You are currently browsing the monthly archive for Janeiro 2011.

Quinze minutos sem compromisso são quinze opções na construção do bem.

Quando tiveres um quarto de hora à disposição, reflete nos benefícios que podes espalhar.

Recorda o diálogo afetivo com que refaças o bom ânimo de algum familiar, dentro da própria casa; das palavras de paz e amor que o amigo  enfermo espero de tua presença; de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esforço para a limpeza ou o reconfoto do próprio lar; da conversação edificante com uma criança desprotegida que te conduzirá para a frente as sugestões de boa vontade; deestender algum adubo à essaou aquela planta que se faz útil; e do encontro amistoso, em que a tua opinião generosa consiga favorecer a solução do problema de alguém.

Quinze minutos sem compromisso são quinza opções na construção do bem.

Não nos esqueçamos de que a floresta se levantou de sementes quase invisíveis, de que o rio se forma das fontes pequeninas e de que a luz do céu, em nós mesmo, começa de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem o coração.

                                                                                                         Meimei (Chico Xavier).

Anúncios

Além da morte, além da sepultura,

Onde a ciência encontra a paz do nada,

Começa a luminosa e longa estrada

Que reconduz  à vida eterna e pura.

Na carne é o pesadelo, a noite escura,

A fantasia e a luz abandonada.

Na alma  liberta a santa  madrugada

Na alegria de nova semeadura.

Oh! viajores, no inverno dos caminhos.

Aves cansadas dos terrestres ninhos,

Vencei as dores para bendizê-las…

Aguardai a Divina primavera,

Que outra vida mais alta vos espera

Entre as rotas sublimes das estrelas!

                                            Antero de Quental

Chico Xavier pede licença

…O Salvador nos ensina a procurar uma saúde mais real e preciosa, que é a do espírito. Possuindo-a, teremos transformado as causas de preocupação de nossa vida, e habilitamo-nos a gozar a relativa saúde física que o mundo pode oferecer nas suas expressões transitórias.

Emmanuel, Paulo e Estevão.

As questões referentes aos animais intrigam muitos espíritas. Entre tais questões, podemos destacar a seguinte: por que os nossos animais de estimação (cão, gato, etc.) sofrem? Nós sabemos que, fisiologicamente, eles possuem nervos e tudo mais, mas qual seria o objetivo da “dor” para os animais irracionais?

Por serem tidos como animais irracionais, isto é, por não raciocinarem como os seres humanos raciocinam, por tal razão, os animais não são dotados de livre-arbítrio (vide questão 595, LE), são amorais, não têm consciência, não sabem distinguir entre o certo e o errado e nem são dotados de outras faculdades ligadas à razão. Não obstante, segundo a Doutrina Espírita, o instinto, que é inerente a todos os animais irracionais, é uma forma de inteligência; nas questões 71, 73, 74 e 75. a) de O Livro dos Espíritos, encontramos a seguinte referência:

71. A inteligência é um atributo do princípio vital?

— Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção: l.°) os seres inanimados, formados somente de matéria sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2.°) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3.°) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar

73. O instinto é independente da inteligência?

— Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.

74. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa o outro?

—Não, porque eles freqüentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência.

75. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?

— Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.

75. a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?

— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.

Os animais podem não ter uma inteligência racional, como nos afirma a Espiritualidade Superior, mas tal fato não exclui a possibilidade deles terem almas, como se pode verificar nas seguintes respostas dadas a Allan Kardec:

597. Pois se os animais têm uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?

       — Sim, e que sobrevive ao corpo.

597 – a) Esse princípio é uma alma semelhante à do homem?

       — É também uma alma, se o quiserdes: isso depende do sentido em que se tome a palavra; mas é inferior à do homem. Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância quanto entre a alma do homem e Deus.

As almas dos animais são inferiores às dos homens, ensina-nos os Espíritos Superiores, os animais não têm autonomia para escolherem, não são animais que pensam e que agem por sua livre vontade, não tem consciências, etc. Portanto, não se pode afirmar que os sofrimentos, as dores que os animais irracionais vivenciam servem para que eles repararem algo. Para os animais não existe expiação, não existem provas reencarnatórias, etc.  

