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¨A História do Espiritismo ¨livro  escrito por Arthur Conan Doyle, onde reúne todas as qualidades do escritor e do homem, nele encontramos os resultados de seus estudos e experiências. Trata-se de um livro de interesse fundamental, para o estudo da vida e da obra do grande escritor. Ao lado disso temos a grande compreensão humana dos numerosos episódios e problemas enfrentados, explicando as quedas mediúnicas de alguns personagens e a perdoar generosamente os que não souberam explicá-las. O historiador está presente neste livro, que é sobretudo uma obra de história. O médico Arthur Conan Doyle , o homem voltado para os problemas científicos, o pensador debruçado sobre as questões filosóficas , e o religioso,  que  percebe o verdadeiro sentido da palavra religião. Todos eles estão presentes nesta obra. Um delta literário, no qual o fenômeno Conan Doyle se consuma, e pelo qual, afinal, se transcende a si mesmo, para se expandir na universidade do movimento espírita, como revelação divina.

J. Herculano Pires

Encontrei na RIE de abril de 2013 um artigo bastante interessante a respeito destas duas personalidades importantes. O artigo critica o fato de falarem tão somente da atuação política de um e do outro a importância da sua obra literária, mas em momento nenhum referem-se à crença religiosa de cada um, omitindo das biografias de ambos tal fato tão fundamental. Tais personalidades só evitaram de comentar que ambos foram contemporâneos de Allan Kardec e viveram o período da Codificação do Espiritismo.

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Consta que Abraham Lincoln realizava sessões mediúnicas na Casa Branca, onde buscava junto aos Espíritos conselhos quanto a maneira de dirigir o seu país. Esta experiência com comunicações mediúnicas vivida pelo ex-presidente está relatada na obra Was Abraham Lincoln a Spritualist?, traduzida para o português por Wallace Leal V. Rodrigues com o título de Sessões Espíritas na Casa Branca (edição O Clarim).

Victor Hugo, por sua vez, durante seu exílio deu início às sessões mediúnicas onde recebia eminentes  Espíritos da história humana. As referidas experiências mediúnicas de Victor Hugo estão relatadas no livro Victor Hugo e seus Fantasmas, de Eduardo Carvalho Monteiro e Victor Hugo Espírita, de Humberto Mariotti.

Infelizmente, a sociedade ainda teme divulgar que personalidades importantes possam ser ou terem sido Espíritas quando encarnados.

Muita Paz!

(O Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo V – BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS)

  Quando Jesus falou sobre o sofrimento não fez apologia a este. A finalidade era   um chamamento a nos lembrar sobre a lei  de ação e reação, pois não viemos a este planeta para sofrer mas para passar por provas e expiações  para continuarmos  a nossa evolução.

     Nem sempre resgatamos nossos débitos na  existência atual, podem ser débitos que devemos de vidas anteriores, e que concordamos em expiar na  atual.  Se  não expiarmos  hoje, expiaremos  amanhã, essa é a lei.  O sofrimento que nos parece  imerecido tem a sua razão de ser, e aquele que se encontra em sofrimento deveria dizer:

 Senhor ! Seja feita a tua vontade!

EU PRECISO DE TI SENHOR

 Quando  estamos   em sofrimento, nossa primeira atitude é pedir a Deus para abona-lo, isto acontece porque esquecemos que  eles fazem parte da nossa programação, e que Deus nosso Pai,  não nos dá uma prova maior daquela que podemos suportar . Muitas vezes o que julgamos ser sofrimento é algo que um dia agradeceremos.

            Sofrimento: dor física; angústia, aflição, amargura; infortúnio, perda de entes queridos.

 A Terra, é um planeta de expiações e provas, no qual renascem Espíritos  comprometidos perante a Lei de Deus. Por isso a Terra ainda não é um lugar onde se possa viver sem incômodos, sem lutas e sofrimentos.

 Os sofrimento são conseqüências de violações, abusos, que praticamos nas várias reencarnações e do desrespeito com  as Leis Divinas. porém,   é o remédio para as imperfeições do Espírito, para as enfermidades da alma. Sem isso não é possível a cura.

Diante do sofrimento desesperamos, revoltamo-nos, ficamos abatidos. Por quê? Porque a ignorância faz-nos ter aversão a padecimentos, Para entendermos  é preciso que elevemos a nossa visão,  para adquirirmos a fé raciocinada. E aceitarmos que  não é o sofrimento físico, a perda de entes queridos, as provações, a miséria, mas tudo aquilo que adiar,  o nosso adiantamento Espiritual.

