O casamento é a força de redenção onde as almas convergem  para o mesmo ideal.

 

E quanto a indissolubilidade do casamento?   Atentamos para as palavras de nossos orientadores espirituais. Imutável só há o que vem de Deus. Tudo que é obra dos homens está sujeito a mudança. As leis da natureza é a mesma em todos os tempos e países. Já as humanas, mudam segundo os tempos, lugares e progresso.

No Casamento,  o que é de ordem divina é a união dos sexos, para substituição  dos seres que morrem. Mas o casamento está de tal forma humanizado, que não há, no mundo, nem mesmo na cristandade, dois países onde ele seja idêntico e que não haja, com o tempo sofrido  mudanças,  daí resultando, em face  da lei civil  que, o que é legítimo  num país, em dada época, é  adultério noutro país e noutra época, isto porque  aquela lei tem por fim  regular os interesses das famílias  que variam segundo os costumes  e necessidades locais.  Assim é, por exemplo, em certos países  o casamento religioso é o único legítimo, já noutros é necessário, também o casamento civil e, noutros ainda, basta o civil.

Mas, na união dos sexos, a par da lei divina material, comum a todos os seres vivos, há outra lei divina espiritual, imutável, e exclusivamente moral; É a lei do amor. Quis Deus que os seres se unissem não só pelos laços da carne, mas também pelos da alma, a fim de que afeição mútua do casal se lhes transmitisse aos filhos e que fossem os dois , e não somente um amá-los, e cuidar deles e fazê-los progredir.

Mas nem sempre as coisas acontecem assim. E um dia perguntar-se-á o que é mais humano, mais caridoso, mais moral, encadear um a outro dois seres que não conseguem viver mais juntos ou restituir-lhes  a liberdade? Emmanuel responde; (…) Entretanto, nos dias dificeis do lar recorda que o divórcio é justo, mas na condição de medida articulada em última instância. (…)

 

Muita paz