As virgens prudentes

  Nos tempos em que Jesus viveu aqui na terra, os casamentos eram realizados à noite. Havia primeira uma cerimônia religiosa na casa da noiva, depois a festa do casamento, era na residência do noivo. Os convidados saiam da casa da noiva  formando uma procissão. Todos caregavam  lamparinas de  azeite ou tochas acesas, porque as ruas eram muito escuras. As pessoas que não puderam, por algum motivo,   assistir o ato religioso ficavam no caminho, com suas tochas acesas, esperando o cortejo chegar para acompanharem.

E era um costume, dez virgens acompanharem o noivo até a festa. Elas ficaram esperando o cortejo para acompanharem o noivo.  Aconteceu que  dessa vez a cerimônia religiosa,  demorou muito. Cinco dessas virgens, eram prudentes e  levaram um pouco de azeite, para não correr o risco de suas lamparinas apagarem. Porém as outras cinco, que eram desajuizadas, não levaram reserva, e seu azeite estava no fim, sem a lamparina acesa,  não poderiam fazer parte do cortejo.

 

O casamento dessa vez demorou muito,  e as moças ficaram cansadas e terminaram adormecendo, sentadas na estrada enquanto esperavam, mas de repente alguém gritou ¨Eis o Noivo! Venham todos¨ As dez moças apressadas levantaram rapidamente,  para cumprir o ritual. Só então as que não levaram nenhuma reserva perceberam que suas lamparinas estavam quase apagadas. E pediram as outras um pouco de azeite,  as prudentes responderam: Que infelizmente não podriam  dividir, pois o azeite que trouxeram era pouco.

E disseram:  Ide procurar em outro lugar, e elas sairam tentando conseguir um pouco de azeite e não conseguiram. Quando voltaram ao local a procissão já havia passado, e o costume era que quando a festa era iniciada,   a porta era fechada, e ninguém mais podia entrar.

Ainda assim foram para o local da festa, e começaram a bater na porta pedindo para entrar. O noivo da janela disse: – Agora não é mais possível. E elas não puderam entrar, porque não foram precavidas. O ensinamento de Jesus nessa parábola é claro, pois ele terminou  com as seguintes palavras: ¨Vigiai, porque não sabemos o dia nem a hora¨

Essa parábola nos ensina que devemos estar sempre vigilantes para o cumprimento do nosso dever. sempre prontos para a hora desconhecida em que ele nos chamar, para o retorno à vida espiritual. Devemos trazer nossas almas como lâmpadas  sempre acesas,  alimentadas com o azeite da palavra divina,  e esse azeite não pode ser emprestado, cada um de nós, devemos ter o nosso próprio azeite, cada um precisa aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração, não podemos chegar a Jesus  pelo merecimento dos outros, é a ¨Lei do esforço próprio¨

Muita Paz 

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