Qual deveria ser a nossa  atitude diante  dos sofrimentos?   – A  “Conformação ¨   aceitando os sofrimentos  com resignação, sem revolta, sem recriminação, “aceitando-o” como remédio amargo,  mas imprescindível que deve restituir a saúde do corpo e a paz do Espírito.

Muita Paz

Nasceu no  Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1910, Faleceu em  Brasília, em 13 de junho de 1980 foi um ex-padre que se dedicou ao estudo da Doutrina Espírita e da fenomenologia mediúnica, autor do maior “best-seller” de auto-ajuda no país, Minutos de Sabedoria.

Biografia

Filho de José Pastorino e sua esposa, Eugênia Torres Pastorino, estudou no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro onde, em 1924, recebeu os diplomas de Geografia, Corografia e Cosmografia, e pouco depois, o de bacharel em Português.

Foi para Roma a fim de cursar o Seminário, vindo a diplomar-se, em 1929, pelo cardeal Basilio Pompili, para a Ordem Menor de Tonsura. Ordenou-se em 1934. Em 1937 ante a recusa do Papa Pio XII em receber o Mahatma Gandhi em seu traje habitual decidiu abandonar a batina, raciocinando que o célebre pacifista indiano vestia-se como Jesus, e que, como este jamais se sujeitaria ao rigor formalista da Igreja Católica.

De volta ao Brasil, lecionou Latim e Grego no Instituto Ítalo-Brasileiro de Alta Cultura. Lecionou ainda Espanhol. Nesse período começou a exercer atividades jornalísticas, como correspondente dos Diários Associados. Foi adido cultural e jornalístico da Academia Brasileira de Belas Artes.

Sócio de inúmeras sociedades esperantistas, no país e no exterior, foi delegado especializado (“Faka Delegito“) da Universidade Esperanto Asocio, com sede nos Países Baixos. Nessa militância, foi fundador da Sociedade Brasileira de Esperanto, no Rio de Janeiro.

No dia 31 de maio de 1950, concluiu a leitura de “O Livro dos Espíritos”, que recebera por empréstimo de um colega do Colégio Pedro II. Nessa data declarou-se espírita, e guardava-a com muito carinho. Passou a freqüentar o “Centro Espírita Júlio César”, no bairro do Grajaú, que foi a sua escola inicial de Espiritismo.

Em 8 de janeiro de 1951, com um grupo de amigos, fundou o “Grupo Espírita Boa Vontade”, posteriormente renomeado como “Grupo de Estudos Spiritus” que, com a ajuda do coronel Jaime Rolemberg de Lima, deu origem ao Lar Fabiano de Cristo, à CAPEMI e ao boletim espírita SEI (Serviço Espírita de Informações). Fundou a Livraria e Editora Sabedoria e a revista com o mesmo nome. Realizou palestras sobre a doutrina não apenas no estado do Rio de Janeiro como em outros no país.

O professor Carlos Torres Pastorino realizou muitas palestras no Rio de Janeiro e em vários outros Estados. Participou ativamente de Congressos, Semanas Espíritas, Simpósios, Cursos e tantos outros eventos. Fez-se sócio de inúmeras instituições espíritas e colaborou com a imprensa espírita nacional e do exterior. De sua vasta bibliografia espírita, destaca-se Minutos de Sabedoria , que bate todos os recordes de vendagem, já em várias edições Sabedoria do Evangelho , publicado em fascículos na revista Sabedoria e Técnicas da Mediunidade , excelente livro sobre o assunto.

Chegou a projetar a construção de uma Universidade Livre, em Brasília, para onde se mudou em 1973 mas faleceu antes de ver concretizado esse sonho.

Pastorino teve cinco filhos, de dois casamentos.

Homem de ação, infatigável, Pastorino, após sua desencarnação, não silenciou; prosseguiu mandando-nos páginas belíssimas do Além, mensagens psicografadas por vários médiuns conhecidos.

Obra

Senhor de grande inteligência, publicou extensa bibliografia de mais de 50 obras, muitas delas ainda inéditas. Poliglota, traduziu obras de diversos idiomas. Foi também radialista, sendo a sua obra magna – “Minutos de Sabedoria” – uma coleção de suas mensagens propaladas no rádio. Compôs 31 peças musicais para piano, orquestra, quarteto de cordas e polifonia, a três e quatro vozes.

