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Um homem tinha dois filhos. Ambos viviam com seu pai numa vinha que pertencia a família.

Um dia, pela manhã, o pai chamou o rapaz mais velho e disse-lhe:

– Meu filho, hoje não irás ao mercado da vila. Já fiz todas compras necessárias. Vais trabalhar na vinha.

O jovem respondeu a seu pai:

– Sim, meu pai, já vou.  A verdade,  porém, é que prometeu, mas não foi. Desejaria ir ao mercado, mas não trabalhar na vinha, colhendo cachos e mais cachos de uvas. Ficou intimamente aborrecido com a ordem do pai, mas, não quis desrespeitá-lo com palavras. E pensou consigo mesmo: ¨Desejaria tanto ir ao mercado hoje …Lá me encontraria com Joel e Davi… E meu pai me mandou catar bagos na vinha…Não, não vou mesmo…

E não foi. Na mesma hora,  o pai chamou o filho caçula, que era o desobediente da casa. Muito rebelde, era considerado pelos vizinhos ¨um rebelde¨, o oposto do irmão.

O pai chamou-o,  também, e disse-lhe:

– Meu filho, não terás que acompanhar teu irmão ao mercado hoje. Já chegaram as compras que fiz. Vai trabalhar na vinha. O rapaz, que era muito impulsivo, respondeu com muita aspereza ao pai:

– Eu, não… Não quero trabalhar na vinha… E correu. Entrando em seu quarto, instantes depois,  arrependeu-se das palavras brutas que disse ao pai, voltou e pediu perdão. E foi, com a consciência tranquila, colher os cachos de uva na videira de seu pai.

Jesus contou esta Parábola, em Jeresulém, aos sacerdotes que duvidavam da sua missão e que não se arrependeram com a pregação de João Batista. E Jesus pergunta, ao terminar a parábola:

– Qual dos dois filhos fez a vontade do pai?

– O segundo.

E Jesus lhes disse:- Em verdade vos digo, que os publicanos que roubam e as mulheres  que pecam entrarão  no reino de Deus antes de vós.  Porque João veio, exemplificando a justiça  e a vontade de Deus, e os pecadores o ouviram e se arrependeram  de seus pecados, começando uma vida nova. Mas, vós, que também ouvistes João, não vos arrependeste nem crestes nele.

O filho mais velho era educado, atencioso,  de finas maneiras, era considerado por todos um modelo de perfeição, não magoava ninguém com palavras. Intimamente  era egoísta, só fazia o que desejava, não respeitava ninguém. Era um rebelde invisível.

O filho caçula, era muitas vezes áspero, mas era autêntico, não era mau nem revoltado. Errava, pedia desculpas e consertava seus erros.

No caminho da nossa evolução espiritual, devemos proceder como o segundo rapaz, de nada nos adianta, manter uma aparência educada, gentil, cristã, mas interiormente somos  pessoas egoístas.

 O segundo rapaz é verdadeiro, sincero, tem defeitos, sujeito a várias reações, mas reconhece seus erros, e tenta consertá-los, avançando assim aos poucos na sua escala evolutiva.   

Muita Paz

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Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
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