Há uma conspiração do silêncio sobre a morte, esse tabu  impede qualquer discussão sobre o assunto. O homem comum comporta-se com se a morte não existisse. No entanto o tema morte sempre foi analisado em várias culturas . Pois cada uma  tem um comportamento diferente para esse acontecimento.

O médico Dr. Raymond Moddy Jr. percebeu em seus estudos  o tabu colocado sobre o tema e observou que:  ¨A despeito de todo esse interesse, ainda permanece a certeza   que é muito difícil para a maioria de nós falar sobre a morte ¨

A Pedagogia Espírita, através de Herculano Pires,  tenta explicar esse tipo de ¨não ¨ aceitação.  E dá como exemplo o pensamento e comportamento de Sócrates diante da morte. Dizendo que a reação do filosófo grego foi de caráter educativo.

 

A morte de Sócrates

Quando Sócrates foi condenado à morte, sua mulher correu aflita para a prisão, anunciando-lhe a sua condenação, e Sócrates respondeu-lhe: ¨Eles também já estão condenados¨ A serenidade do filósofo era produto de um processo educacional.

Jesus também viveu o fim do seu corpo carnal com serenidade, sabia  perfeitamente que a morte do corpo material, era apenas uma transição de uma dimensão para outra. Segundo Hermínio C. Miranda,  ¨O Livro dos Espíritos¨ reinventou a morte. No estudo deste  livro vamos perceber,  que a espiritualidade nos ensina a  familiarizarmos com a morte  ¨observando o sono¨ segundo a Doutrina Espírita é o momento da emancipação da alma.

Essa viagem não podemos deixar de fazer, sejamos  pobres ou  ricos, mas no seu devido tempo.  Como o Espiritismo ensina o bom senso, devemos ter uma conduta equilibrada na nossa vida,  não antecipando a morte, nem nos descuidando da vida.

Somos viajantes do universo, e a morte é uma condição inevitável, para a nossa evolução espiritual.

Muita Paz    – RIE

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