Em todos os tempos tivemos homens e mulheres, que marcaram sua presença nesse nosso mundo de Provas e Expiações. Alguns se destacaram pela sua coragem, outros por seus trabalhos marcantes a favor da humanidade, outros pela caridade com o seu semelhante, enfim todos foram tocados pelo amor de Deus.

Em quase todos os casos a estrada foi longa, mas compensadora e esses espíritos encarnados percorreram muitos caminhos, para obterem o cumprimento das suas missões. Sabemos que tudo  isso é verdade,  pois todos nós somos afrontados por irmãos imperfeitos,  que querem nos levar ao fracasso da nossa existência. 

Agostinho foi um espírito que passou por muitas  dificuldades na terra, para encontrar a verdade,  ajudou a Allan Kardec, no trabalho da codificação da Doutrina Espírita. Agostinho que nasceu no ano de  354, já sabia que havia problemas nas relações ente a fé e a razão. Ele afirmava que  ¨È necessário compreender para crer e crer para para compreender ¨Não se pode apenas crer por crer. É preciso razão para isso.

Santo Agostinho

Ele adotou essa teoria de Platão. Platão no diálogo de Alcebiades define o homem como uma alma que se serve do corpo,  e Agostinho mantém esse conceito. Sendo  a sua  principal idéia,  a transcedência  da alma sobre o corpo.

Agostinho relutou muito em aceitar um comportamento dedicado a espiritualidade. Viveu intensamente sem nenhum compromisso espiritual até aos trinta e oito anos, Foi então que dedicou-se a religião, convertendo-se ao Cristianismo.  Sua mãe Mônica e seu filho Deodato, já haviam regressado à pátria espiritual.

Agostinho aceitou com clareza as leis de ação e reação. E ele diz de modo claro ¨Quem me poderá recordar o pecado da infância, já que  ninguém há que, diante de vós, esteja limpo, nem mesmo o recém nascido, cuja vida  sobre a terra é apenas um dia?

Assim a debilidade dos membros infantis é inocente, mas não a alma das crianças¨ Trazemos ao nascer os nossos defeitos do passado, não fosse assim todos teríamos uma vida harmoniosa, considerando uma justiça plena para toda a humanidade.

Quando falou sobre o perdão para o seu semelhante em confissão,  ele disse: – ¨Que tenho eu a ver com os homens, para que me ouçam as confissões, como se houvessem de me curar  das minhas enfermidades? Como hão de saber que lhes declaro a verdade, se ninguém sabe o que se passa num homem, a não ser o Espírito desse homem que nele habita? ¨

Demonstrou muita coragem em afirmar suas idéias com tamanha profundidade. Em vinte e três de agosto de 430, volta para o plano espiritual, deixando inúmeras obras e muitos ensinamentos.

Muita Paz

RIE –  trechos de Vladimir Polizio