Todavia, para nós que somos espíritos errantes, as dores e os sofrimentos são aprendizados que nos ajudam a progredir por meio de provas e expiações. Nós sabemos que os animais também progridem (vide questões 601 e 602, LE), mas não evoluem por força da vontade, já que são desprovidos de livre-arbítrio. De acordo com O Livro dos Espíritos, os animais progridem por força da natureza, pelo curso da mesma. Mas, será que as dores e os sofrimentos que os animais sentem, não são fatores que implicam no progresso deles? Será que os animais não estão aprendendo a lidar com as suas emoções, preparando-se um dia para entrar no reino hominal? Na verdade, o único animal que conhecemos um pouco mais e que compreendemos um pouco das suas faculdades é o ser humano. Entretanto, eis mais um questionamento: será que o comportamento humano pode servir de parâmetro para conhecermos mais os outros animais? São questões para se pensarem com cuidado e atenção.

Por fim, convido-os a estudarem as perguntas 592 a 609 de O Livro dos Espíritos, para conversamos ainda mais sobre este assunto ainda tão complexo e obscuro para nós.

Muita paz a todos!

ilzamaria@hotmail.com

A maioria dos opositores do Espiritismo defende que a Bíblia é ipses literis a palavra de Deus. Portanto, todos os conteúdos contidos na Bíblia são verdadeiros, corretos e inquestionáveis, devendo ser seguidos fielmente. Inclusive, dizem algumas religiões, que os preceitos postos no Antigo Testamento são os que mais devem ser obedecidos religiosamente.

Em relação ao Espiritismo, em Deuteronômio 18, 10-11, é dito que a evocação aos mortos é uma prática proibida, pecaminosa; mentalmente, em primeira instância, vamos dar razão a esta passagem bíblica, afinal, como dizem, a Bíblia é literalmente a palavra de Deus e deve ser cumprida rigorosamente. Entretanto, convido-os a analisar as outras e seguintes passagens retiradas da Bíblia:

Gêneses 17, 9-11: Disse Deus a Abraão que todo Macho deveria ser circuncidado; e aquele que não fosse, será eliminado do seu povo; quebrou a aliança com Deus.

Êxodo 21,7: Se um homem vender sua filha para ser escrava, esta não lhe sairá forro, de graça.

Êxodo 21,12: Quem ferir a outro de morte, também será morto.

Êxodo 21,17: Quem amaldiçoar a seu pai ou sua mãe será morto.

Êxodo 21, 23 -25: Mas se houver dano grave a alguém, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe,

Êxodo 22,18: A feiticeira não deixará viver.

Êxodo 22,19: Quem tiver coito com animal será morto.

Êxodo 22, 20: Quem sacrificar algo aos deuses, e não somente ao Senhor, será destruído.

Êxodo 31,14: Quem não guardar o dia de sábado será morto.

Levítico 11, 7-8: Não comereis a carne de porco, pois é imunda.

Levítico 20,10: Se uma mulher parir um menino será imunda por sete dias, como nos dias da sua menstruação.

Levítico 20,10: Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo será morto.

Levítico 20,13: Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, serão mortos.

Levítico 20,18: Se um homem se deitar com sua mulher no tempo da enfermidade, e lhe descobrir a nudez, ambos serão mortos.

Levítico 20,27: Homem ou mulher necromantes (feiticeiros) serão apedrejados até a morte.

Levítico 21,9: Se a filha de um sacerdote se desonra, profana seu pai e com fogo será queimada.

Levítico 21, 17-20: Nenhum dos seus descendentes que tiver algum defeito pode oferecer o pão do seu Deus. Cego, coxo, rosto mutilado ou desproporcionado, pé quebrado, mão quebrada, ou corcovado, ou anão, belida no olho, sarna ou impigens, ou testículo quebrado.

Deuteronômio 21, 15, 16: Se um homem tiver duas mulheres e as duas tiverem filhos, a herança poderá ser da amante, caso ela seja a mãe do seu primogênito.

