¨A lei natural é a lei de Deus; eterna e imutável como ele mesmo¨. Certos teólogos católicos e protestantes acusam o espiritismo  de doutrin panteista. O mesmo fizeram com Espinosa,  para quem  Deus, a substância  única é a própria  Natureza, mas não no seu aspecto material, e sim  nas suas leis. Espinosa respondeu:  ¨Afirmo-o com  Paulo, e talvez com todos os filósofos em Deus; ouso mesmo acrescentar  que esse foi o pensamento de todos os antigos hebreus¨ (Carta  LXXIII, explicando a proporção  XV da ¨´etica¨. Tudo o que  existe, existe em Deus, e nada pode existir nem  ser concebido sem Deus¨) embora exista divergência entre a concepção  espinosiana e a espírita de Deus, ambas concordam  ao negar o antropomorfismo católico e protestante, ao re afirmar o princípio paulino acima citado e ao estabelecer identidade de origem e natureza divina para todas as leis do universo.

Por outro lado, assim como  Espinosa não confundia a natureza material (natura naturata)  com Deus. mas apenas a natureza inteligente ( natura naturans), assim  também o Espiritismo não faz  semelhante confusão, estabelecendo ainda que as leis  de Deus são uma coisa e Deus  mesmo a outra. Veja-se  o capítulo  primeiro  do Livro primeiro, sobre Deus. Não  há possibilidade de confusão  entre o Espiritismo e o Panteísmo, a menos que se admita como panteísta a doutrina da imanência  de Deus, por força mesmo de sua transcedência ; e, nesse caso, católicos e protestantes também  seriam panteistas. As revoluções atuais  no campo da Teologia, particularmente o movimento da Teologia Tadical, mostram  mais uma vez o acerto  da concepção espírita em Deus.  

¨O Livro dos Espíritos¨

Muita Paz

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