Houve tempo em que a ciência positiva,
Na aridez de seu método ilusório,
Construía o castelo transitório
Da grande negação definitiva.

Tudo era a matéria primitiva
No centro do seu modus vibratório,
Impressionando o mundo do sensório
Na eterna vibração da força viva.

Mas Kardec abre as últimas cortinas
E sobre o mundo de cadaverinas,
Apresenta luz gloriosa e forte.

Cai a muralha do materialismo,
E a fé raciocinada vence o abismo,
Transpondo a escuridão da própria morte.

Livro: LIRA IMORTAL – Francisco Cândido Xavier – Espíritos

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