Deuteronômio 21, 18-21: Se alguém tiver um filho rebelde, que não obedece a seus pais mesmo que seja castigado, deve ser entregue aos anciãos da cidade para que o apedrejem até a morte.

Deuteronômio 23,1: O homem que tiver trilhado os seus testículos ou cortado o pênis, não entrará na assembléia do Senhor.

Deuteronômio 24,1: Se um homem casar com uma mulher e ela não lhe for agradável ou ele achá-la indecente, ele pode lavrar um termo de divórcio.

 

As passagens transcritas anteriormente são apenas alguns exemplos. Na Bíblia podemos encontrar muitos mais exemplos. Com o advento de Jesus, os ensinamentos tornaram-se mais amenos, mais brandos, levando os cristãos atuais e praticantes de outras religiões a não mais praticarem as atrocidades proferidas no Antigo Testamento.

O mais importante é compreender que nem tudo que está profetizado na Bíblia é fruto da inspiração e da vontade de Deus. Na Bíblia, encontram-se opiniões diversas, de autores diversos e de tradutores diferentes, portanto, muitas das coisas escritas na Bíblia podem ser frutos de manifestações anímicas, etc.

Não queremos discutir aqui o real valor dos ensinamentos de Jesus contidos no Novo Testamento, mas, podemos afirmar que, no Novo Testamento, não há nenhuma passagem que Jesus condena a comunicabilidade com os mortos e nem a reencarnação.

Muita Paz a Todos!

ilzamaria@hotmail.com

 

Havia um homem que se vestia de púrpura e de linho e que se tratava magnificamente todos os dias. Havia também um pobre chamado Lázaro, estendido à sua porta, todo coberto de úlceras, que quisera saciar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; mas ninguém lhas dava e os cães vinham lamber-lhe a ferida. Ora, aconteceu que esse pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. O rico morreu também e teve o inferno por sepulcro.

E quando estava nos tormentos, levantou os olhos para o alto e viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio; e gritando disse estas palavras: ‘Pai Abraão, tende piedade de mim, e enviai-me Lázaro, a fim de que ele molhe a ponta de seu dedo na água para me refrescar a língua, porque sofro tormentos externos nesta chama’. Mas Abraão lhe respondeu: ‘Meu filho, lembrai-vos que haveis recebido vossos bens em vossa vida e Lázaro não teve senão males; por isso, ele está agora na consolação, e vós nos tormentos. Além disso, há para sempre um grande abismo entre nós e vós; de sorte que aqueles que querem passar daqui para vós não o podem, como ninguém também pode passar para aqui do lugar em que estais’ (Lucas, Cap. XVI, Vv. 19 a 26).

O rico lhe disse: ‘Eu vos suplico, pois, pai Abraão, enviá-lo à casa de meu pai, onde tenho cinco irmãos, a fim de que lhes ateste estas coisas, de modo que eles não venham também para este lugar de tormentos’. Abraão lhe replicou: ‘Eles têm Moisés e os profetas que os escutem’. ‘Não – disse ele – pai Abraão, mas se alguns dos mortos procurá-los, eles farão penitência’. Abraão lhe respondeu: Se eles não escutam Moisés e os profetas, não crerão mais do que neles, quando mesmo algum dos mortos ressuscitasse’ (Lucas, Cap. XVI, Vv.27 a 31).

Nas mais variadas encarnações que o espírito vivencia, poderá experimentar duas condições dicotômicas: rica ou pobre, de acordo com a sua vontade, merecimento e programação. Não obstante, a maneira como o espírito encarnado irá vivenciar uma condição ou outra, será definida pelo seu caráter e pelo exercício de seu livre-arbítrio.

Cada vez mais, assistirmos inúmeras lutas incessantes pelo poder, pelo enriquecimento financeiro, pela fama, etc. Paralelo a esta realidade, infelizmente, esquecemos que o que levamos conosco para a dimensão espiritual depois do nosso desencarne são apenas os reflexos das nossas boas ou más ações e atitudes que praticamos enquanto estávamos encarnados.