Entre as suas obras, destacam-se:

 

Minutos de Sabedoria, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966 (atualmente editado pela “Vozes”, católica)

 

Teu filho, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.

 

Tua mente, tua vida, Rio de Janeiro, Spiritus, 1966.

 

Técnica da Mediunidade, Rio de Janeiro, Sabedoria, 1968.

 

Sabedoria do Evangelho, Rio de Janeiro, Spiritus (vários volumes)

 

O livro “Minutos de Sabedoria” já ultrapassou a marca de 9 milhões de exemplares vendidos – tendo sido, por reincidência em mais de dois anos consecutivos, retirado da lista elaborada pela Revista “veja”, dos mais vendidos. A obra, originalmente destinada a subsidiar os trabalhos assistenciais e educativos do Professor Pastorino, hoje teve, após ação na Justiça, os seus direitos revertidos para os herdeiros.

Na obra “Técnica da Mediunidade”, aborda, com o recurso a inúmeros quadros comparativos, numa ótica cientificista, o fenômeno mediúnico. Em seu prefácio, o General-de-Brigada Dr. Manoel Carlos Netto Souto registra:

Pastorino volta à Terra e tenta mostrar ou demonstrar fatos que para ele são axiomáticos, fazendo o arcabouço da ponte que une o físico ao espiritual, uma vez que os considera da mesma natureza, sem irrealidades nem fantasia.

A obra, editada em 1968, teve as suas edições póstumas proibidas pela família, apegada ao catolicismo. Nela, o autor assim refere a mediunidade:

As vibrações, as ondas, as correntes utilizadas na mediunidade são as ondas e correntes de “pensamento”. Quanto mais fortes e elevados os pensamentos, maior a freqüência vibratória e menor o comprimento de onda. E vice-versa. (…) Tudo isso faz-nos compreender a necessidade absoluta de mantermos a mente em “ondas” curtas, isto é, com pensamentos elevados, para que nossas preces e emissões possam atingir os espíritos que se encontram nas altas camadas.’

Muita Paz

 

Certa vez, fui a um padre confessar (antes de tornar-me espírita). Contei-lhe sobre minhas comunicações com os mortos. Para ele, eram forças demoníacas tentando me afastar da Igreja. Veio-me uma mágoa de Deus e comecei a questionar:

– Sou um bom católico, bom sacristão, adoro a Igreja, faço jejum, passo a semana da Páscoa sem comer até o meio-dia. Se Deus não pode com o diabo, eu vou aguentar? O diabo vai me vencer. Como um garoto de 17 anos, do interior, ingênuo, pode vencer o diabo se nem Deus consegue?

Entrei em depressão e fiquei com mágoa de Deus. Confessei-me ao padre:
– Eu vou me matar. Nossa Senhora do Carmo vai ter pena de mim, vai me colocar o escapulário e me tirar do inferno.

Ele me olhou demoradamente e respondeu:
– Não tome nenhuma atitude agora. O demônio às vezes nos perturba para testar a nossa fé; quando não consegue, abandona. Volte para a Igreja.

Era um homem honesto, acreditava piamente em suas idéias.

 

Um dia, ao confessar-me a ele, vi aproximar-se um Espírito. Tive outro conflito:
– Como pode o diabo entrar na sacristia?
Aliás eu via sempre os Espíritos. no momento da eucaristia a hóstia tornava-se luminosa quando colocada na minha boca. Às vezes, em Feira de Santana, via o cônego Mário Pessoa aureolado. No meu entendimento (católico), ele era um santo. As pessoas na hora da fé se iluminavam e eu julgava tudo alucinação.

Quando o Espírito entrou, exclamei:
– Olha, o diabo está vindo, e é mulher!
– Você vê algum sinal particular no rosto dela? – indagou-me o padre.
– Vejo uma verruga acima do lábio.
– E o que mais?
– O cabelo está partido ao meio, penteado com um coque atrás.
– E o que mais?
– Vejo um xale sobre os ombros, com pontas, um xale negro de xadrez.
– Pode ficar tranqüilo, é mamãe.

Ela “incorporou” e conversou com o padre. Quando despertei, ele me esclareceu:
– Divaldo, mamãe veio me alertar. A sua missão não é aqui, vá seguir a tarefa que Deus lhe confiou, porque o bem está em todo lugar.
Fiquei mais tumultuado, porque eu não era espírita, tinha medo, sentia-me de certo modo alijado da Igreja, mas continuava a frequentá-la e ao Centro Espírita.

