Segundo a doutrina de Sócrates e Platão  o homem é uma alma encarnada. Antes da sua encarnação, estaria  unida aos tipos  às ideias do verdadeiro, do bem e do belo; separa-se deles, encarnando, e,sente saudades do seu passado,  e tem o  desejo de voltar a ele .Encarnado, tem vaga intuição de que sempre viverá, isto é, a certeza de preexistência da alma, e as lembranças  que ela guarda de um outro mundo. O homem que diz não crer em nada da vida espiritual, ilude a si mesmo , achando que possui a verdadeira sabedoria em relação à maioria da humanidade.

Sócrates e Platão

Está aí o pensamento das almas obscurecidas, que não deixam penetrar os ensinos da lei de Deus. O  princípio da reencarnação parece absurdo, bem como a imortalidade da alma, fatos que para o homem esclarecido que busca a v vê claramente através dos ensinamentos mostradas pelo Evangelho.

Segundo Sócrates e Platão. após a nossa morte, o gênio (daimon, demônio), que nos fora designado durante a vida, leva-nos a um lugar onde se reúnem todos os que têm de ser conduzidos ao Hades, para serem julgados. As almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos.É a doutrina dos Anjos guardiães, ou Espíritos protetores, e das reencarnações sucessivas, em seguida a intervalos mais ou menos longos de erraticidade.

 O Cristianismo e o Espiritismo ensinam praticamente  a mesma coisa.

 Se a alma é imaterial, tem de passar, após essa vida, a um mundo igualmente invisível e imaterial, do mesmo modo que o corpo, decompondo-se, volta à matéria. Muito importa, no entanto, distinguir bem a alma pura, verdadeiramente imaterial, que se alimenta, como Deus, de ciência e pensamentos, da alma mais ou menos maculada de impurezas materiais, que a impedem de elevar-se para o divino e a retêm nos lugares da sua estada na Terra.

 Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios. Aquele que guarnecer a alma, não de ornatos estranhos, mas com os que lhe são próprios, só esse poderá aguardar tranquilamente a hora da sua partida para o outro mundo.

Equivale isso a dizer que o materialismo, com o proclamar para depois da morte o nada, anula toda responsabilidade moral ulterior, sendo, conseguintemente, um incentivo para o mal; que o mau tem tudo a ganhar do nada. Somente o homem que se despojou dos vícios e se enriqueceu de virtudes, pode esperar com tranquilidade o despertar na outra vida. Por meio de exemplos, que todos os dias nos apresenta, o Espiritismo mostra quão penoso é, para o mau, o passar desta à outra vida, a entrada na vida futura.  

Segundo Sócrates, os que viveram na Terra se encontram após a morte e se reconhecem. Mostra o Espiritismo que continuam as relações que entre eles e se estabelecem, de tal maneira que a morte não é nem uma interrupção, nem a cessação da vida, mas uma transformação.

Foi por haver professado esses princípios que Sócrates se viu ridiculizado, depois acusado de impiedade e condenado a beber cicuta. Nosso Mestre Jesus também passou por todo sofrimento por trazer a verdade, o amor e a consolação a toda humanidade.

Muita Paz

¨O Evangelho Segundo o Espiritismo ¨ – Introdução