¨Minh”alma é triste até a morte ¨… Doce

Jesus falou… E o Nazareno Santo

chorava, como se su” alma fosse

Um mar imenso de amargura e pranto

 

Depois, silencioso, ele afastou-se

E foi rezar no mais sombrio canto.

Seu grande olhar formoso iluminou-se

Fitando o etéreo estrelejado manto.

 

¨Pai, tem piedade…¨E sua voz plangente

Tremia, enquanto pelas trevas mudas

Baixava manso o triste olhar dolente.

 

Pobre Jesus! Como um sonho via

Em cada sombra a traição de Judas

Em cada estrela os olhos de Maria!

 

                                                                                                 Auta de Souza   (encarnada)  

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