Tinha conflitos de fé, principalmente quando morreu minha irmã, por suicídio. Mamãe foi encomendar missa a esse mesmo sacerdote, um homem bom, e ouviu dele:
– Dona Ana, não posso celebrar, porque o suicida está no inferno e Deus não o tira de lá.

Foi quando aprendi a primeira lição de lógica e de psiquiatria, com uma mulher iletrada – a minha mãe:
– Padre, então eu renego o seu Deus. Se Ele não é capaz de perdoar não é digno de ser Deus. Sou lavadeira modesta e analfabeta, mas a filha que perdi, eu a perdôo; como é que Deus, que a tem, não a perdoa? Digo mais, quem se mata não está no seu juízo.

Mais tarde eu viria saber que muitos portadores de psicose maníoco-depressiva PMD, vão ao suicídio.

Aprendi muito com esse homem, com mamãe, e quando eu lhe disse que não iria mais à igreja, ela me respondeu:
– Deus está em todo lugar. Se você for justo e agir com retidão, Ele estará com você. Faça o bem, meu filho, porque a verdadeira religião é aliviar o sofrimento alheio.

A partir desse acontecimento integrei-me lentamente ao Espiritismo.

Divaldo Franco

Muita Paz

É a primeira vez que participo de uma caravana espírita. Da Caravana Chico Xavier participou várias casas espíritas de Londrina, sob a direção do Centro Espírita Anita Borella de Oliveira, participaram espíritas do Centro Espírita Nosso Lar, juntamente com o Coral desta casa, do Centro espirita Meimei, e de outrs casas da região.

Não tenho palavras para expressar o bem estar que causou a todos. A emoção sentida em Uberaba, visitando o museu de Chico Xavier, o Colégio Allan kardec em Sacramento e tendo a oportunidade de adquirir ensinamentos deixados por Euripedes Barsanulto.

O admirável trabalho de Juninho em Uberaba. de Alaor, na Casa Espíririta Irmã Walquiria, e o maravilhoso trabalho de Tadeu, tanto do hospital como da casa Espírita em Araxá. Quem tiver a oportunidade de conhecer estas cidades e casas Espíritas, juntem-se a outros irmãos e participem.

Muita Paz

Muita Paz

Delanne foi um dos maiores propagadores da sobrevivência e comunicalidade dos espíritos.

 

Seu pai era espírita e muito amigo de Allan Kardec, sua era médium e cooperou com o mestre de Lyon na Codificação.

Delanne nasceu no dia 23 de março de 1857, exatamente no ano em que Karde publicava a primeira edição do ¨O Livro dos Espíritos¨  Nasceu portanto  esse grande defensor  do Espiritismo em ambiente espiritual propicio a sua preparação, o que se fez em moldes rigorosamente científico e com estrita fidelidade ao codificador.

Afirmando sempre que a sua crença inabalável era a espírita , e dedicando-se desde à pesquisa experimental  dos fatos presenciados, e dentro da sua própria casa, veio a receber da espiritualidade   uma  mensagem cujo teor  o faria mais dedicado e disciplinado para com as suas pesquisas. Dizia a mensagem:  ¨Nada Temas ¨. Tem confiança. Jamais serás rico do ponto de vista material. Coisa alguma, porém, te faltará na vida.

Publicou ¨O Espiritismo Perante a Ciência¨, ¨O fenõmeno Espírita ¨, ¨A evolução  Animica¨, Pesquisas sobre a Mediunidade¨ ¨As Aparições Materializadas de Vivos e Mortos ¨, além de outras obras de cunho científico.

Afirma Gabriel Delanne: ¨A inteligência que  se manifesta não emana dos operadores; ela declara ser aquele cujo nome declina. Não vemos porque se obstinaria  em negar  sua existência . Vamos, agora,  acumular as provas da existência  dos Espíritos,  e elas  irão  se revestindo  de um caráter cada vez mais forte, por forma que nenhuma denegação será capaz de combater a evidência da intervenção dos Espíritos nessas novas manifestações¨

Em 1883 fundou a revista ¨O Espiritismo ¨ graças  a Elisabeth D´Esperance, que doou o dinheiro para as despesas.

fez pesquisas com grandes médiuns como Charles Richet. Faleceu em 1926, tendo cumprido sua missão a de divulgador da Doutrina Espírita.  Foi o pesquisador  que de maneira incansável soube aproximar a ciência da religião, certo que ambas teriam que caminhar unidas  para uma compreensão lógica do Universo e de seus habitantes  encarnados e desencarnados.

