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Não resta dúvida sobre qual é a opinião do Espiritismo a respeito do aborto provocado. O Espiritismo, ressalvando o respeito pelo exercício do livre-arbítrio de cada um, não concorda com a prática do aborto provocado e nos explica sobre as ruins consequências espirituais que este ato pode provocar. Todavia, a única situação em que a Doutrina Espírita admite o aborto é quando a vida da gestante corre perigo de morte; Allan Kardec, na pergunta 359 de O Livro dos Espíritos, indaga a Espiritualidade Superior: “se o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?; responderam os Espíritos: “preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe”.

Antes de continuarmos com esta reflexão, vamos esclarecer alguns pontos sobre o aborto. Pode parecer trivial, mas julgamos necessário:

  1. O que é o aborto? Aquele que nasceu antes do tempo próprio. Parto prematuro ou expulsão do feto antes dos nove meses de gestação O aborto é usualmente definido como a interrupção da gravidez antes de o feto atingir a viabilidade, ou seja, antes de se tornar capaz de vida extra-uterina independente. O aborto distingue-se da morte fetal, do feticídio, do parto prematuro, do infanticídio e do caso dos natimortos;
  2. Como podemos classificar os abortos? Natural ou artificial, espontâneo e involuntário (pode, mesmo assim, haver culpa) ou provocado voluntariamente, dolosamente e penalizado pelo Estado. Podemos falar, também, do aborto clandestino;
  3. Quais são as causas do aborto? As causas são muitas e variadas, sendo difícil avaliar a importância de cada uma delas. Além daquelas referentes à própria mulher (medo à gravidez e ao parto e os poucos recursos financeiros para sustentar o novo rebento), há as de origem familiar (pressão dos familiares, principalmente do marido) e as de ordem social (campanhas contra a fecundidade e famílias numerosas), entre outras causas.

Segundo o Espiritismo, o aborto é um crime, pois transgride as Leis de Deus. Na pergunta 358 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos respondem: “Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”. O aborto refere-se à paralisação da vida. No aborto, o feto não tem escolha: a vida lhe é tirada. Há uma infração à lei de Deus. Fala-se em crime. As consequências podem vir em futuras encarnações: quantos casais querem ter filhos e a mulher não consegue engravidar? A impossibilidade de gerar um filho na atual vida poderia ser uma consequência de abortos praticados em outrora encarnação?

O Espiritismo nos esclarece que ao ser realizado um aborto, estamos impedindo  um espírito voltar à vida material e seguir a sua evolução espiritual. Quando uma gravidez é interrompida, estamos impedindo alguém de cumprir a sua trajetório na carne. Para a Doutrina Espírita, abortar é permitir que um espírito deixe de cumprir a sua programação. Não importa se a vida do feto começa na primeira ou décima semana, para a Doutrina Espírita, a vida começa na concepção e esse corpo que esta sendo gerado tem um espírito que o guarda. Interromper a gestação no primeiros ou nos últimos dias é para o Espírita algo inaceitável, afinal, ao corpo que está sendo gerado há um espírito que está o aguardando, esperançoso de conseguir reencarnar novamente. Para a Doutrina, é racional ter pelos fetos o mesmo respeito que se tem pelo corpo de uma criança que está vivendo entre nós. Em tudo isso, vemos a vontade Deus e a sua obra.

Por enquanto, para as nossas leis, o aborto é um crime. Muitos estão tentando descriminalizar o aborto. Entretanto, o aborto poderá deixar de ser crime para os homens, mas jamais deixará de ser uma conduta reprovável moralmente aos olhos de Deus, pois, transgride a lei de Deus. Não é a toa que as religiões são contra o aborto, pois sabem que as leis de Deus são imutáveis. Para o Espiritismo, ninguém vai ser condenado ao inferno porque um dia provocou ou induziu alguém a praticar um aborto. Não obstante, todas as nossas escolhas e ações geram consequências de acordo com a natureza das mesmas. Somos responsáveis pelos nossos atos, pelos nossos erros, etc. Para a nossa Doutrina, tudo o que cometemos de ruim, devemos reparar. Assim nos impele a Lei de Causa e Efeito, lei esta tão abraçada pela compreensão espírita.

A partir do momento que tomamos consciência de um erro, o importante é não repetir o erro. Deus, com certeza, nos dará oportunidade de resgatarmos esse erro, através das reencarnações, da compreensão que precisamos resgatar o que fizemos, seja o aborto, seja outro erro que praticarmos. Jesus dizia para aqueles que ele curava: “Vais e Não peques mais”.

Deus é Pai justo e amoroso e como Pai nos dará oportunidades de repararmos os nossos erros, sem nos condenar ao fogo eterno.

