Ontem foi um dia dedicado as mães, muitas foram homenageadas, encarnadas e desencarnadas, receberam presentes,palavras carinhosas e também muitas orações. Mas na verdade nem todas tiveram essas declarações de amor. Muitas mães choraram o esquecimento dos seus filhos que mesmo ainda vivos, fizeram muitas derramar lágrimas com sua ingratidão.

No dia 13 de agosto do ano 354 nasceu em Tagaste, Argélia, Santo Agostinho ,  um dos mais respeitados filósofos cristãos da atualidade. Como Espírito esse filósofo foi um dedicado colaborador na elaboração da Doutrina Espírita, refere-se a ingratidão dos filhos em  ¨ O Evangelho Segundo  Espiritismo¨No Capítulo XIV – Honrai vosso pai e vossa Mãe;

 A ingratidão dos filhos para com os pais é algo que desperta grande sofrimento.  O Espiritismo projeta luz sobre um dos grandes problemas do coração humano. O Espírito antes de encarnar aceita vir  num corpo em  formação muitas vezes de um desafeto, pais e filhos motivados pela amor da espiritualidade aceitam-se.

 Ele será o amigo ou inimigo daqueles entre os quais foi chamado a viver.Mas tornam-se inexplicáveis  ódios,  repulsões que se notam da parte de certas crianças ou de um dos pais. Naquela existência nada está acontecendo para provocar semelhante antipatia;  necessário se torna volver o olhar ao passado.

  Pais procurai cumprir os  vossos deveres, ame e respeite  essa alma que lhe foi confiada. Os cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o sua formação futuro. Lembrai de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho que te foi confiado? Se por sua culpa  ele se conservou atrasado, terás como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de ti dependia que fosse ditoso. Então, nós mesmo seremos, assediados de remorsos,  se também o desprezarmos. Solicitai em orações, para os dois outra encarnação em que o cercarás de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, te retribuirá com o seu amor.

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 Não despreze o filho que não te ama. Não foi o acaso que  assim agiu. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar e não conseguiu. Mães! Abraçai o filho que vos dá desgostos e dizei convosco mesmas: Um de nós dois é culpado.

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. Ao observá-los devem os pais aplicar-se, e tentar moldar com amor e muita paciência,  os males que  se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores  de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore.

Deus não dá uma prova maior daquela que podemos suportar. Perdoemos o nosso filho que não nos ame. E peçamos a Deus outra oportunidade de estar junto com ele para que juntos possam amar e perdoar-se mutuamente.

Muita Paz