeda correspondem a cerca de Tresentos Reais. Ele agora,  estava na miséria … E ali estava, a poucos passos dele, alguém que lhe devia algum dinheiro…

Esquecendo-se do perdão do rei, o devedor avançou para o pobre homem e, segurando-o pela garganta sem a menor piedade, foi-lhe gritando: 

– Paga o que me deves …Paga-me os cem denários, já sem demora..

E, cruelmente sufocava o servidor, este  ajoelhou-se diante do tesoureiro e pediu piedade, eu trabalharei e pagarei tudo. Mas, o tesoureiro era um homem duro de coração e não atendeu o devedor. esquecendo-se que, poucos momentos antes, ele estava na mesma situação, mandou prender o infeliz até que lhe pagasse a dívida.

Aconteceu, porém, uma coisa que ele não esperava. Alguns oficiais da corte  que assistiram a cena de perdão do soberano, passavam pela rua no justo momento em que este negava o perdão, ao pobre devedor. Ficaram penalizados pois a dívida era pequena, e este estava sendo penalizado por alguém que acabará de receber o perdão. Voltarem a presença de Sua Majestade para contar o ocorrido. O rei mandou buscar o devedor  e  lhe disse:

– Servo malvado , eu perdoei a tua dívida porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu devedor como tive de ti?  Não mereces a liberdade irás para a prisão até pagares tudo que me deve.

A Parábola termina com uma advertência de Jesus: ¨Assim vos fará também meu pai Celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas ¨ Por maior que seja a maldade que alguém nos faça saibamos  perdoar-lhe essa dívida moral. Saibamos perdoar sempre, qualquer  que seja a ofensa, que é sempre pequena comparada com as ofensas que temos feito a Deus nosso Pai.

Muita Paz

Certa vez, um fazendeiro  quis construir  uma torre, a fim de defender sua propriedade.  Era um costume da época . No   alto da torre ficavam os vigias. Vários amigos o incentivaram  na construção imediata da fortaleza, dizendo:   Quem muito pensa e muito teme nada consegue realizar. Apareceram ainda outros querendo ajudá-lo com as pedras, o importante era começar logo.

E o fazendeiro resolveu pensar, sobre o assunto, que para ele, era muito importante. Precisava analisar antes de dar inicio a uma obra tão importante.

 

E resolveu não começar  logo a construir a torre. Pensou primeiro fez o cálculo das despesas da construção. Procurou saber o preço do material que precisaria, e de quanto gastaria com os operários. Depois de verificar que tudo estava ao seu alcance , resolveu contratar os trabalhadores, comprar o material e iniciar a obra.

Alguns amigos criticaram o fazendeiro pela sua demora . Mas ele explicou que tudo na vida tem um preço, que ele calculando tudo com exatidão não teria prejuizo e não daria prejuizo a ninguém. Se eu começasse e precisasse parar a obra , zombariam de mim, e eu deixaria de pagar os trabalhadores.

Tudo neste mundo material e no mundo espiritual, têm um custo exato na vida. Preço material representado  pelo valor do dinheiro, e o preço espiritual é representado pelo valor moral, diante de Deus. Se você  usar  suas forças para tornar-se sensato, honesto, cumpridor dos seus deveres, você estará construindo sua torre espiritual

Tenha a certeza de que Jesus , que é o Mestre Construtor das nossas vidas, abençoará seu esforço no bem e na renúncia do mal e da insensatez. E ajudará sua alma. Sua torre espiritual será para sempre, a poderosa fortaleza de seu espírito.

Muita Paz

Um homem tinha dois filhos. Ambos viviam com seu pai numa vinha que pertencia a família.

Um dia, pela manhã, o pai chamou o rapaz mais velho e disse-lhe:

– Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila. Já fiz todas compras necessárias. Vais trabalhar na vinha.

O jovem respondeu a seu pai:

– Sim, meu pai, já vou.  A verdade,  porém, é que prometeu, mas não foi. Desejaria ir ao mercado, mas não trabalhar na vinha, colhendo cachos e mais cachos de uvas. Ficou intimamente aborrecido com a ordem do pai, mas, não quis desrespeitá-lo com palavras. E pensou consigo mesmo: ¨Desejaria tanto ir ao mercado hoje …Lá me encontraria com Joel e Davi… E meu pai me mandou catar bagos na vinha…Não, não vou mesmo…

E não foi. Na mesma hora,  o pai chamou o filho caçula, que era o desobediente da casa. Muito rebelde, era considerado pelos vizinhos ¨um rebelde¨, o oposto do irmão.

O pai chamou-o,  também, e disse-lhe:

– Meu filho, não terás que acompanhar teu irmão ao mercado hoje. Já chegaram as compras que fiz. Vai trabalhar na vinha. O rapaz, que era muito impulsivo, respondeu com muita aspereza ao pai:

– Eu, não… Não quero trabalhar na vinha… E correu. Entrando em seu quarto, instantes depois,  arrependeu-se das palavras brutas que disse ao pai, voltou e pediu perdão. E foi, com a consciência tranquila, colher os cachos de uva na videira de seu pai.

Jesus contou esta Parábola, em Jeresulém, aos sacerdotes que duvidavam da sua missão e que não se arrependeram com a pregação de João Batista. E Jesus pergunta, ao terminar a parábola:

– Qual dos dois filhos fez a vontade do pai?

– O segundo.

E Jesus lhes disse:- Em verdade vos digo, que os publicanos que roubam e as mulheres  que pecam entrarão  no reino de Deus antes de vós.  Porque João veio, exemplificando a justiça  e a vontade de Deus, e os pecadores o ouviram e se arrependeram  de seus pecados, começando uma vida nova. Mas, vós, que também ouvistes João, não vos arrependeste nem crestes nele.

O filho mais velho era educado, atencioso,  de finas maneiras, era considerado por todos um modelo de perfeição, não magoava ninguém com palavras. Intimamente  era egoísta, só fazia o que desejava, não respeitava ninguém. Era um rebelde invisível.

O filho caçula, era muitas vezes áspero, mas era autêntico, não era mau nem revoltado. Errava, pedia desculpas e consertava seus erros.

No caminho da nossa evolução espiritual, devemos proceder como o segundo rapaz, de nada nos adianta, manter uma aparência educada, gentil, cristã, mas interiormente somos  pessoas egoístas.

 O segundo rapaz é verdadeiro, sincero, tem defeitos, sujeito a várias reações, mas reconhece seus erros, e tenta consertá-los, avançando assim aos poucos na sua escala evolutiva.   

Muita Paz

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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