Muita paz a todos!

Os jornais têm cada vez mais noticiado sobre a última tragédia no Rio de Janeiro provocada pelas enchentes que deixaram centenas de mortos e desaparecidos na Região Serrana do Estado. Tal tragédia nos afetou, deixando os nossos corações entristecidos. Diante de destruições como estas, ficamos até mesmo inconformados com as atitudes de Deus: como pode Deus permitir tantos flagelos e tantas destruições, causando sofrimentos às vítimas? Será por acaso? Há alguma razão?

Um dos princípios que permeia a Doutrina Espírita é a lei de causa e efeito. O acaso não existe para o Espiritismo. De acordo com Allan Kardec, a Lei de causa e efeito  é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana. Também é conhecida na literatura espírita como Lei da causalidade. Segundo ela, a todo ato da vida moral do homem corresponderia uma reação semelhante dirigida a ele. A Lei de causa e efeito, segundo a compreensão Kardec, distanciava-se da concepção de Karma, erroneamente difundida no Ocidente, por não admitir o determinismo e sim o exercício do livre-arbítrio. A Lei de causa e efeito procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um “motivo justo”, e uma “finalidade proveitosa” para todos os acontecimentos com que se depara o homem, inclusive o sofrimento.

A Lei da causalidade, ou de causa e efeito, está intimamente ligada a Lei de destruição. No Livro dos Espíritos de Allan Kardec, no capítulo VI, item II, perguntas 737  à 741, a Espiritualidade Superior nos explica a razão desses trágicos acontecimentos que muitas vezes, à primeira vista, pode nos parecer desprovido de justiça divina.

Segundo a Lei de Destruição, os flagelos destruidores são permitidos por Deus na medida em que os resultados que deles advêm, e que nem sempre são vistos, admitidos e aceites pelo homem, os levam a uma regeneração moral, dando advento a uma melhor ordem, que se realiza em poucos anos, em vez de alguns séculos. São meios de aceleração do progresso da humanidade que, pelas dificuldades, se vê obrigada a mudar a maneira de agir. Tais meios, porém, são de exceção, pois, regularmente, o homem tem, como meio de progredir, o conhecimento do bem e do mal, que, não sendo convenientemente usado pelo livre-arbítrio, resulta em medidas de exceção, tomadas pela lei de equilíbrio que rege a vida das pessoas, dos grupos, da sociedade, das nações e da humanidade.

Pelo fato dos espíritos preexistirem e sobreviverem a tudo, eles formam o mundo real. Os seus corpos físicos e o meio físico no qual eles desenvolvem as suas potencialidades espirituais são meros instrumentos de aperfeiçoamento do verdadeiro eu espiritual. Portanto, quaisquer flagelos que nos atinjam, enquanto encarnados e pelo tempo que for, nada mais serão que meios de educação para a eternidade. Paciência, resignação, abnegação, desinteresse, amor ao próximo, são sentimentos que caracterizam o homem livre do egoísmo. A forma pela qual eles são conquistados é secundária, tanto podendo ser por adoção como pelo sofrimento que advém da não adoção. Grande parte dos flagelos são resultados da imprevidência e do abuso, como se fossem um contragolpe às manifestações orgulhosas e cheias de vaidade do homem. Ou seja, os flagelos são efeitos de causas “criadas” preteritamente.  

Importante é ressaltar que Deus não castiga a humanidade, a Lei da destruição não provoca efeitos injustos. Tal lei é importante para a evolução da humanidade. Entretanto, é verdade que, às vezes, Deus pode empregar alguns “meios” que para nós são dolorosos e/ou que fogem a nossa compreensão mediana, como 0s flagelos ou as guerras, mas ela é extremamente fundamental para a nossa evolução enquanto espíritos eternos e nada mais refletem os efeitos do exercício do nosso livre-arbítrio.

Por fim, os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência e a resignação ante a vontade de Deus e permitir desenvolver os sentimentos de abnegação. É importante também lembrar que a morte do corpo físico existe para todos nós encarnados. Mesmo que não venhamos a desencarnar em virtude de flagelos, todos nós teremos que deixar a Terra e continuar a nossa vivência espiritual em outras instâncias. Mesmo que não tenhamos vividos flagelos, com certeza, teremos ou já tivemos outras provas e outras expiações em nossa atual existência. Tudo em prol do nosso progresso espiritual, a nossa verdadeira condição.

Diante de tantas provas, flagelos e destruições, precisamos confiar em Deus e em sua justiça, lembrando que nada acontece por acaso, nada acontece sem que Deus o permita.

Eis aqui uma pequena reflexão,

Muita a paz a todos!

Espíritas amai-vos; espíritas instrui-vos.
Setembro 2014
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