Nos versículos citados anteriormente, Jesus nos mostra que o rico, enquanto vivenciava na Terra a “prova da riqueza”, não conseguiu nenhum êxito diante aos olhos de Deus, pois não fez nada pelos seus irmãos mais necessitados, como o Lázaro; ao gozar de muitas riquezas, o rico tinha condições o suficiente para ajudar Lázaro, mas não o ajudou mesmo assim. Lázaro, por sua vez, conseguiu atravessar com glória a “prova da pobreza”, aceitando a sua miséria com resignação.

Evidentemente, não podemos afirmar que todo aquele que é rico é automaticamente mau e que todo aquele que é pobre é automaticamente um ser resignado, pois Deus não condena o dinheiro. De acordo com a interpretação da Doutrina Espírita, tanto a riqueza quanto a pobreza são “provas” dificílimas para todas as criaturas que as experimentá-las. Com respeito ao dinheiro, o que é reprovável para Deus é como o dinheiro será usado por aquele que o possuir; o rico será avarento? Ganancioso? Ou o rico conseguirá ajudar ao seu próximo? Não podemos esquecer que o que iremos plantar dependerá da nossa vontade, das nossas escolhas, mas a colheita é obrigatória, isto é, deveremos arcar com todas as consequências das nossas escolhas e das nossas atitudes.  

Meus irmãos, importante é ressaltar também que se estamos agora encarnados devemos aproveitar cada oportunidade que esta atual encarnação nos apresenta; oportunidade de renovação, de mudanças para ser cada vez melhor.

Outra questão importante a ser destacada é que nesta parábola, Jesus nos fala da comunicabilidade com os “mortos”. O homem rico não pediria para que Lázaro fosse falar com os seus irmãos se essa prática não fosse possível, pois a comunicabilidade com os “mortos” não é uma prática só nossa, isto é, a comunicabilidade não é tão somente uma prática dos últimos tempos.

Por último, deve-se deixar claro que Deus, segundo a compreensão espírita, não condenou o rico ao fogo eterno, pois ele na sua imensa bondade dará tantas outras oportunidades (encarnações) quantas forem necessárias para que ele possa alcançar a plenitude.

Muita paz a todos!

 

Referência: 

Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier , Cap. 8.

ilzamaria@hotmail.com

A culpa é um sentimento obtido pelo sujeito após uma reavaliação de um comportamento passado e tido como reprovável pelo próprio, e que causa grandes sofrimentos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde apenas 1% da população mundial não sente culpa. Mas, infelizmente, este 1% diz respeito aos nossos irmãos sociopatas.  

Claro que esse sentimento é variável e subjetivo, muitas vezes nos sentimos responsáveis por culpas que não são nossas, exemplo: algumas pessoas sentem culpas de algo que fizeram ou que foram imputados a elas durante a infância. Assumirmos a responsabilidade dos nossos atos depende da compreensão que possuímos quando este foi praticado.

Por vivermos em sociedade, onde o remorso é um dos sentimentos que servem para garantir o respeito às regras sociais e morais, incorporamos esse processo comportamental de tal forma que nos sentimos responsáveis pela felicidade daqueles que nos cercam.

Deus, nosso Pai, nos deu através do livre-arbítrio a liberdade e a inteligência para distinguirmos o certo e o errado e esta faculdade nos dá a oportunidade de regularmos as nossas ações.

Uma pessoa fragilizada pela culpa não tem forças para amar a si mesma, como conseguirá amor ao seu próximo? E não conseguindo, sente-se culpada. Oras, só podemos salvar alguém que está se afogando se soubermos nadar, caso contrário vamos os dois morrer afogados. E, provavelmente, quem não conseguiu salvar e que não tinha outros meios para ajudar àquele que estava se afogando, possivelmente vai sentir culpa, mesmo por uma situação que não conseguiria resolver sozinho.

Joanna de Ângelis no livro Conflitos Existenciais, diz:

Que há uma culpa saudável! E que esse sentimento deve ser encarado com responsabilidade. Por que todos nós cometemos erros e alguns até graves.

E que o antídoto para a culpa é o auto perdão, e que a paz e a culpa podem conviver juntas, que ajuda no exercício da compreensão da própria fraqueza.

