Quem escreve no mundo

É como quem semeia

Sobre o solo fecundo.

 

A inteligência brilha sempre cheia

De possibilidades infinitas.

 

Plantas

Uma idéia qualquer onde te agitas,

Seja essa pecadora ou santa,

E vê-la-ás, a todos extensiva,

Multiplicar-se, milagrosa e viva.

 

Sem tanger as feridas e as arestas,

Conduze com cuidado

Bondade, A pena pequenina em que te manifestas!

Foge à volúpia das maldades nuas,

Não condenes, não firas, não destrua…

 

Porque o verbo falado

muita vez é disperso

 

Pelo vento que flui da Fonte do Universo.

Mas, a palavra escrita

Guarda a força infinita

Que traz resposta a toda sementeira,

Em frutos  de beleza e de alegria

Ou de mágoa sombria

Para os caminhos de uma vida inteira.

 

Carmen Cinira.