Ao viajor que chega a uma estalegem, se dá um belo alojamento se o pode pagar; àquele que pode pouca coisa, se dá um menos agradável, quanto àquele que nada tem , vai deitar-se sobre a palha. Assim ocorre com o homem na sua chegada ao mundo Espíritos: Deu lugar ali está subordinado ao que tem, mas não é com o ouro que paga.

Não se lhe perguntará : Quanto tinheis sobre a terra? Que posição nela ocupáveis? Éreis principe ou operário? Mas se lhe perguntará: O que dela trazeis? Não se computará  o valor dos seus bens nem dos seus títulos, mas a soma das suas virtudes;  ora, a esse respeito o operário pode ser mais rico do que o principe.

Em vão alegará que, antes da sua partida, pagou a sua entrada com ouro e se lhe responderá:  Os lugares aqui não se compram, eles se ganham pelo bem que se fez, com o dinheiro terrestre, pudeste comprar campos, casas, palácios, aqui tudo se paga com as qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades?

Sede bem -vindos, e ide ao primeiro lugar onde todas as felicidades  vos esperam, sois pobre? Ide ao último, onde sereis tratado em razão do que tendes. ( Pascal – 1860)  Os bens da terra pergencem a Deus, que os dispensa á sua vontade, e o homem deles  não é senão o usofrotuário, o administrador  mais ou menos integro e inteligente. Eles são tão pouco a propriedade individual do homem , porque Deus, frequentemente, frusta todas as previsões, que a fortuna escapa daquele que a crê  possuir pelos melhores títulos (…)

Muita Paz

O Evangelho Segundo o  Espiritismo 

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