Muita Paz

¨Minh”alma é triste até a morte ¨… Doce

Jesus falou… E o Nazareno Santo

chorava, como se su” alma fosse

Um mar imenso de amargura e pranto

 

Depois, silencioso, ele afastou-se

E foi rezar no mais sombrio canto.

Seu grande olhar formoso iluminou-se

Fitando o etéreo estrelejado manto.

 

¨Pai, tem piedade…¨E sua voz plangente

Tremia, enquanto pelas trevas mudas

Baixava manso o triste olhar dolente.

 

Pobre Jesus! Como um sonho via

Em cada sombra a traição de Judas

Em cada estrela os olhos de Maria!

 

                                                                                                 Auta de Souza   (encarnada)  

No dia 06 de fevereiro de 1832 . Hippolite Léon Denizard Rovail (Allan Kardec), firma-se o contrato de casamento com Amélie Gabrielle boudet.

Gaby, como a chamava Allan Kardec na intimidade, era uma mulher delicada, mas extremamente forte. Professora de artes e excelente miniaturista, tinha vigorosa cultura geral, e foi o apoio para Kardec nas grandes lutas enfrentadas contra o poder das ciências e do clero católico e protestante. Ela acompanhava o esposo nas suas viagens para visitar os grupos espíritas que se formavam nas cidades da França e do estrangeiro. Tanto é, que Leon Denis, ainda muito jovem, guardou na memória, um quadro bucólico, quando da visita de Kardec e Gabi em Tours, o carinhoso gesto de Allan Kardec subindo a uma cadeira para cortar um cacho de uva e oferecê-lo gentilmente à esposa. Mas o valor, o denodo desta mulher se mostrou por inteiro depois da desencarnação de Allan Kardec, quando ela fundou a Sociedade para a Preservação e Continuidade das Obras de Allan Kardec. Graças a isto, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a Revista Espírita continuaram existindo. Contudo, ela enfrentou a tempestade de um processo contra a Revista Espírita, devido Pierre Gaetan Lemarrie ter acolhido o trabalho de um fotógrafo, que dizia produzir fotografias transcendentais, ou seja, ao fotografar uma pessoa, parentes e amigos, desencarnados, do fotografado, apareciam na foto. O fotógrafo fez um acordo com o juiz, assinou uma confissão de fraude, escapando assim da prisão. Lemarie, foi condenado e cumpriu um ano de prisão na Penitenciária de Paris. Intimada como testemunha, Amelie foi desrespeitada pelo juiz, aviltando a memória de Allan Kardec, o que provocou viva reação da viúva do Codificador, exigindo respeito à memória de seu esposo. Certamente o juiz já havia decidido pela condenação. O dia 25 de novembro é um dia de glória para a Doutrina Espírita, porque assinala o aniversário de nascimento desta valorosa mulher: Amelie Boudet de Lacombe Rivail. Honra e glória à Gabi e a todas mulheres espíritas, como Amália Domingo Soller, Anália Franco, Virgínia Pires, e tantas outras anônimas, baluartes extraordinárias das instituições e dos lares espírita. Gaby, num gesto respeitoso beijamos sua mão.

 

Muita paz a todos!

Nasceu na cidade de Pacatuba, Estado do Ceará no dia 1º de fevereiro de 1905, desencarnou na cidade de Campos, Estado do Rio de Janeiro, no dia 16 de junho de 1966.

Seus pais foram Miguel Peixoto Lins e Joana Alves Peixoto. Bem cedo ficou órfão de pai e mãe e passou a viver com seus tios maternos em Fortaleza no Ceará, onde fez o curso primário. Em seguida matriculou-se no seminário católico, de acordo com o desejo de seus tios. No seminário sofreu várias penas disciplinares por manifestar a seus educadores dúvidas sobre os dogmas da Igreja. Observando as desigualdades humanas tanto no físico como no social no tocante à paternidade e bondade de Deus. Se todos eram seus filhos, por que tantas diversidades? Por que uns nascem fisicamente perfeitos  e outros deformados? Uns bons e outros maus? Desejava saber e inquiria os seus confessores, os quais, diante das indagações do menino, usavam o castigo da penitência como corretivo.