E principalmente que a coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos libertadores da culpa.

Muita Paz a todos!

ilzamaria@hotmail.com

“Não julgueis para não serdes julgados, pois com o julgamento com que julgais  sereis julgados, e com a medida com medis sereis medidos. Por que reparas no cisco que está no olho do teu irmão, quando não percebes a trave que está no teu? Ou como  poderás  dizer ao teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.” Mateus, Cap. VII Vv. 1 a 5.

Temos a tendência a julgar ou a condenar as outras pessoas, que aos nossos olhos consideramos como sendo as piores pessoas que já conhecemos, seja por preconceitos ou por não aceitá-las como elas verdadeiramente são. Mas, aos olhos do Pai, somos todos iguais perante a sua Lei; todos nós fomos criados simples, ignorantes e dotados de livre-arbítrio; em razão do mau uso deste, durante a nossa existência, cometemos erros e, ao longo da nossa jornada, vamos adquirindo erros e vícios. Portanto, não foi por acaso que Jesus profetizou que jogasse a primeira pedra aquele que nunca errou, aquele que fosse desprovido de vícios, imperfeições morais, “pecados”.  

O que Jesus queria ensinar a Humanidade é que não se deve julgar o outro; não julgar para não seres julgados, eis o ensinamento. E nós? Será que praticamos os ensinamentos de Jesus, isto é, as Leis Divinas? Ou a trave que está presente nos nossos olhos não nos deixa enxergar?

Às vezes criticamos os outros irmãos, interferimos nas escolhas alheias e ferimos os demais. A censura da conduta alheia pode ser expressa de duas maneiras: reprimir realmente o mal ou criticar o nosso irmão pelos atos que foram escolhidos por ele, com o direito que ele tem de usar o seu livre-arbítrio. Temos que ter bom senso para distinguir as condutas realmente más, as quais podem ser evitadas mediante ajuda de terceiros, pois ajudar ao próximo com benevolência é um dever de todos nós. Entretanto, temos que nos vigiar sempre para não ferir a liberdade dos outros, lembrando que o exercício do livre-arbítrio cabe a cada um individualmente, não nos cabendo julgar ninguém pelas suas escolhas, ações, etc.

Temos que lembrar que a única autoridade legitima aos olhos de Deus é a que se apóia no bom exemplo e somente Ele é quem pode julgar as suas criaturas.

Muita paz a todos!

Referência:

O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap. X: Bem – Aventurados os Misericordiosos.

Os jornais têm cada vez mais noticiado sobre a última tragédia no Rio de Janeiro provocada pelas enchentes que deixaram centenas de mortos e desaparecidos na Região Serrana do Estado. Tal tragédia nos afetou, deixando os nossos corações entristecidos. Diante de destruições como estas, ficamos até mesmo inconformados com as atitudes de Deus: como pode Deus permitir tantos flagelos e tantas destruições, causando sofrimentos às vítimas? Será por acaso? Há alguma razão?

Um dos princípios que permeia a Doutrina Espírita é a lei de causa e efeito. O acaso não existe para o Espiritismo. De acordo com Allan Kardec, a Lei de causa e efeito  é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana. Também é conhecida na literatura espírita como Lei da causalidade. Segundo ela, a todo ato da vida moral do homem corresponderia uma reação semelhante dirigida a ele. A Lei de causa e efeito, segundo a compreensão Kardec, distanciava-se da concepção de Karma, erroneamente difundida no Ocidente, por não admitir o determinismo e sim o exercício do livre-arbítrio. A Lei de causa e efeito procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um “motivo justo”, e uma “finalidade proveitosa” para todos os acontecimentos com que se depara o homem, inclusive o sofrimento.

A Lei da causalidade, ou de causa e efeito, está intimamente ligada a Lei de destruição. No Livro dos Espíritos de Allan Kardec, no capítulo VI, item II, perguntas 737  à 741, a Espiritualidade Superior nos explica a razão desses trágicos acontecimentos que muitas vezes, à primeira vista, pode nos parecer desprovido de justiça divina.

