No dia 06 de fevereiro de 1832 . Hippolite Léon Denizard Rovail (Allan Kardec), firma-se o contrato de casamento com Amélie Gabrielle boudet.

Gaby, como a chamava Allan Kardec na intimidade, era uma mulher delicada, mas extremamente forte. Professora de artes e excelente miniaturista, tinha vigorosa cultura geral, e foi o apoio para Kardec nas grandes lutas enfrentadas contra o poder das ciências e do clero católico e protestante. Ela acompanhava o esposo nas suas viagens para visitar os grupos espíritas que se formavam nas cidades da França e do estrangeiro. Tanto é, que Leon Denis, ainda muito jovem, guardou na memória, um quadro bucólico, quando da visita de Kardec e Gabi em Tours, o carinhoso gesto de Allan Kardec subindo a uma cadeira para cortar um cacho de uva e oferecê-lo gentilmente à esposa. Mas o valor, o denodo desta mulher se mostrou por inteiro depois da desencarnação de Allan Kardec, quando ela fundou a Sociedade para a Preservação e Continuidade das Obras de Allan Kardec. Graças a isto, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e a Revista Espírita continuaram existindo. Contudo, ela enfrentou a tempestade de um processo contra a Revista Espírita, devido Pierre Gaetan Lemarrie ter acolhido o trabalho de um fotógrafo, que dizia produzir fotografias transcendentais, ou seja, ao fotografar uma pessoa, parentes e amigos, desencarnados, do fotografado, apareciam na foto. O fotógrafo fez um acordo com o juiz, assinou uma confissão de fraude, escapando assim da prisão. Lemarie, foi condenado e cumpriu um ano de prisão na Penitenciária de Paris. Intimada como testemunha, Amelie foi desrespeitada pelo juiz, aviltando a memória de Allan Kardec, o que provocou viva reação da viúva do Codificador, exigindo respeito à memória de seu esposo. Certamente o juiz já havia decidido pela condenação. O dia 25 de novembro é um dia de glória para a Doutrina Espírita, porque assinala o aniversário de nascimento desta valorosa mulher: Amelie Boudet de Lacombe Rivail. Honra e glória à Gabi e a todas mulheres espíritas, como Amália Domingo Soller, Anália Franco, Virgínia Pires, e tantas outras anônimas, baluartes extraordinárias das instituições e dos lares espírita. Gaby, num gesto respeitoso beijamos sua mão.

 

Muita paz a todos!