Aos 14 anos desistiu do seminário e com a permissão dos tios mudou-se para o Estado do Amazonas, enfrentando os trabalhos árduos dos seringais. Trabalhou dois anos e voltou para Fortaleza. Nessa fase, manifestaram-se os primeiros sinais da sua mediunidade, sob forma de obsessão. Era tomado por espíritos menos esclarecidos e tomado de estranha força, sendo capaz de vencer vários homens, mesmo sendo franzino. Acontecia toda hora, então Peixotinho resolveu não mais sair de casa; chegou a ficar desprendido do corpo cerca de vinte horas, num estado cataléptico, quase foi enterrado vivo.

Depois desse episódio, sofreu uma paralisia que o prostou num leito por seis meses. Nessa fase, um dos seus vizinhos, membro de uma sociedade espírita de Fortaleza, movido de compaixão, solicitou permissão à família para prestar-lhe socorro espiritual, com passes e preces. Ninguém na família conhecia o espiritismo, e permitiram. O seu vizinho iniciou o tratamento com o Evangelho no Lar, aplicando-lhe passes  e dando-lhe água fluidificada para beber.  Para distraí-lo, deu-lhe alguns romances espíritas e posteriormente as obras da Codificação Kardequiana . Em menos de um mês estava bem melhor e progressivamente foi se libertando da falsa doença.

Logo que pode andar, começou a freqüentar o Centro Espírita onde militava o grande tribuno Vianna de Carvalho, que estava prestando serviço ao Exército Nacional em Fortaleza. A terrível obsessão foi a sua Estrada de Damasco. O conhecimento da lei da reencarnação aliviou os velhos problemas que atormentavam sua mente. Passou a compreender a bondade de Deus, dando a mesma oportunidade a todos os seus filhos na caminhada rumo à redenção espiritual.

Orientado pelo major Vianna, Peixotinho iniciou o seu desenvolvimento mediúnico. Tornou-se um dos mais famosos médiuns de materialização e efeitos físicos. Por seu intermédio, produziram-se as famosas materializações luminosas e uma série dos mais peculiares fenômenos, tudo dentro da maior seriedade e nos moldes preceituados pela Doutrina Espírita.

Em 1926 foi convocado para o serviço militar e transferido para o Rio de Janeiro, sendo incluído em um batalhão na cidade de Macaé.  Ali fundou o Centro Espírita Pedro, instituição que por muito tempo se tornou a sua oficina de trabalho.

Em 1933 casou com Benedita Vieira Fernandes e tiveram vários filhos. Por força da sua carreira militar foi transferido para várias cidades, servindo em Imbituba, Santa Catarina; Santos em São Paulo; no antigo Distrito Federal e em Campos, no Rio de Janeiro. Aonde chegava, procurava logo servir a causa espírita;

Em 1945, na cidade do Rio de Janeiro, encontrou vários companheiros do Centro Espírita Pedro, e passou a frequentar o culto Cristão no Lar, realizado na casa daquele irmão. Posteriormente, juntou-se a Jacques Aboab e Amadeu Santos, e fundaram o Centro Espírita Andre Luiz que inicialmente funcionou na Rua Moncorvo Filho 27, onde se produziram pela sua mediunidade as mais belas sessões de materialização luminosa, as quais ensejaram ao Dr. Rafael Ranieri a oportunidade de lançar um livro  com esse mesmo título.

Peixotinho prestava também o seu valioso serviço como médium receitista e curador. No ano de 1948, encontrou-se pela primeira vez com o médium Francisco Cândido Xavier, na cidade de Pedro Leopoldo, tendo a oportunidade de propiciar aos confrades daquela cidade, belíssimas sessões de materializações e assistência aos enfermos.

Em 1949 foi transferido para a cidade Campos, onde participou dos trabalhos do grupo Joana D’arc. Fundou também o grupo Espírita Araci, em homenagem ao seu guia espiritual.

Peixotinho sofria de broncopneumonia, enfermidade que lhe causava muitos dissabores, porém ele suportava tudo com estoicismo, o mesmo pode ser dito das calúnias as quais foi vítima, como são vítimas todos os médiuns sérios que se colocam a serviço do Evangelho de Jesus. Dando de graça o que de graça recebeu.

Fica aqui a homenagem de todos os espíritas que muito aprenderam com a sua mediunidade, com a sua perseverança e com seu amor ao próximo, e que voltou  para a pátria celestial no dia 16 de junho de 1966.

Muita paz a todos!

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Assistam agora o documentário sobre Peixotinho:

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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