Segundo a Lei de Destruição, os flagelos destruidores são permitidos por Deus na medida em que os resultados que deles advêm, e que nem sempre são vistos, admitidos e aceites pelo homem, os levam a uma regeneração moral, dando advento a uma melhor ordem, que se realiza em poucos anos, em vez de alguns séculos. São meios de aceleração do progresso da humanidade que, pelas dificuldades, se vê obrigada a mudar a maneira de agir. Tais meios, porém, são de exceção, pois, regularmente, o homem tem, como meio de progredir, o conhecimento do bem e do mal, que, não sendo convenientemente usado pelo livre-arbítrio, resulta em medidas de exceção, tomadas pela lei de equilíbrio que rege a vida das pessoas, dos grupos, da sociedade, das nações e da humanidade.

Pelo fato dos espíritos preexistirem e sobreviverem a tudo, eles formam o mundo real. Os seus corpos físicos e o meio físico no qual eles desenvolvem as suas potencialidades espirituais são meros instrumentos de aperfeiçoamento do verdadeiro eu espiritual. Portanto, quaisquer flagelos que nos atinjam, enquanto encarnados e pelo tempo que for, nada mais serão que meios de educação para a eternidade. Paciência, resignação, abnegação, desinteresse, amor ao próximo, são sentimentos que caracterizam o homem livre do egoísmo. A forma pela qual eles são conquistados é secundária, tanto podendo ser por adoção como pelo sofrimento que advém da não adoção. Grande parte dos flagelos são resultados da imprevidência e do abuso, como se fossem um contragolpe às manifestações orgulhosas e cheias de vaidade do homem. Ou seja, os flagelos são efeitos de causas “criadas” preteritamente.  

Importante é ressaltar que Deus não castiga a humanidade, a Lei da destruição não provoca efeitos injustos. Tal lei é importante para a evolução da humanidade. Entretanto, é verdade que, às vezes, Deus pode empregar alguns “meios” que para nós são dolorosos e/ou que fogem a nossa compreensão mediana, como 0s flagelos ou as guerras, mas ela é extremamente fundamental para a nossa evolução enquanto espíritos eternos e nada mais refletem os efeitos do exercício do nosso livre-arbítrio.

Por fim, os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência e a resignação ante a vontade de Deus e permitir desenvolver os sentimentos de abnegação. É importante também lembrar que a morte do corpo físico existe para todos nós encarnados. Mesmo que não venhamos a desencarnar em virtude de flagelos, todos nós teremos que deixar a Terra e continuar a nossa vivência espiritual em outras instâncias. Mesmo que não tenhamos vividos flagelos, com certeza, teremos ou já tivemos outras provas e outras expiações em nossa atual existência. Tudo em prol do nosso progresso espiritual, a nossa verdadeira condição.

Diante de tantas provas, flagelos e destruições, precisamos confiar em Deus e em sua justiça, lembrando que nada acontece por acaso, nada acontece sem que Deus o permita.

Eis aqui uma pequena reflexão,

Muita a paz a todos!

O poeta Carlos Drumond de Andrade chamou a passagem para o ano novo de “O Milgre da Renovação”.

Ele diz:

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias a que se deu o ano?  Foi um individuo genial!

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante, vai ser diferente.

A nossa vontade de recomeçar é realmente grande; prometemos para nós mesmos de modificar o que não está nos fazendo feliz no momento.

Mas, meus irmãos, sabemos que não basta apenas desejar, precisamos trabalhar tal mudança dentro de nós, precisamos fazer o uso do nosso livre-arbítrio para conseguir nos modificarmos, lembrando das palavras de Jesus quando ele nos disse:

Ajuda-te e o céu te ajudará. Mateus Capitulo V vv. 17 – O Evangelho Segundo Espiritismo Cap. XV.  

Temos agora pela frente 365 novos dias, com novas oportunidades a cada dia.

Somente com a nossa fé e com a nossa perseverança, poderemos construir um Feliz Ano Novo.

Muita Paz a todos!

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
Janeiro 2011
S T Q Q S S D
    Fev »
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 39 outros seguidores