Quando Jesus foi preso e condenado a morrer na cruz, seus apóstolos e muitos seguidores não entenderam por que Jesus se deixou morrer assim pregado na cruz .  Apesar deste  fato  ter acontecido há mais de dois mil anos, hoje algumas pessoas questionam e buscam uma  resposta satisfatória.

crucificação de Jesus

 Nas obras de Allan Kardec nenhum texto responde literalmente a tal  indagação. Vamos tentar analisar  os varios textos  acerca da missão que Jesus veio desempenhar no planeta Terra.  Segundo Emmanuel no livro “A Caminho da Luz”, psicografado em 1939 pelo médium Francisco Cândido Xavier. Diz mais ou menos o seguinte:

 No mundo espiritual do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.

A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidiu a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.”

 O caráter missionário do advento do Cristo ressalta com toda a clareza no texto acima. Jesus veio para cumprir uma missão e foi feita uma programação reencarnatória, ele nasceria viveria dentro da situação da época, e programou a forma da morte do seu corpo físico. O textos dos Evangelistas são claros que Jesus sabia de tudo que iria lhe acontecer, inclusive a traição de Judas.

 Jesus encarnou como homem, mas estava permanentemente em contato com espíritos superiores, na véspera da prisão  ele recebeu os espíritos de Elias e Moisés.  É senso comum, no meio espírita, que toda a trajetória de Jesus aqui na terra  foi planejada com bastante antecedência,  bem antes do nascimento do Cristo.

Quase todos os grandes profetas foram  vitimados pela intolerância de seus contemporâneos, era fácil  para Jesus prever o aconteceria quando aceitou passar pelo planeta Terra.  Provavelmente Jesus quis exemplificar sua fé diante dos sofrimentos que muitos passam quando aqui estão encarnados.

 Dias antes da Páscoa, no episódio da ressurreição de Lázaro, descrita por João Evangelista.  Jesus demorou muito além do normal para acudir ao chamado da família de Lázaro. Ele sabia, obviamente, que Lázaro não estava morto. “Lázaro dorme”, disse aos seus companheiros. A demora foi claramente premeditada, porque, quando Jesus chegou a Betânia, uma multidão de pessoas e figuras importantes do clero se encontravam a postos e puderam assistir ao fenômeno do despertamento de seu amigo.

 Relata João  que  muitos judeus que viram o que Jesus fizera, creram nele. Mas alguns deles foram ter com os fariseus, e disseram-lhes o que Jesus tinha feito. Depois os principais  sacerdotes e os fariseus formaram um conselho, e diziam: Que faremos? porquanto este homem faz muitos sinais. Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação.

E Caifás, um deles que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação. Ora ele não disse isto de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos. Desde aquele dia, pois, consultavam-se para o matarem.” (João, 11:45-53.)

 O  que nos leva a deduzir que o Mestre escolheu o cenário ideal – o período da Páscoa judaica – para que fosse preso, acusado, julgado, condenado e morto, para, apenas dois dias depois, ressurgir vivo, fato que para todas as pessoas, amigos e inimigos, constituiria uma prova incontestável da imortalidade .

 A ressurreição de Lázaro constituiu a penúltima cena de uma história que se encerraria no Gólgota, mas recomeçaria no domingo imediato, o mesmo domingo que os cristãos comemoram como a Páscoa da ressurreição, um fato inegavelmente tão importante que muitos estudiosos afirmam, com razão, que caso não houvesse a ressurreição não existiria Cristianismo.

Jesus sendo o espírito mais puro que esteve aqui na terra,  veio com a missão de ensinar novas verdades não temeu o sofrimento físico. Só que os fatos deveriam acontecer dentro de uma lógica da época. Pois Jesus não apenas ensinou ele vivenciou para que humanidade  desse mais um passo à frente na sua evolução.

Muita Paz